Conseguido o mais importante: ganhar! (1-0)



Tem alguma razão Rui Vitória quando no final do encontro dizia que, daqui por algumas semanas, poucos se vão lembrar da exibição do Vitória contra o Marítimo e vão apenas fazer contas aos três pontos conquistados. Tem razão também o público vitoriano que não terá ficado nada agradado com a qualidade da exibição, mesmo quando o Vitória esteve em superioridade numérica. Contudo, e depois de cinco jogos sem ganhar, foi conseguido mesmo o mais importante, garantir três pontos fundamentais na luta pelos nossos objectivos.

Foi evidente a intranquilidade da equipa e mesmo a intranquilidade nas bancadas que, evidentemente, também chegou ao relvado. O golo de Josué aos 34 minutos e mais do que isso, a expulsão do avançado do Marítimo, Marega, logo no início da segunda parte, poderia ter sido o suficiente para o Vitória apresentar outra qualidade de jogo, mas cedo se percebeu que esta não era noite para isso.

Dificuldades de ultrapassar a bem organizada equipa do Marítimo, nervosismo a mais na hora de definir o último passe e jogadores em momento menos bom. Os que cá estavam e os que para cá vieram e que "crescem" num momento em que as coisas também não saem bem à equipa.

Esta noite, nem de grande penalidade, André André bateu Salin (outra vez para o mesmo sítio, na mesma baliza e com o mesmo desfecho da última batida em casa). E mesmo contra 9, nos últimos 5-8 minutos, o Vitória foi pouco "mandão".

Valeu pelo resultado. No fundo, o mais importante. E que estes três pontos possam dar outra tranquilidade à equipa para os jogos que aí vêm para que volte a mostrar aquilo que já nos mostrou esta temporada. Uma última referência apenas para a nota negativa do encontro: a lesão de João Afonso. O central vitoriano lesionou-se com gravidade e foi substituído por Moreno. Deseja-se que a recuperação seja rápida e volte em força, porque tem sido uma das revelações da temporada. Ele que, já no banco, forçou o 5º amarelo porque a "estrutura" percebeu que o jogador já falharia o encontro no Bessa. Também Bruno Gaspar, fica riscado do jogo de Domingo.



Foto: MaisFutebol
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Golo do Vitória em relato



Um golo aos 34 minutos do central Josué e que valeu o triunfo do Vitória frente ao Marítimo. Aqui fica o relato do golo aos microfones da Rádio Fundação.

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Expulsão e grande penalidade desperdiçada (2-0)



Terceira derrota consecutiva averbada pelo Vitória B esta quarta-feira, diante do Sporting da Covilhã. Os vitorianos procuraram reagir depois das derrotas com Oriental e União da Madeira mas não foram felizes na deslocação à Serra.

Logo aos 34 minutos, as contas complicaram-se e muito para os pupilos de Armando Evangelista com a expulsão do lateral direito Arrondel por acumulação de cartões amarelos. Ainda assim e curiosamente foi já depois de estar em inferioridade numérica que os vitorianos conseguiram duas situações de maior perigo para a baliza de Taborda. Ainda assim e numa primeira com poucas ocasiões de golo, as duas equipas foram para o intervalo com 0-0 no marcador.

Já na segunda parte, os serranos acabariam por chegar ao golo aos 69 minutos por Erivelto, obrigando o Vitória B a arriscar um pouco mais para evitar a derrota. Aos 81 minutos, os vitorianos dispuseram de uma grande penalidade mas, na conversão, Fábio Vieira permitiu a defesa do experiente Taborda.

Em período de compensação, o Sporting da Covilhã ainda aumentou para 2-0 com um golo de Bilel. Destaque ainda para os cerca de 50 adeptos do Vitória que assistiram a esta derrota do Vitória com o Covilhã. No próximo domingo, o Vitória recebe o Santa Clara no Estádio D. Afonso Henriques.
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Grande triunfo (77-69)



Fernando Sá admitia que no fim que foi importante vencer. Como o seria contra qualquer adversário claro, mas diante do Benfica é necessariamente diferente. Perante o mais forte candidato ao título, perante uma equipa cujo orçamento ascende a valores obscenos e depois dos vitorianos já esta temporada terem sido derrotados pelo Benfica, era fundamental a equipa triunfar e mostrar que pode, num excelente dia, vencer os encarnados como já o demonstrou noutros momentos.

Em Guimarães, e com um público entusiasta nestes jogos é ainda mais motivador. E o triunfo na tarde de sábado foi verdadeiramente incontestável. Os vitorianos entraram a esmagar o Benfica nos dois primeiros períodos e nunca mais o Benfica foi capaz de virar o encontro.

Vitória e Benfica são os dois assumidamente candidatos ao título, mas sabe-se que o modelo tal e qual está definido talvez não favoreça os vitorianos. A diferença de investimento é tremenda e por isso derrotar este Benfica três vezes num playoff do título não é algo fácil. Contudo, esta equipa vitoriana já mostrou ser capaz de nos pôr a sonhar e capaz também de ultrapassar qualquer obstáculo, olhando-o nos olhos sem tremer. O campeonato ainda é longo, mas o sonho comanda a vida e, depois da prova de superação de sábado, creio que tal como Fernando Sá dizia no fim, a equipa deve ter-se convencido que tem qualidade para vencer estes jogos, basta acreditar!
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Menor inspiração deu em derrota (0-1)



Um jogo nada inspirado do Vitória B resultou em derrota caseira diante de um dos candidatos à subida. Apesar da primeira oportunidade até ter sido do Vitória B, por intermédio de Gui, os vitorianos não conseguiram estar ao nível do que já se viu esta temporada e não foram capazes de ultrapassar um experiente União da Madeira.

Com vários jogadores aquém do que já mostraram, os vitorianos sentiram muitas dificuldades para criar situações de perigo e acabaram derrotados num encontro equilibrado onde o empate assentaria melhor.

Esta é a segunda derrota consecutiva do Vitória B, depois da averbada a meio da semana com o Oriental, mas que não impede que os vitorianos continuem tranquilamente instalados nos lugares cimeiros do campeonato.
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Nadaram, nadaram... mas morreram na praia (2-2)



Ponto prévio. Não é possível jogar futebol nas condições em que se apresentou esta noite o relvado do estádio da capital do móvel. A chuva intensa que se abateu sobre Paços de Ferreira antes e durante o jogo, tornou o relvado totalmente encharcado e tornou o desafio uma verdadeira lotaria. Perante isto, qualquer análise sairá enviesada, porque não foi possível jogar futebol.

Posto isto, também me parece evidente que esta noite não há nada a apontar à equipa no que toca à atitude competitiva que porventura terá faltado, na mesma dose, em partidas anteriores. Hoje a equipa lutou e quis vencer e fê-lo com a garra que tantas vezes exigimos. 

Rui Vitória tentou surpreender com o "onze", mas acabou ele também surpreendido pelo estado do relvado que lhe terá dado a volta a toda a estratégia montada. Estou certo que, soubesse Rui Vitória no estado em que ficaria o relvado e o onze escolhido seria diferente. Aliás, o próprio treinador percebeu ao intervalo que o jogo estava mais para lutar do que para jogar. Infelizmente, o relvado parecia em óptimas condições a uma hora do desafio começar mas depois... ficou transformado numa verdadeira piscina.

Claro que houve erros individuais que custaram caro. Se Assis foi o melhor na passada sexta-feira, esta noite foi infeliz nos dois golos sofridos. E mais do que isso, a equipa demorou a adaptar-se a jogar nas condições que encontrou em Paços de Ferreira e isso custou cedo a desvantagem.

Com o empate de Saré e acima de tudo o golo de André a 15 minutos do final, parecia que o Vitória poderia conseguir de uma vez por todas reencontrar o trilho dos triunfos. No entanto, e num jogo de lotaria, o Paços ainda chegaria ao empate mesmo em cima do final.

Depois de uma entrada em falso, o Vitória nadou como pôde na piscina de Paços de Ferreira, mas acabou mesmo por morrer na praia e conquistar apenas o terceiro ponto em 15 possíveis neste início de segunda volta. Mas hoje, convenhamos, com este ou outro onze qualquer melhor... talvez só mesmo a equipa de pólo aquático do Vitória.

Venha o Marítimo. Sexta. De novo.
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Golos do Vitória em relato


Como habitualmente, aqui ficam os relatos dos golos do Vitória aos microfones da Rádio Fundação. Os golos de Saré e André André que, no entanto, não permitiram ao Vitória ir para além de um empata em Paços de Ferreira.

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Vitória B volta a golear (4-0)



Ainda faltam 19 jornadas para o final do campeonato mas os jovens vitorianos já vêm ao fundo a manutenção no campeonato. Esta tarde, mais uma goleada, desta feita por 4-0 frente ao Atlético num jogo superiormente controlado pelo Vitória B e onde a jovem equipa vitoriana voltou a apresentar altos índices de eficácia.

Luis Rocha (a atravessar um excelente momento de forma), Areias, Ricardo Gomes (de grande penalidade) e o estreante Domingo, fizeram os golos dos vitorianos. Pelo meio, a equipa de Alcântara ainda desperdiçou uma grande penalidade, já com o resultado em 3-0, numa excelente defesa do jovem Miguel Silva, esta tarde o titular das redes vitorianas.

Destaque ainda para os poucos minutos de actuação de um dos mais recentes reforços do Vitória, Haashim Domingo. O jovem sul-africano, apontou o último golo do Vitória B e mostrou bons pormenores, parecendo ser daqueles que não enganam. Ainda assim, destaque também para outras exibições muito positivas entre as quais realço, a evolução de João Pedro, a qualidade de Fábio Vieira e também a dupla de centrais. Se Lima Pereira já se sabe ser um jogador de qualidade, também Dénis (outro dos reforços, ex-Torreense) deu excelentes indicações.

O Vitória B está agora no 6º lugar do campeonato com 43 pontos. Armando Evangelista dizia no final do desafio que faltam 5 pontos para garantir a manutenção, isto numa altura em que faltam 19 jornadas para o final. Já não fugirá. Também por isso, mas não só, é da mais elementar justiça elogiar o trabalho do técnico vitoriano. Pela capacidade que tem demonstrado na exploração dos seus atletas, na sua plena adaptação às circunstâncias e evidentemente por continuar a dar uma grande ajuda na construção do futuro. 
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Vencido o medo, começaram a jogar (1-0)



Ter como adversário o FC Porto já seria o suficiente. Porém, o Vitória teve durante os primeiros quarenta e cinco minutos um outro adversário: o medo. As pernas tremeram, a equipa não foi capaz de esticar o jogo e o adversário - o verdadeiro - foi aproveitando para criar situações de golo.

Durante toda a primeira parte, o Vitória foi sempre incapaz de "mostrar os dentes" e de acreditar que não há derrotados à partida. Também por isso, o 1-0 ao intervalo era o que de melhor o Vitória levava para os balneários.

O que aconteceu no balneário não conseguimos adivinhar, mas a verdade é que a equipa finalmente apareceu. Para além das camisolas, regressaram também os conquistadores, capazes de acreditarem que o jogo poderia ter um desfecho diferente. 

A equipa macia do primeiro tempo, deu lugar a uma equipa capaz de impor algum respeito ao dragão, e até de, em alguns momentos, enervar o público da casa. Faltou, sim, uma definição melhor de alguns lances em que o Vitória teve possibilidade de alvejar a baliza de Fabiano, mas finalmente viu-se Vitória. 

A boa primeira parte do Porto ou até a juventude do plantel podem ser atenuantes de uma primeira parte para esquecer, mas a etapa segunda deverá de uma vez por todas fazer perceber os jogadores que, nem há vencidos à partida, nem abdicar de jogar é solução.

Aliás, a segunda parte, deverá mesmo servir de motivação para a equipa rapidamente reentrar no trilho dos triunfos já na próxima sexta-feira em Paços de Ferreira. Do jogo de hoje, fica a derrota mas também alguns dados que farão certamente Rui Vitória pensar na hora de "montar" o próximo onze. Gostaria apenas de citar três jogadores. Um deles terá feito hoje o jogo mais seguro com a camisola do Vitória, Assis. O jovem brasileiro, agora já com mais jogos, deu hoje provas da sua qualidade, não se atemorizando (ao contrário de alguns colegas) com o poderio do Porto. Outro, Josué. O central tem crescido de forma evidente e agora sim começa a mostrar todas as capacidades que sabíamos ter. E finalmente, Sami. Mais um jogo em que simplesmente não justificou a titularidade dada por Rui Vitória.
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Primeiro desaire no Castelo (0-1)



As mesmas dificuldades perante equipas que jogam mais "fechadas". A mesma falta de imaginação e de dinâmica dos últimos jogos. A mesma falta de intensidade que já tinha sido tão penalizadora contra Gil Vicente e Penafiel. O mesmo desfecho: pontos perdidos. No jogo desta tarde com a agravante de ter marcado a primeira derrota em casa esta época para o campeonato. E sete pontos que voaram no início da segunda volta quando pouco ou nada o fazia prever.

Parece-me que hoje tal como a equipa, também Rui Vitória não foi feliz. Começando pelo "onze" escolhido e pelas opções que saltaram do banco. Mas será certamente mais fácil dizê-lo agora que o Vitória somou a primeira derrota caseira.

Há mesmo dias em que mais vale não sair de casa. E hoje para além da ausência total de futebol do Vitória, até uma grande penalidade os vitorianos desperdiçaram numa altura crucial da partida (para além da que ficou por marcar aos 5 minutos por falta sobre Alex). Claro que o Vitória fez pouco para ser feliz esta tarde, mas também o Belenenses nada fez para sair com os três pontos.

Os próximos dias serão animados sobre as discussões sobre jogadores "emprestados". Porque o Vitória perdeu, claro. Tivesse ganho com um golo de qualquer um deles e a discussão seria certamente outra. Parece-me, isso sim, e nada tem a ver com a sua condição de emprestado, que Rui Vitória arriscou em demasia utilizando jogadores sem entrosamento (ele próprio o admitiu) em detrimento de um ou outro que há muito trabalha com a equipa. Isto, até atendendo às circunstâncias do encontro (como o caso de Tomané, por exemplo).

Seja como for, e também por isso normalmente espero para escrever sobre os jogos, nem em determinadas alturas éramos os melhores, nem hoje teremos a época em causa. Agora é evidente, e até porque as memórias nos transportam sempre para a segunda volta da última temporada, será importante que a equipa acorde e reaja rapidamente com a abnegação e o espírito de conquista que foi regra durante a primeira volta.

E termino, com as palavras escritas já esta noite nas redes sociais pelo lateral Bruno Gaspar. Com a ironia, claro, de ser um jogador emprestado, mas não é de todo por isso. Aqui ficam: "Hoje, perdemos pela primeira vez no nosso estádio. Ninguém queria que esse dia chegasse. Chegou. E agora resta perceber o que correu mal. Levantar. Agir. E voltar a ganhar. Porque os conquistadores só sabem ser assim!"

É esse o espírito. Porque os conquistadores são mesmo assim. Vamos a isto!
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Recandidatura natural



Olhei desconfiado para a constituição da lista encabeçada por Júlio Mendes, há três anos. Não o vou esconder, porque o escrevi. Olhei com desconfiança para algumas das promessas e para a forma como a lista foi construída. Três anos volvidos, admito que me enganei. 

Júlio Mendes e seus pares realizaram um trabalho que só pode ser considerado notável quer na vertente desportiva, quer financeira. O Vitória, que tão próximo esteve do abismo, é hoje um clube bem mais tranquilo, ainda que longe de estar a salvo de todos os problemas que a gestão incompetente anterior provocou ao clube.

O Vitória encetou ao longo dos últimos anos uma árdua luta contra o tempo. Contra o tempo que, acima de tudo, deixamos passar sem que não fizéssemos o suficiente para evitar o desvario de Emílio Macedo da Silva e quem o acompanhou. 

Para além da brutal redução do passivo do clube, o Vitória voltou a recuperar o seu prestígio e hoje tem um rumo desportivo no qual os vitorianos se revêm. Um rumo que assenta no aproveitamento da sua formação e naquilo que é, no fundo, a essência deste clube: o espírito conquistador.

Claro que numa altura de balanço, é importante não esquecer ninguém. Toda a estrutura da formação do clube, dirigentes e técnicos, os treinadores e atletas do futebol profissional, todo o corpo dirigente e administração da SAD do clube e também toda a massa associativa do Vitória. Porque todos, directa ou indirectamente, contribuíram para os últimos três anos em que o Vitória voltou a ser Vitória.

Se houve erros? Se numa ou noutra situação faria diferente? Porventura sim. Mas, o maior de todos os erros seria meu, se não fosse capaz de reconhecer o enorme mérito da actual direcção do Vitória em tudo o que foi feito de bom nestes últimos três anos. 

Perante tudo isto, a recandidatura de Júlio Mendes e da sua direcção é apenas um epílogo natural. Bem como a reafirmação da confiança por parte dos seus associados, uma consequência óbvia do bom trabalho realizado. 

Mas, atenção. Não raras vezes, o sucesso foi o nosso principal inimigo. E por isso, é fundamental, que os próximos três anos de mandato sejam encarados com humildade e exigência. E mais do que isso, com a motivação de fazer ainda melhor. Porque o Vitória merece!
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