Vitória soma segundo triunfo nos Açores (1-3)



Depois do triunfo na primeira jornada do campeonato, o Vitória B voltou a ser feliz esta tarde nos Açores diante do Santa Clara. Perante uma equipa sem difícil no seu reduto, o Vitória acabaria por conseguir marcar numa fase em que era a equipa açoriana que mandava no encontro. Uma grande penalidade convertida por Crivellaro, colocou os vitorianos na frente.

Ainda assim, o Santa Clara responderia pouco tempo depois e por intermédio de Clemente chegaria ao empate. Ainda assim, mérito para a equipa do Vitória B que nunca se desorganizou e manteve uma consistência táctica que lhe ia permitindo controlar o jogo dos açorianos e, para além disso, lançar ataques rápidos quase sempre por Ricardo.

Aliás, o extremo vitoriano realizou uma excelente partida e depois de alguns avisos acabaria por fazer a assistência para Crivellaro voltar a marcar mesmo em cima do intervalo. São sempre boas as alturas para marcar, mas em cima do intervalo permitiu ao Vitória B ir com confiança para o descanso.

Na segunda parte, as contas para os açorianos ficaram ainda mais complicadas com a expulsão do central Materazzi, por acumulação de amarelos. A jogar contra 10 jogadores, o Vitória controlou perfeitamente a partida e mataria mesmo o jogo por intermédio de Ricardo. Mais uma jogada inventada pelo extremo e o Vitória B a chegar ao 1-3. Ainda antes do final da partida, Clemente também seria expulso, deixando o Santa Clara a jogar com 9 jogadores.

O Vitória B soma assim o segundo triunfo no campeonato que lhe dará certamente mais confiança para os próximos encontros. E, mais do que isso, Ricardo e Crivellaro com as exibições de hoje voltam a piscar o olho a Rui Vitória, principalmente o brasileiro face à carência de opções para o sector.



Foto: Sítio oficial Vitória SC
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A saga amarela continua (1-1)



Há tradições difíceis de explicar. Nos últimos 13 anos, o Vitória apenas por uma vez foi capaz de ganhar ao Paços de Ferreira e, esta sexta-feira a "maldição" voltou a perseguir os vitorianos. Mas é evidente que as explicações vão muito para além da tradição. O Vitória entrou desconcentrado, sofreu um golo logo no início do desafio e nunca mais se encontrou na primeira parte, protagonizando um jogo nervoso aproveitado pelos pacenses.

Só na segunda parte e depois da expulsão de Hélder Lopes, é que o Vitória assumiu o jogo e mostrou os dentes aos homens da capital do móvel. Fê-lo muitas vezes mais com alma do que com qualidade, mas ainda assim criando ocasiões de golo suficientes para conseguir um final de feliz. O "mal menor", surgiu dos pés do "Diamante Negro" Jonatan Alvez que com um grande golo empatou a partida pouco depois da hora de jogo.

O golo animou as hostes, mas o Vitória acabou por não ser capaz de operar a cambalhota no marcador. Mérito do Paços de Ferreira que, mesmo reduzido a dez unidades, nunca abdicou de tentar criar perigo. O resultado é, por isso, justo. Por mérito do Paços de Ferreira, evidentemente, e por demérito do Vitória que não foi nem tão competente, nem tão exuberante como em jogos anteriores. 

Ainda assim, é um empate que permite ao Vitória continuar sem perder no campeonato e assumir a liderança à condição da primeira liga.

Uma última nota para a arbitragem. Depois de todo o circo montado durante a semana a propósito da arbitragem de Paulo Baptista, já se esperava que o Vitória teria de pagar a fatura no encontro com o Paços de Ferreira. O árbitro Manuel Oliveira, fez a sua estreia depois de chumbar no teste escrito e, ontem, deixou bem evidente que no prático também não passaria de certeza. Ele e o seu auxiliar. A grande penalidade não assinalada por falta sobre Bernard é um erro grosseiro. E o fora de jogo tirado a André, tivesse sido contra o Porto, e falar-se-ia dele durante toda a semana... Erros com influência clara no marcador e que também ajudaram no desfecho do desafio.
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Golo do Vitória em relato



Um grande momento de futebol e o primeiro golo do uruguaio Jonatan Alvez. Aqui fica o relato do golo aos microfones da Rádio Fundação, um golo que valeu o empate diante do Paços de Ferreira.


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Cafú - A imagem que vale mais do que mil palavras



Depois de uma temporada de excelente nível no campeonato nacional de seniores, Cafú está a aproveitar a saída de André Santos para se tornar num caso sério no futebol português. Tem sido um dos principais destaques do Vitória neste início de temporada, dando uma dinâmica ao meio-campo que o Vitória definitivamente não tinha na época passada. 

A mobilidade de Cafú, tem permitido ainda que André se liberte e se torne no verdadeiro motor da equipa vitoriana. Depois de alguns anos a jogar em posições mais adiantadas, Cafú está hoje tornado num verdadeiro número 6. 

Mas, para além de tudo isso, Cafú tem de especial aquilo que a foto documenta. Sente e vibra, como cada um de nós. Aliás, o próprio assumiu ainda há pouco tempo que, mesmo aquando da sua passagem pelo Benfica, não era capaz de esconder o sentimento vitoriano. 

Cafú deverá ser, sem sombra de dúvida, uma das imagens de marca do clube. Não só pela qualidade que tem, mas principalmente por aquilo que significa. Um vitoriano que lutou para vingar na carreira e que chega agora à equipa principal do seu clube do coração.

Esta será, porventura, a imagem que qualquer jogador da nossa formação terá de ter em mente (e também qualquer adepto, porque não?), quando as coisas correrem menos bem, quando o mundo parecer que está a conspirar contra eles, quando por um instante sequer duvidarem do que são capazes. Nesta imagem encontrarão toda a força que precisam para acreditarem que são capazes e, mais do que isso, encontrarão nela a melhor lição do que é ser Vitória. Do que é jogar com alma, pelo clube que vos formou.

Lembram-se de uma das músicas que acompanhou o nosso caminho até ao Jamor? Pois bem... sigam-na: "Não pares de lutar agarra o dia ao nascer há uma batalha a travar que só tu podes vencer... só tu podes vencer."

No fundo, esta é a imagem que traduz o que somos hoje, o que nos orgulha e, mais do que isso, que deixa bem claro que este é o trilho correcto, mesmo que tivéssemos perdido demasiado tempo a ziguezaguear por ruas estreitas e por caminhos tortuosos.


Foto: Sítio oficial Vitória SC
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Bernard - O menino que encanta!



O sorriso não engana. Neste caso, é verdade que é a celebrar um golo, um dos quatro que já apontou noutras tantas jornadas. Mas o que mais espanta é que é com este sorriso, ou melhor, com esta alegria que pinta cada uma das suas jogadas. Tem apenas 19 anos, mas a maturidade com que joga, prova que é um predestinado. E se a sua qualidade não espanta quem acompanhou o Vitória B no ano transacto, sou obrigado a dizer que a sua adaptação a um campeonato profissional e a maturidade que revela com tão tenra idade, só está ao alcance dos melhores.

Não é um chavão. A alegria com que joga, com que assume o jogo sem medo, faz-me pensar que dificilmente o Vitória terá capacidade de o segurar por muito mais tempo. Mérito dele. Em primeira instância claro. E daqueles que o lançaram e o fizeram crescer no Vitória. Principalmente na última temporada no Vitória B com Armando Evangelista e agora com Rui Vitória na equipa principal.

Bernard está a ser uma das figuras do campeonato e acima de tudo um dos responsáveis (mas não único) pelo aumento de qualidade do futebol vitoriano esta temporada. Mas o "menino" sabe que ainda tem muito a crescer. Tem ainda muito a provar e muitas alegrias para dar aos vitorianos. Agora, uma coisa é certa... ver estes jogadores só nos pode orgulhar. Vê-los crescer de dia para a dia, é a nossa maior recompensa!


Foto: Catarina Morais (zerozero.pt)
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Gigantes! (1-1)



O passado nunca se voltará a cruzar com o nosso presente. Mas faz parte de uma história da qual nos orgulhamos e muito. Tal como nos orgulhamos deste presente. Do presente de quem quer voltar a sair da sombra para onde "nos atiramos" (sim, atiramos) por responsabilidade própria. E de quem, quer construir um futuro, sustentado pela nossa maior virtude. A alma. E é essa alma, e que tão bem é incorporada por estes miúdos, que nos faz sonhar.

Pela frente o Vitória teve ontem uma equipa muito forte. Com um investimento fortíssimo. A isso respondeu com uma meia hora notável e com um restante jogo de sofrimento e abnegação. Uma equipa que vale, cada vez mais, pelo colectivo mas que continua a ter jogadores cuja classe não pode passar despercebida.

Esta equipa não vai ganhar sempre, não vai provavelmente conseguir bater o pé a todas as equipas como fez ontem, mas de uma coisa temos a certeza, vai lutar sempre. Porque é esta a sua génese. É afinal de contas, este o resultado quando se juntam jogadores que querem triunfar nas suas carreiras, com outros que sentem o clube - porque sempre viveram nele - e se mistura um espírito de união que é capaz de mover montanhas. E, quando a isto, ainda ousamos juntar qualidade... então há tudo para termos uma mistura verdadeiramente explosiva.

Ontem, durante meia hora, o Vitória tirou a bola ao Porto. Mostrou os dentes ao adversário e não se atemorizou pelo seu poderio. O Vitória foi, no fundo, aquilo que os seus adeptos pedem. Uma equipa capaz de lutar até à exaustão e com uma alegria de jogar, que nos faz soltar o sorriso mais rasgado.

Claro que na segunda parte, a equipa acusou o desgaste e mais do que isso, o Porto provou que tem um sem número de soluções. Mas o empate, creio que espelha de forma justa aquilo que se passou em campo. E mais do que isso, dúvidas houvesse, ficaram desfeitas. O Vitória teve ontem o mais duro teste da temporada até aqui e mostrou que a equipa tem tudo para continuar a crescer. Sexta-feira há mais uma batalha!
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Esta é a nossa força!



A rápida tentativa dos comentadores de ocasião dos vários programas de televisão, sem direito ao contraditório, de aproveitarem o que se passou numa das bancadas do D. Afonso Henriques para lançar as habituais críticas ao público vitoriano, não espanta ninguém. Infelizmente, e parafraseando Rui Vitória na conferência de imprensa de ontem, "há muita gente que tem inveja dos adeptos do Vitória".

A verdade é que numa altura em que os estádios por esse país fora continuam a perder adeptos, Guimarães responde com 40 mil adeptos em dois jogos em casa, neste início de temporada. Mais do que isso, respondeu ontem com uma casa com mais de 25 mil espectadores, demonstrando aquilo que é óbvio para todos aqueles que queiram ver mais do que a habitual opinião publicada.

Lamentavelmente, falar de cor nunca dá bom resultado. Embora perceba que há sempre essa tentação. A língua às vezes salta da boca sem querermos, e quando damos por nós, já estamos num ou noutro programa televisivo falando do que não se viu, do que não se percebeu e utilizando o habitual tom jocoso, não resistindo à generalização básica. Confesso que estereótipos e generalizações sempre me fizeram alguma confusão, ainda para mais quando ouvidas de quem tem imensos telhados de vidro. 

O que esteve na génese da confusão de ontem deve ser averiguado, evidentemente, mas aquilo que salta uma vez mais à vista, é a acção absolutamente desproporcionada dos agentes da polícia de intervenção. Tão lamentável, como habitual. E a verdade é que os abusos policiais têm de ter um fim, sob pena de continuarem a ser o primeiro foco de violência nos estádios. E mais do que isso esconderem aquilo que deve ser o destaque principal, o apoio de uma massa associativa que, ainda ontem, voltou a dar provas de comunhão com a sua equipa!

E por isso, esteve bem Júlio Mendes na resposta pronta na noite de ontem, e esteve ainda melhor Rui Vitória quando na conferência de imprensa não deixou nada por dizer. O Vitória não pode permitir, que de modo sistemático, os "paineleiros" dos costume falem do que não viram e do que não sabem, sem direito a contraditório. Do mesmo modo que se os clubes têm obrigação de lutar pelo fim da violência nos estádios, devem tudo fazer para denunciar os abusos da polícia. 

Nota: Já agora, gostaria de elogiar a evolução de Paulo Baptista. Ontem, e bem, interrompeu a partida por haver adeptos no relvado. Há um ano, em situação idêntica num jogo também no Minho, continuou o jogo como se nada se passasse. Aprendeu. E isso é de registar.

Pode ainda ver toda a galeria de fotos no facebook do VIMARANES em https://www.facebook.com/ovimaranes.blog.

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Golo do Vitória em relato



Como habitualmente, aqui fica o relato do golo do Vitória na tarde de domingo frente ao Porto. Um golo de Bernard na transformação de uma grande penalidade, relatado assim na Rádio Fundação.

 
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Galeria de fotos!



Como habitualmente, veja toda a galeria completa de fotos do encontro de domingo com o Porto, no nosso facebook em https://www.facebook.com/ovimaranes.blog (visite-nos!), em mais um grande espectáculo proporcionado nas bancadas.






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André - o pequeno gigante!


O André não precisará de elogios. Não precisará de correntes em redes sociais para exigir a sua convocatória para a selecção. Nem tão pouco precisará que qualquer um de nós, conhecendo o seu valor como jogador ou como profissional, digamos ou escrevamos vezes sem conta que André André merece ser olhado de outra forma por Paulo Bento.

O que André André precisa, e fá-lo como ninguém, é responder em campo. Responder com a sua classe, com a sua qualidade, com a sua capacidade de trabalho, capaz de arrastar a equipa mesmo quando esta parece numa terrível encruzilhada. 

Talvez a ironia destas coisas esteja no nome do seleccionar. Paulo Bento, conhece o Vitória. Sabe bem o que é jogar de Rei ao peito. Sabe o que é jogar fora dos clubes da situação. E sabe o que é ser-se jogador fora da rede do empresário do momento. Sabe o que é subir a pulso uma carreira. Paulo Bento sabe tudo isso, mas não coloca em prática.

Mas não se pense que o espanto é apenas nosso. Não é. É de todos aqueles que vão seguindo o futebol. O comentador da TVI Pedro Sousa, dizia no passado domingo que "para se ser seleccionador é preciso ver-se mais à frente. Que é fácil convocar jogadores que estão já no Málaga ou no Valência, mas difícil é convocá-los quando ainda jogam em Setúbal", continuava dizendo "porque não se olha para o momento? Porque não se convoca André André e Tomané?". Pois é. A resposta é difícil de dar. E se relativamente a Tomané nos podemos escudar na convocatória dos sub-21, no caso de André André o caso assume contornos estranhos, até atendendo ao naipe de jogadores escolhidos.

Nós, por cá, sabemos o que  o André vale. O tipo de homem, de profissional e de jogador que é. Nós, por cá, sabemos que o André não se deixará afectar pelas convocatórias e que continuará a responder em campo, como o fez no passado sábado no Restelo. Com a garra habitual e com a classe de sempre. E esperando que, a qualquer momento, Paulo Bento tire a venda, ou que o deixem tirar, e possa olhar "mais à frente". 

Por enquanto o André continuará a fazer o seu caminho, ao lado de uma equipa jovem, com potencial, aguardando que um dia a selecção volte a ser de todos nós!
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Golos do Vitória em relato


Como habitualmente, aqui ficam os relatos dos golos que deram o triunfo do Vitória frente ao Belenenses. Três golos relatados deste modo, aos microfones da Rádio Fundação:


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Mais do que a vitória, a atitude! (3-0)


Apesar dos dias que já passaram desde o triunfo no Restelo, não há como esquecer aquela imagem. Não que ganhar no Restelo seja algo assim tão raro que nos deva deixar entusiasmados. Não, que ter ganho aquele encontro tenha valido mais do que os três pontos. A análise vai muito para além disso. Vai para o facto de termos visto, de novo, naquela tarde uma prova de que esta equipa vitoriana gosta de se superar, e de demonstrar que se há coisa em que é forte é na união e na garra. E nisso, a equipa foi heróica.

Porque mesmo perante uma contrariedade imposta pela equipa de arbitragem, soube contornar as dificuldades e responder da única maneira possível. Impondo o seu futebol, afirmando-se como melhor do que o adversário e vencendo com inteira justiça, construindo até um resultado volumoso.

E este Vitória entusiasma por isso. Porque não seria suposto que uma equipa composta por jogadores tão jovens, apresentasse uma maturidade tão significativa. E mais do que isso, apresentasse aquela alegria de jogar que às vezes tanto reclamamos. Mérito deles claro, em primeira instância. Mas também de Rui Vitória, porque esta equipa joga hoje melhor do que no passado e mérito também daqueles que nos últimos anos os ajudaram a crescer, incluindo nesta equação o próprio treinador da equipa B, Armando Evangelista.

Três jogos, três triunfos, nove golos marcados e apenas um sofrido. O coração diz-nos que "esta equipa está a fazer-nos sonhar", o realismo alerta-nos "que ainda só estamos no início". Mas seja no início, no meio ou no fim, a verdade é que esta equipa merece (e tem aliás merecido por parte de vários comentadores fora do universo vitoriano) os mais rasgados elogios.

Venha o próximo adversário. Aqui estaremos, com a mesma humildade mas com a mesma capacidade de superação dos últimos jogos. Dia 14 contra o Porto, esta jovem equipa merece um estádio cheio. Pressão? Sim existe claro. A pressão de ganhar sempre. Mas, sabem eles e sabemos nós que, no final do jogo, e seja qual for o resultado, só queremos sentir orgulho neles. O orgulho de ter visto uma equipa fazer de tudo para ser feliz!



Foto: Maisfutebol
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Juventude que entusiasma! (3-0)



Ponto prévio. Foram jogados apenas dois encontros e, ter a noção do que ainda aí vem, dos obstáculos que serão precisos ultrapassar e dos dias que ainda virão de desilusão, é meio caminho andado para saborear de forma mais real este arranque que ultrapassa as expectativas.

Ontem, no intervalo do jogo, um adepto confidenciava aos microfones da rádio que a equipa podia não estar a fazer uma grande exibição mas que tinha dado tudo o que tinha. Ora, é isto que sempre exigimos. O Vitória continua a ser composto por um plantel jovem, mas capaz de lutar sempre e até ao fim por um resultado feliz. Rui Vitória dizia que gosta de ter no plantel jogadores que "querem subir na vida" e essa ambição está patente em cada jogada.

Este Vitória, é irreverente. A irreverência própria de uma juventude com ambição de triunfar. É alegre. Com a alegria que se pede a quem está a dar os primeiros passos no futebol. Olhar para a ficha de jogo de ontem e comparar com a ficha de jogo do último Vitória B - Benfica e Castelo Branco, e ver tantos jogadores que ainda há poucos meses jogavam no Campeonato Nacional de Seniores, é um motivo de orgulho. 

Este Vitória está a crescer. Ou melhor, continua o processo de crescimento que a crise obrigou. E ao longo dos últimos anos temos mostrado que formar, vender e voltar a formar é o único caminho possível para voltarmos a ter o Vitória ao nível do que pretendemos.

Confesso que, mais importante que os dois triunfos e os seis golos marcados, é olhar para este jovem Vitória e perceber que há ali jovens que, como cada um de nós cresceu neste clube. Acreditou que era possível alcançar o mais alto nível e conseguiu. E outros que, chegados dos mais variados cantos do país ou até fora dele, encontraram no Vitória, o clube certo para crescerem e se projectarem.

Ontem, foi mais uma lição de qualidade mas, e é isso que impressiona, de maturidade de um Vitória que está bem e se recomenda e que os mais de 14 mil nas bancadas de ontem souberam brindar com o aplauso merecido. A nossa tentação é destacar a exibição de um ou outro jogador, mas hoje e mais a frio, deixem-me destacar o colectivo. Esse sim, me entusiasma. E enquanto jogar de peito aberto, com esta raça e vontade, nenhuma derrota me vai fazer desesperar, do mesmo modo que nenhum triunfo nos deverá fazer embandeirar em arco. Venha o Belenenses!

Veja o álbum de fotos do encontro de ontem na nossa página do facebook em: https://www.facebook.com/ovimaranes.blog.
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Golos do Vitória em relato


Aqui ficam os relatos dos golos do Vitória na noite de ontem frente ao Penafiel aos microfones da Rádio Fundação. Dois golos de Bernard e um de Tomané. Dois jogos, dois triunfos, seis golos marcados e apenas um sofrido.


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Os "meninos" empolgaram! (1-3)


Conseguido o pleno. Começando pelo mais importante, o Vitória iniciou da melhor maneira a temporada com um triunfo inequívoco em Barcelos, voltando a demonstrar que esta equipa vitoriana, apesar das suas limitações, tem uma margem de crescimento tremenda. Fora do estádio, as claques deixaram bem vincado o protesto, face aos preços dos ingressos estabelecidos pelo Gil Vicente, em mais uma medida de dirigentes que continuam a contribuir para o definhamento do futebol português. Dentro do reduto barcelense, os vitorianos também não faltaram com o apoio aos "miúdos" do Vitória. No fundo, tudo correu bem!

Em Barcelos, o Vitória foi sempre superior. Capaz de criar, dominar e controlar, um Gil Vicente que desiludiu. Por culpa própria, mas também por responsabilidade da irreverência dos jovens jogadores do Vitória. Olhar para a equipa principal e ver jogadores como Cafú, Hernâni, Bernard ou Alex, actuarem como "gente grande", só volta a demonstrar o acerto do caminho escolhido. A equipa B continua a dar frutos e o Vitória vai construindo o seu futuro. 

Bernard foi talvez o expoente máximo de uma equipa que teve ainda em Hernâni, autor de dois golos, um dos principais motores do ataque. Mas este Vitória valeu, de novo, pelo colectivo. Pela capacidade de luta, mas já com momentos de excelência como o golo de Bernard. 

Um Vitória que garantiu três pontos no arranque que darão certamente confiança à equipa, mas também aos seus adeptos. Mas um triunfo que, se por um lado, demonstra aos associados que pareciam alarmados com a qualidade do plantel que não há razões para pessimismo, por outro também não pode deixar esconder que existem ainda lacunas neste elenco e, mais do que isso, uma margem enorme de crescimento desta equipa.

Mas, e mais uma vez, não há vitoriano que não tenha deixado de ficar orgulhoso pela resposta dos jovens jogadores do Vitória. Sexta-feira há mais. Com o Penafiel. Mais uma batalha, para ganhar!

Podem ver os melhores momentos do jogo de ontem, neste link:

http://videos.sapo.pt/vjunWZkI69ZerJbJnvcs



Foto: Sítio oficial Vitória SC
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