Vitória B regressa aos triunfos (2-0)



Foi da marca de grande penalidade que o Vitória B resolveu a partida desta tarde. Duas grandes penalidade inequívocas convertidas por Dénis e por Ricardo resultaram nos dois golos da partida diante do último classificado, o Trofense.

Apesar da condição de último e praticamente condenado à descida, o Trofense deu boa réplica aos jovens vitorianos esta tarde, mostrando valor para estar acima na tabela. É verdade que o jogo foi pouco entusiasmante, e o ritmo pouco intenso, mas o Vitória B acabou por ir controlando a partida, mesmo que o Trofense até tenha tido as suas ocasiões de golo.

Contudo, e principalmente depois da expulsão de um jogador visitante (por palavras dirigidas ao árbitro da partida), a tarefa ainda se facilitou mais para os comandados por Armando Evangelista. O Vitória B sobe ao 10º lugar do campeonato e continua a fazer uma temporada tranquila e de excelente nível, longe da luta pela fuga à despromoção de outras equipas B do mesmo campeonato. Com muito mérito da equipa, claro, mas também de Armando Evangelista.

Uma última nota para o Trofense. Ou melhor, para a equipa técnica trofense. Não é fácil encontrar uma equipa técnica com três associados do Vitória no futebol profissional, ainda para mais num clube que não o Vitória. Os três juntos, como lembrava Vitor Campelos na conferência de imprensa têm mais de 100 anos de sócios do clube. E, não só pela evolução que esta equipa do Trofense denota, desde a chegada da equipa técnica vimaranense, mas também por tudo aquilo que Vitor Campelos e Marco Alves têm feito ao longo da sua carreira, já fizeram por merecer um projecto que não esteja condenado à partida. Para além de vitorianos, são excelentes profissionais.
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Valente lição! (1-0)



De quem quis mais, de quem lutou mais, de quem foi melhor. Foi um triunfo dos verdadeiros conquistadores contra a sobranceria! Uma grande resposta do colectivo numa altura em que a margem de manobra era cada vez mais reduzida. A equipa correspondeu. Foi gigante na atitude competitiva e na garra, com um espírito tremendo, principalmente na segunda parte em que anulou por completo o adversário.

Desta vez, sem expulsões e sem outros incidentes, a equipa mostrou ao longo dos 90 minutos, aquilo que em parte já tinha deixado em campo até à expulsão no reduto do Moreirense. Mas, acima de tudo, mostrou querer mais do que o adversário e isso, nestes jogos, costuma ser decisivo. Muito mais do que qualquer apito das bancadas. 

O golo de Ricardo Valente trouxe justiça ao marcador, num triunfo que face à produção do segundo tempo poderia ter sido bem mais dilatado. Por mérito da equipa, claro, mas também do extraordinário ambiente que os adeptos do Vitória (mais de 15 mil) conseguiram criar, mostrando que também eles podem ser decisivos nas finais que restam neste campeonato. 

Três pontos conquistados, num jogo que era de alto risco para a moral das tropas para o que resta do campeonato. Mas atenção. Ainda há cinco finais, e o que se deseja, é que o mesmo espírito conquistador que hoje elogiamos esteja presente nos próximos jogos, começando já por Vila do Conde.
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Quem viveu, não esquece! (Jeremias, Nivaldo e Ziad)



Nas últimas duas semanas, na Rádio Fundação, no programa Contra Ataque, tive o privilégio de, um pouco a exemplo, daquilo que se tornou numa das rubricas mais populares deste blogue (recorde, clicando neste link), entrevistar três jogadores que marcaram a história do Vitória em décadas diferentes. Dois jogadores brasileiros, Jeremias e Nivaldo e um jogador tunisino, Ziad.

São do último, naturalmente, e por força da idade as minhas maiores recordações, mas dos outros mesmo não tendo recordações de jogos ou de prestações, a verdade é que creio que os conheço desde sempre, porque cresci a ouvir os seus nomes (como de muitos outros) e os elogios à sua qualidade. 

Repito aquilo que sempre digo. Um clube só pode ter futuro, se souber valorizar e respeitar o seu passado. E, neste casa, aqueles que contribuíram para o que somos hoje devem ser recordados e mais do que isso, as suas palavras devem ser escutadas por todos, principalmente por aqueles que envergam hoje a camisola do Vitória.

Os três repetiram, genuínas, palavras de alegria por serem recordados, e repetiram também juras de amor eterno a um clube que os marcou como nenhum outro. Mas e acima de qualquer outra coisa, os três estão gratos por aquilo que o Vitória fez por eles e pelas suas carreiras onde terão vivido os melhores anos das suas vidas. 

Aqui ficam, para memória futura, mais três testemunhos, de três enormes jogadores que espalharam magia no Vitória em três décadas distintas: 70, 80 e 90.

Comecemos pela década de 70. Se falarmos em Jorge da Silva Pereira, provavelmente dirá pouco a muitos dos adeptos do Vitória. Diferente será se trocarmos o nome, pela alcunha: Jeremias. Para muitos daqueles que viveram de perto a década de 70 do Vitória, é considerado um dos melhores avançados da história do clube e esse facto ainda se torna mais significativo se tivermos em conta que o jogador nascido em em Niterói (Rio de Janeiro), a 20 de Abril de 1949, só esteve duas temporadas no Vitória (74/75 e 78/79), intercaladas por três épocas no Espanhol de Barcelona.

A Rádio Fundação foi encontrar Jeremias no Brasil, ainda ligado ao futebol aos 65 anos, numa escola de futebol que criou na cidade onde reside. Jeremias diz-se muito agradecido ao Vitória e a Guimarães, onde viveu dois anos em que foi muito bem tratado. Um discurso emocionado de um jogador que marcou a história do Vitória.
 
Avancemos agora até à década de 80. Desta vez, o programa Contra Ataque da Rádio Fundação foi ao encontro do brasileiro Nivaldo. Alvo de rasgados elogios na década de 80, foi um dos melhores jogadores brasileiros que passaram por Portugal nessa mesmo período. Em Portugal fez grande parte da sua carreira, mas foi no Vitória onde terá passado os melhores anos da sua carreira. Surgiu em Guimarães como lateral, mas foi na posição de trinco que granjeou os seus maiores sucessos. Aliás, as suas exibições ao serviço do Vitória colocaram-no sempre na rota dos principais candidatos ao título do país, tendo mesmo aceite transferir-se para o Benfica depois da conclusão do seu contrato com o Vitória. Muitos anos depois, Nivaldo diz não esquecer o Vitória e as suas gentes.
 
Terminamos este ciclo de entrevistas, na década de 90. Hamed Ziad Tlemçani, nasceu no dia 10 de Maio de 1963 em Tunes, a capital da Tunísia. Chegou a Guimarães no Verão de 1990, e na bagagem trazia o rótulo de internacional pela Tunisia pelo que a sua aquisição foi já naquele tempo um investimento importante para o plantel na altura orientado por Paulo Autuori. Esteve praticamente 6 anos em Guimarães, e hoje é por muitos considerado um dos melhores pontas de lança que passaram pelo Vitória. Depois de abandonar a carreira de futebolista, manteve-se ligado ao futebol como director desportivo e mesmo vice-presidente do clube da sua cidade natal, o Esperance. Hoje é um dos mais bem colocados empresários tunisinos, sendo mesmo presidente de uma das maiores empresas de telecomunicações da região. O sonho? Ser um dia presidente do Vitória ou investir na SAD vitoriana, devolvendo tudo aquilo que diz que o Vitória lhe deu.
 
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A expulsão inclinou (1-2)



Não, não contem comigo para dizer que jogar com dez jogadores, é o mesmo que jogar com onze. Não, não contem comigo para dizer que sofrer uma lesão grave num jogador que é preponderante para a manobra ofensiva do Vitória é a mesma coisa. Nem sequer contem comigo para achar que expulsar um treinador do banco, sem que ele tenha feito nada para isso, não tem qualquer influência.

Mas sim, contem comigo para dizer que o Moreirense ganhou e ganhou bem, por ter sabido adaptar-se às incidências do encontro, das quais não tem responsabilidade, e operar a reviravolta no marcador. E contem também comigo para dizer que o Vitória, mesmo com dez jogadores, poderia ter feito mais.

O Vitória perdeu, é verdade, mas não fosse a expulsão de Josué e provavelmente tudo seria diferente. Uma expulsão mentirosa, mais do que pelo lance de Josué (que mesmo assim a falta não é evidente), mas porque o mesmo lance é precedido de um falta do avançado cónego sobre Moreno. Hugo Miguel fechou os olhos a uma, e abriu-os como se não houvesse amanhã para outra da qual estava a 30-40 metros de distância, sem qualquer sinalética do seu assistente.

Nesta altura, o Vitória já ganhava, fruto de um golo de Alex, depois de uma assistência do hoje titular Luis Rocha. Os vitorianos estavam aliás por cima do jogo e a controlar perfeitamente a vantagem e até com uma atitude competitiva que ia sendo sublinhada com aplausos pelos adeptos. 

Mas a expulsão tudo mudou. Tal como no Bessa. E, apenas por coincidência, de novo com um árbitro da AF Lisboa. Claro que muitos virão a terreiro lembrar o jogo de Belém em que, o Vitória também reduzido a dez jogadores venceu por 3-0. Mas saberemos todos que esta, não é mais a equipa da primeira volta. As justificações caberão a quem manda, claro, nomeadamente a Rui Vitória. Mas é evidente que a equipa não transpira agora a confiança de outrora e nem fisicamente está ao mesmo nível. Por isso, não comparemos, o incomparável. Hoje, um obstáculo custa muito mais a contornar. Hoje, se ganhar com onze já não é fácil, com dez é quase impossível. 

E se a isso juntarmos uma lesão grave de um dos jogadores mais importantes da equipa, Alex, mas difícil fica. Da mesma forma que poderemos juntar a expulsão de Rui Vitória, apenas porque Hugo Miguel viu aquilo que ninguém foi capaz de ver.

Com dez, o Vitória não conseguiu existir. Não se estendeu, recuou demasiado e expôs-se. O Moreirense cresceu e resolveu. E a partir daí, só o coração continuou a tentar levar a bola para a frente...

As coisas estão agora ainda mais difíceis. Mas o Vitória continua no 5º lugar, a necessitar de ganhar três dos seis jogos que tem para fazer. E a precisar urgentemente de não criar, ou que não lhe criem, obstáculos para além daqueles que os adversários já são capazes de criar.

Sexta-feira, há mais um dérbi. Sem Bruno Gaspar, Alex e Josué. Falta saber se com Rui Vitória ou não. Mas com ainda maior necessidade de ganhar. 

Uma última nota para Alex. Boa sorte para a recuperação e que voltes ainda melhor! 
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Vitória B derrotado pelo líder (1-2)



Pelo líder, ou melhor dizendo, agora líder. O Tondela venceu o Vitória B e ascendeu à liderança da segunda liga. Começou aliás melhor com um golo de Nuno Santos a que o Vitória respondeu, no entanto, por Dénis, com um golo obtido da marca de grande penalidade e que colocava alguma justiça no marcador.

Mas, e curiosamente, numa repetição da semana anterior, o Vitória B voltou a ter mais um jogador expulso. Isaac, viu dois amarelos no espaço de poucos minutos (o primeiro dos quais numa má decisão da equipa de arbitragem) e foi expulso ainda na primeira parte.

Ainda assim, e mesmo com dez jogadores, o Vitória B foi capaz de no início da segunda parte parecer estar tranquila no jogo, contudo e o futebol tem destas coisas, foi precisamente a partir da expulsão de um jogador do Tondela que os viseenses começaram a mandar mais no jogo. A igualdade numérica, quando se esperava que pudesse servir para o Vitória B tentar chegar ao golo, resultou pouco depois no golo do Tondela por Tozé Marreco.

O Vitória B ainda foi lutando na tentativa de chegar a um resultado positivo, mas o Tondela fechou definitivamente os caminhos para a sua baliza. Ainda assim, há notas bem positivas para tirar deste jogo, principalmente de um jogador que não engana. Joseph, o médio ganês que o Vitória foi recrutar à mesma academia de onde veio Bernard, entusiasmou. Apenas do aspecto franzino, o jogador revelou boa capacidade técnica e de recuperação de bolas que podem a médio prazo fazer dele uma das figuras da equipa principal.
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Tarde de regressos: do capitão e dos triunfos



Sofrido, por vezes até sofrível, mas conseguindo-se o mais importante: os 3 pontos. Tudo isso numa tarde marcada pelos regressos. Desde logo do capitão Moreno ao eixo da defesa e aos triunfos com uma cabeçada triunfal precisamente do capitão.

É verdade que esteve longe de ser um jogo bem conseguido do Vitória, quase sempre mais transpirado do que inspirado. Claro que essencialmente a primeira parte foi capaz de deixar os nervos em franja aos adeptos do Vitória, pela incapacidade da equipa criar ocasiões de golo e por alguma "confusão táctica" que pareceu sempre reinar na equipa.

O golo, no entanto, no início da segunda parte deu outra tranquilidade ao Vitória e por essa altura, o conjunto vitoriano até teve oportunidades para ampliar a vantagem. Ainda assim, verdade seja dita, o Arouca nunca desistiu e esteve sempre em jogo e a falta de confiança do Vitória, própria dos resultados menos positivos nos últimos tempos, também não permitiu grande brilho da equipa vitoriana.

Valeu por isso o triunfo. Afinal de contas, o mais importante. Que este triunfo seja capaz de trazer outra tranquilidade e confiança para as finais que faltam neste campeonato.



Foto: MaisFutebol
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Arbitragem polémica e Vitória B derrotado (2-0)



Ao primeiro golpe o Vitória B não caiu. Nassim foi expulso aos 34 minutos por acumulação de amarelos, depois de ter visto o primeiro por uma falta cometida e o segundo por esboçar um protesto pela decisão do árbitro nesse mesmo lance. Luis Ferreira, não perdoou. Aliás... não seria a primeira vez que se iria ver Luis Ferreira em acção.

Obviamente que em superioridade numérica o Chaves esteve quase por cima, com o Vitória B a tentar de forma estóica segurar a igualdade. E a verdade é que esteve perto de o conseguir, não fosse... ter acontecido aquilo que já aconteceu mais vezes esta época para o lado dos flavienses. Grande penalidade praticamente em cima dos 90, que não existiu mas que Luis Ferreira viu. 

Jogo resolvido da marca de grande penalidade, mas ainda não fechado, porque o Chaves ainda chegaria ao 2-0. Desta vez, pareceu bem assinalada e permitiu aos flavienses aumentar para 2-0. Na sequência do lance, Ricardo Gomes também acabaria expulso, alegadamente expulso com vermelho directo.

Pena que o jogo tenha sido estragado. De resto... não valerá a pena acrescentar mais nada, a não ser dizer que o Vitória B continua tranquilamente instalado no 10º lugar.
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Golo do Vitória em relato



E aqui fica o relato do golo do capitão Moreno aos microfones da Rádio Fundação, um golo que valeu o regresso aos triunfos do Vitória. Para a semana há dérbi concelhio!
 



Foto: MaisFutebol
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Ineficácia vale derrota em Freamunde (2-0)



Perante um dos candidatos à subida, o Vitória B tinha um duro teste esta tarde, ainda para mais quando para lá das dificuldades que poderiam ser criadas pelo adversário, os vitorianos tinham tantas baixas para o desafio. Desde os jogadores convocados para as suas selecções, com especial destaque para Vigário, Alexandre Silva ou Ricardo Gomes, ao lesionado Fábio Vieira, as opções não eram muitas para o encontro de Freamunde.

Ainda assim, a equipa foi-se batendo como pôde, faltando no entanto eficácia que evitasse a derrota na terra dos capões. A equipa da casa, chegou ao golo bem cedo no encontro na transformação de um livre directo e depois teve de ser o Vitória B a assumir o jogo para tentar chegar ao empate. E no primeiro tempo, para além de várias ocasiões que os vitorianos não foram capazes de aproveitar, o Vitória B pode ainda queixar-se de uma grande penalidade não assinalada sobre Areias.

Na etapa segunda, o desafio desceu de qualidade, ainda assim foi quase sempre o Vitória B a assumir as despesas do encontro, mas com alguma falta de arte para se chegar perto da baliza do Freamunde. Foi já na recta final do jogo que os da casa conseguiram o segundo golo, aproveitando um desequilíbrio defensivo do Vitória B, numa altura em que os vitorianos tentavam chegar ao empate.

Apesar da derrota, o Vitória B continua tranquilo na tabela e na próxima jornada, já com mais opções, joga no reduto do Desportivo de Chaves.



Foto: Sítio oficial Vitória SC
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