Não era fácil fazer melhor (0-0)



Qualquer equipa que se vê de repente sem cinco titulares, tem de se ressentir. Se a isto se juntar um adversário de qualidade, está mais do que visto que as dificuldades seriam sempre muitas para o Vitória ganhar este domingo. 

Contudo e mesmo em circunstâncias difíceis, o Vitória fez a exibição possível e poderia até ter conseguido triunfar tivesse sido mais eficaz nas poucas ocasiões de que dispôs. Não o conseguiu, é verdade, mas continua sem perder no seu reduto e igualou o Porto no 2º lugar. 

As grandes temporadas também se fazem de jogos menos felizes, em que os obstáculos são grandes e só uma equipa forte consegue superá-los. E hoje, em parte, conseguimos superá-los. No próximo sábado, há mais uma batalha com o Estoril e aí já com os regressados André, Hernâni e Bruno Gaspar. 
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Só faltou o golo em exibição com tanta qualidade (0-0)


Sérgio Conceição tem razão ao estabelecer como seu objectivo ficar à frente deste Vitória. Porque ficar à frente de uma equipa com esta qualidade, só pode ser um objectivo motivador. Este domingo, o Vitória voltou a deixar claro aquilo que já havia sido evidente no jogo da Taça de Portugal. O Vitória é, nesta altura, melhor equipa do que o seu rival e hoje poderia ter até saído com os 3 pontos da pedreira. 

Diria mesmo que esta terá sido a equipa mais jovem que jogou no municipal nos últimos anos, mas também aquela que praticou o futebol mais adulto e de mais qualidade. Aliás, a excelência da exibição no primeiro tempo, teria mesmo merecido um golo e porventura bem que poderia ter resultado na conquista dos três pontos. 

Este Vitória voltou a ser gigante. Exibição personalizada e de grande qualidade e mais uma resposta - como se ainda fosse precisa - àqueles que continuam a duvidar da classe deste jovem Vitória. Mesmo quando, a equipa teve de se unir perante as expulsões (a pressão dos últimos tempos teria de surtir efeito) e segurar o encontro. 

Pará domingo, o Vitória terá menos três jogadores, por castigo. Mas, perante a resposta que tem sido dada, o problema é mais dos que não podem jogar, do que daqueles que irão jogar. Porque este grupo já demonstrou que é nos momentos mais difíceis que responde melhor. 

Hoje, não há vitoriano que não sinta orgulho nesta equipa. E diria mais. Não há vitoriano que se orgulho de ter Rui Vitória como treinador e não ter os Sérgios desta vida...
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Expulsão cedo condicionou jogo (0-1)



A expulsão de Areias logo aos dez minutos (lance a rever na tv), condicionou por completo o encontro com o Freamunde. Apesar disso, os vitorianos foram quase sempre superiores e poucas vezes se notou essa inferioridade numérica.

Já o Freamunde, apesar de líder, pouco ou nada fez a não ser jogar no erro do Vitória B, e também por isso a derrota é claramente penalizadora para os vitorianos. O golo aconteceu já ao cair do pano, num lance em que os capões foram matreiros não esperando pela sinalética do árbitro da partida para baterem o livre. Uma questão de critério... mais uma.

Até aí, o Freamunde nunca tinha conseguido incomodar Miguel Oliveira, enquanto que o Vitória B tinha tido 4/5 ocasiões para finalizar ao longo de todo o jogo. 

Resultado negativo do Vitória B, mas tremendamente injusto, tendo ficado claramente a ideia que com 11 jogadores, os vitorianos poderiam ter somado mais um triunfo na 2ª Liga. 
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Golos do Vitória em relato



Golos para a liderança! Aqui ficam como habitualmente os relatos dos golos do Vitória aos microfones da Rádio Fundação. Dois golos que atiram o Vitória para a liderança do campeonato. André André e Jonatan Alvez marcaram os dois golos do Vitória!

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De novo na liderança! (2-1)



Sofrido mas no final das contas, saboroso. Um Vitória quase sempre em esforço e com menos brilho do que no fim-de-semana passado, mas merecidamente feliz. 


Foi "El Diamante Negro" uma vez mais o responsável pelo golo já perto do final, em mais um assalto à liderança repleto de sofrimento mas também de alma. A exemplo de Arouca, o Vitória foi obrigado de novo a operar uma reviravolta no marcador com o Moreirense, para conseguir dormir na liderança do campeonato.

A dificuldade já era esperada atendendo à qualidade do adversário mas o golo cedo do Moreirense ainda teve o condão de complicar mais a vida dos vitoriando.

O maior caudal ofensivo, a maior vontade de pegar no jogo e de o vender, acabou premiado com os golos de André de grande penalidade na primeira parte e de Alvez já na recta final do desafio. 

Mesmo sem ter estado brilhante, a verdade é que os vitorianos justificaram o triunfo e a forma como todos os jogadores (titulares e suplentes) festejaram o segundo golo demonstra bem o espírito de união que reina no plantel. Esse é, provavelmente, o principal baluarte da excelente temporada realizada até ao momento.

O jogo foi ainda marcado pelos erros de arbitragem de Cosme Machado. A grande penalidade a favor do Vitória, efectivamente não existe, mas ainda antes dessa há uma grande penalidade evidente que Cosme Machado não viu favorável ao Vitória. Também Marcelo deveria ter sido expulso na agressão a Tomané no primeiro tempo. No lance do golo anulado ao Moreirense, as imagens não são esclarecedoras, embora Gerso pareça adiantado no momento em que a bola sai na sua direcção.

Na próxima jornada, o Vitória desloca-se a Braga para mais um dérbi.



Foto: Sítio oficial Vitória SC
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De pé! (1-2)



Nem sempre ganham os melhores. Nem sempre ganha quem mais merece. O Vitória foi sempre superior mas acabou eliminado da Taça de Portugal. Não há vitórias morais, mas há resultados injustos. E há acima de tudo um equipa que deu tudo para ser feliz. Não foi feliz, mas orgulhou-nos e muito. 

E quem tem a qualidade que apresentou, de novo, esta noite e quem tem o coração destes miúdos, só pode ser feliz. E vai ser. 

Esta noite, o Vitória foi sempre melhor e teve as melhores oportunidades, obrigando mesmo o Braga a jogar toda a segunda parte atrás da linha da bola, cometendo faltas em catadupa. Esteve aliás condescendente Duarte Gomes, ou o Braga terminaria com 8 jogadores, por expulsões de Tiba e Micael (para além de Goiano que foi expulso aos 69 minutos).

A ineficácia vitoriana impediu o Vitória de ser feliz e seguir em frente mas é apenas um percalço na maturação de uma equipa irreverente e repleta de qualidade.

Sexta-feira há mais uma batalha! E para ganhar! 
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Rui Bragança conquista pódio no Open de Paris

  

Rui Bragança conquistou o 3º lugar no Open de Paris este domingo. Depois do triunfo no Open de Zagreb, o atleta vitoriano Rui Bragança conquistou mais um excelente resultado ao garantir o 3º lugar perdendo apenas para o lutador espanhol que haveria de vencer o torneio, num combate onde Rui Bragança vencia até 5 segundos do final.

O outro atleta do Vitória, Nuno Costa, garantiu o 9º lugar na sua categoria. 

Na próxima semana, Rui Bragança vai participar no Open do México onde apenas estarão presentes os 8 melhores do Mundo.
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Goleada e Vitória B já é segundo! (1-5) (vídeo)



Apesar de privado de cinco jogadores (cinco castigos na sequência do jogo com o Tondela), o Vitória B goleou o Trofense em mais uma prova de qualidade e maturidade da jovem equipa orientada por Armando Evangelista. No "onze" vitoriano destaque para a titularidade de Cafú e David Caiado, que ajudaram a reforçar um conjunto dizimado pelos castigos.

Diante do último classificado, mas que na última jornada até tinha vencido o Porto B, o Vitória B foi sempre amplamente superior, tendo chegado ao golo logo aos quatro minutos por intermédio de Crivellaro. O golo conseguido cedo, permitiu também ao Vitória B gerir de outra forma o encontro e com isso fazer um jogo pleno de tranquilidade mas também de qualidade.

Ainda na primeira parte, o golo de Lima Pereira, aproveitando um erro do guardião contrário ajudou a ampliar o resultado, que no entanto acabado "estragado" com um golo estranho mesmo ao cair do pano numa confusão na grande área dos vitorianos.

Na segunda parte, mais do mesmo. O Vitória B sempre por cima da partida e a jogar a seu belo prazer. Crivellaro e David Caiado com dois grandes grandes, colocaram o Vitória B a chegar ao 1-4 e mesmo em cima do minuto 90, Ricardo ainda aproveitou a transformação de uma grande penalidade para fechar as contas no 1-5 final.



Sexta vitória nos sete últimos jogos e segundo lugar na tabela. O Vitória B continua a fazer um excelente campeonato, a exemplo do que acontece com a equipa principal e na próxima jornada recebe o Freamunde. O Vitória é segundo, nas duas ligas profissionais. É obra!

Pode ver o resumo do encontro no vídeo seguinte numa cortesia Trofa TV:

 
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O momento do Vitória



A pedido do blogue Rectângulo Mágico escrevi o artigo de opinião que de seguida transcrevo, sobre o actual momento do Vitória SC. 

Ponto prévio. O futebol é fértil em surpresas, capaz de nos desdizer em cada segundo e fazer das nossas análises, realizadas num dado instante, apenas um contributo para que estas nos sejam atiradas à cara quando algo corre menos bem depois. Mas é afinal isto que mais gostamos no futebol. A paixão com que desfrutamos cada segundo e os sonhos que, cada um de nós vestindo a nossa camisola, imaginamos alcançáveis. 

Contudo e porque não acredito que os projectos se encerrem apenas no imediatismo e porque acima de qualquer outra coisa acredito que o que conseguimos é fruto do nosso trabalho, creio que fazer uma avaliação do actual momento do Vitória SC terá uma margem de erro diminuta quando fizermos as contas no final da temporada e independentemente do que for alcançado. 

Há aliás uma frase que me vem sempre à memória quando tento, mais do que com o olhar de adepto, com o olhar de quem gosta de futebol, avaliar o momento do emblema da cidade Berço. Mais do que pelo livro, Gregg Braden escrevia a dada altura no “Código de Deus”: “Somos mais do que alguma vez nos atrevemos a imaginar ser, e talvez capazes de tudo o que sempre sonhamos”. O momento actual do Vitória, e mais do que isso, o novo rumo desenhado nos últimos anos, atira-me sempre para esta citação. 

Depois de erros próprios terem mergulhado a equipa em dificuldades financeiras que quase puseram em risco o clube, o Vitória foi obrigado a reerguer-se e a encontrar nos seus a força para o fazer. Fê-lo com determinação e com a coragem que, mais cedo ou mais tarde, todos terão de adoptar para se adaptarem a uma nova realidade financeira. Fê-lo com a noção de que não havia outro caminho mas com o temor de que, provavelmente, estaria a condicionar o presente para ser capaz de ter um futuro. 

Mas é no fundo, esta parte da equação que tem sido desmentida pelos dirigentes, jogadores e treinadores do clube. Se a conquista da Taça de Portugal em futebol de há dois anos, a conquista do título nacional de Juvenis do ano passado, acoplada com a subida de divisão do Vitória B, já tinha deixado isso bem claro, o campeonato realizado até ao momento das suas equipas profissionais, desmonta por completo esse temor. Afinal, é possível construir o futuro, sem descurar o presente. 

Claro que o fenómeno futebol torna estas análises voláteis à entrada ou não de uma bola, mas como considero que estas terão sempre de ser bem mais profundas do que os resultados no final de cada jogo, só posso considerar que o Vitória SC se mantém no trilho correcto. 

 Esta temporada, apresenta como onze base, um conjunto formado por 7/8 jogadores portugueses, entre jogadores provenientes da sua formação e outros que o ano passado alinhavam na sua equipa B, no Campeonato Nacional de Seniores, onde mesmo fora dos campeonatos profissionais evoluíram ao ponto de estarem hoje a dar cartas na principal competição do campeonato português. Se nomes como André, Josué, João Afonso, Cafú, Bernard, Bruno Alves, Bruno Gaspar, Hernâni, Tomané (apenas para citar alguns) diziam pouco aos adeptos do futebol em geral, hoje acredito que já farão parte das boas surpresas no campeonato. Como o farão jogadores estrangeiros que estão pela primeira vez em Portugal como os casos de Traoré, Bouba ou mesmo Jonatan Alvez, entre outros. 

As provas de maturidade competitiva e qualidade já dadas esta temporada, creio que deixam bem claro que há matéria-prima de sobra no plantel, apesar da sua juventude, e apesar de apresentar uma média de idades a rondar os 22 anos. Há inclusive jogadores que, mais não sei o que terão de fazer para merecer uma chamada à selecção nacional, recompensando assim, não só a sua qualidade, mas também o trabalho realizado pelo clube. 

Se ao 2º lugar na 1ª Liga da equipa principal, juntarmos o facto do Vitória B estar na 2ª Liga (depois de um ano no CNS) a apenas quatro pontos da liderança da prova, só poderemos concluir que esta é, e até ao momento, uma temporada de excelência em Guimarães, com muito mérito para os jogadores, mas também para os seus dirigentes (da formação ao futebol profissional), bem como aos seus treinadores, com especial destaque para Rui Vitória (A) e Armando Evangelista (B). 

Claro que, há a noção clara que este plantel (e ressalvo aqui o “singular”, porque e bem tem sido sempre adoptado internamente que o Vitória dispõe apenas de UM plantel, cujos jogadores alinham ou pela equipa A ou pela B) tem várias limitações. No número, na experiência ou até num ou noutro sector, na qualidade. Contudo, há algo onde já demonstrou que não existe qualquer limitação… na capacidade de superação, na garra e na determinação. E por isso, e aproveitando para terminar como comecei, com uma citação, Fernando Pessoa escreveu uma vez que “Somos do tamanho dos nossos sonhos". E esses… bem esses… são absolutamente incontáveis. 

E agora, mesmo para terminar, este texto é escrito em véspera de dérbis. Três consecutivos para o Vitória, sendo dois deles com o principal rival do Minho. Sei bem que o momento dos clubes neste tipo de jogos conta pouco (da mesma forma que sei, que os jogadores têm a noção da importâncias destes encontros), mas e independente dos meus desejos do ponto de vista desportivo para estes dois jogos, espero que sejam jogos em que o Minho saia a ganhar, e as rivalidades se façam apenas notar, onde realmente importam, dentro das quatro linhas e nas bancadas. 

Termino, agradecendo o convite para escrever neste espaço e desejando que o mesmo se venha a tornar num dos espaços incontornáveis no que diz respeito à discussão do desporto, em particular, do desporto-rei.
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