segunda-feira, agosto 10, 2009

Final da primeira fase... de um novo ciclo


Eis como se deve encarar o fim da pré-temporada 09/10. Se para alguma coisa contassem os dados estatísticos, nesta fase, então teríamos que dar ênfase aos 5 triunfos em 8 jogos do Vitória (Torreense, Trofense, Portsmouth, Corunha e Serzedelo) A que se juntaram, 2 derrotas (Vizela e Benfica) e 1 empate (Sporting). Adicionemos a estes dados os 13 golos marcados e 6 golos sofridos. Mas o destaque vai mesmo para dois factores mais ou menos curiosos: dos 13 golos marcados, 6 resultaram de lances de bolas paradas e 11 surgiram nas segundas-partes dos encontros. Ou seja, parece que temos um Vitória com propensão para marcar na sequência de lances de bola parada (e como são eles importantes no futebol moderno), mas com uma aptidão maior para apenas conseguir golos na etapa complementar.

Estranho? Talvez não. Se a isto juntarmos o facto das segundas-partes das partidas até agora disputadas terem sido, quase sempre, as alturas dos jogos onde Vingada optou pela colocação de extremos e abertura do futebol vitoriano. Coincidência ou não, tem sido "sempre" assim. E aqui residirá a grande dúvida de Vingada para o "onze" base que pretenderá lançar.

O treinador do Vitória deu indicações nos últimos jogos que a equipa poderá assumir uma configuração onde não caberão extremos, mas a verdade é que tem sido com eles que o Vitória assume uma maior profundidade e largura de jogo. Targino ou Jorge Gonçalves dão ao futebol vitoriano outra objectividade que não é visível com as suas ausências. Mas querer compatibilizar dois fantasistas como Rui Miguel e Nuno Assis tem destas coisas. É claro que o Vitória com a "dupla" ganha uma outra fantasia, ganha uma outra capacidade de entreter os adeptos e ganha, sem dúvida alguma, uma outra qualidade de jogo, mas perde em muitos outros aspectos. Será que não daria para conciliar tudo? Eu acredito que sim, Vingada parece acreditar que não. Veremos como vai ser a evolução da equipa e, mais do que isso, como Vingada a vai pôr a jogar.

Da pré-temporada ressaltam à vista outras notas. A principal delas chama-se Tiago Targino. Não será exagero dizer-se que esteve com os dois pés fora do Vitória, como será também de assumir que aqui mesmo, neste espaço defendi a sua dispensa. Porque no rácio profissionalismo/importância desportiva, sempre deixou muito a desejar. Targino, contudo, parece empenhado em contrariar os mais cépticos - e ainda bem. Foi, provavelmente, a grande figura desta fase. Principalmente porque mostrou sempre uma enorme vontade em segurar um lugar no plantel e porque, parece também querer mostrar que as passagens pelo estrangeiro lhe deram outra maturidade. Claro que Targino continua a não ser um jogador extraordinário e mantém aquele estilo trapalhão que conhecemos, mas também é verdade que tem um estilo de jogo que poderá ser importante em muitas fases de jogo.

Depois, destaco Rui Miguel. Aqui o disse na altura, sem reservas, que se tratava de uma boa aposta. Quem o seguiu em Paços percebia isso e quem o viu nesta pré-temporada também não terá dúvidas. Promete ser uma das grandes figuras do campeonato e o Vitória só sai a ganhar com a sua presença na equipa titular. Pelo que acrescenta em dinamismo, em fantasia e até pelos golos.

Finalmente, Douglas. Não foi uma contratação deste defeso, mas promete ser o grande destaque deste Vitória. Uma época sem lesões e sem contrariedades de maior, prometem-no tornar, sem dificuldades, num dos melhores marcadores deste campeonato. O último jogo do campeonato aguçou o apetite e a pré-temporada deixou-o também evidente. Com ou sem cambalhotas é a grande referência do ataque vitoriano. Que, diga-se, com Douglas ou Roberto, estará - à partida - sempre bem entregue.

Há, claro, reforços que ainda não se percebeu bem o seu valor. Desde logo, Kamani Hill, o azarado desta pré-temporada, depois Mendieta porque não foram muitas as oportunidades e está ainda em período de adaptação, depois Alencar ou até Lazzaretti. Mas seguramente que o início da competição dará um outro tipo de indicações. E é, neste último nome, onde se depositam as grandes esperanças. Essencialmente, porque tem sido no sector mais recuado onde mais problemas têm surgido. Erros antigos que muitas dores de cabeça deram na temporada anterior e que estão longe de serem sanados. A permanência de Sereno, por exemplo, será meio caminho andado para o garante de alguma qualidade e estabilidade, esperando-se que Lazzaretti possa ser o companheiro desejado.

Em suma, este Vitória apresenta, claramente mais e melhores soluções do que o da época passada. É inequívoco. Como também era obrigatório depois do falhanço retumbante que foi a política desportiva da última temporada, na tal que teria tudo para ser histórica. A equipa oferece agora condições ao treinador para ser organizada em várias disposições tácticas e boas opções do meio-campo para a frente. Faltará saber se assegurará a estabilidade necessária no sector mais defensivo e, mais do que isso, se Nelo Vingada será capaz de montar uma equipa à altura dos pergaminhos do clube. Claro, que esta ainda apresenta alguns desequilíbrios, a que já fiz referência noutras alturas, mas se Vingada achou por bem não mexer, saberá melhor do que nós porquê. Obviamente que toda esta análise está dependente de um factor determinante. A não saída de nenhuma das unidades fulcrais da equipa. Se assim for, o Vitória parece estar pronto para o campeonato.

6 Comentários:

Paulo César disse...

Acabada a pré-época, a análise só pode ser positiva. Penso que temos um bom plantel, pelo que vi nos jogos que assisti há vontade nos jogadores. Exceptuando talvez Nilson e Sereno, nenhum dos jgadores dará o lugar no onze como garantido, o que é muito bom. Sinceramente Nelo Vingada tem mostrado saber o que faz, e se o sistema de jogo é uma incógnita, dou o benefício da dúvida.
Mas nada como começar o campeonato e mostrar o que valemos.
Que 2ª feira chegue depressa.

10/8/09 17:18
Anónimo disse...

Á segunda jornada já contabilizamos -pelo menos- 4 Pontos... ou mais!

10/8/09 19:53
lafuente disse...

Leandro o brasileiro que vem dos molhafres esta confirmado.Só digo isto é uma palhaçada.

10/8/09 21:51
lafuente disse...

Macedo-Fraude.

10/8/09 21:53
Diogo Ferreira disse...

Confesso que esperava mais do VSC nesta pré-época, de qualquer das formas, acho que realmente temos melhor equipa e qualidade suficiente para podermos atingir os objectivos, LIGA EUROPA, este, tem que ser obrigatoriamente o caminho, não há outro, e os jogadores têm que estar mentalizados para este objectivo.

Quanto as opções do Nelo Vingada, parece-me que ele ainda está um pouco confuso, pelo menos é o que me dá a entender, mas isso é um bom sinal, é sinal claro que o plantel tem jogadores com qualidade.

11/8/09 09:04
Rui Rodrigues disse...

Felizmente não sou treinador nem percebo de tactica.Porque se percebesse diria que Vingada está confuso.
A equipa e o sistema em que usualmente aposta não dão grande resultado.
Depois quando mete os extremos (J.Gonçalves e Targino) a equipa joga melhor é mais perigosa e cria oportunidades.
Claro que dois excelentes cabeceadores como Douglas e Roberto precisam de extremos que vão a linha e lhes deêm vantagem nos cruzamentos.
Como também me parece que Rui Miguel e Assis se andam a atrapalhar um ao outro.
Para mim neste momento a equipa era:
nilson,alex,sereno,moreno e milhazes. custódio,jorge gonçalves,rui miguel e desmarets. douglas e roberto.
e os suplentes:
serginho,alencar,flávio,joao alves,assis,targino e marquinho.
Era a minha convocatória para setubal.
Mas ressalvo que não percebo nada de tácticas

11/8/09 12:17