
Se dúvidas houvesse, a época do Vitória terminou hoje, num jogo onde o Vitória não foi nem mais nem menos do que aquilo que tem sido ao longo de 19 jornadas. Os lugares europeus são apenas uma miragem e os milagres já se devem ter esgotado. A equipa foi hoje, o espelho do clube. Sem rumo e sem argumentos. E assim deverá continuar até que, finalmente, se dê como terminada uma época que teria tudo para ser histórica mas se tornou apenas penosa.
Esta noite, praticamente 15 mil adeptos ainda se encheram de esperança e foram até ao "D. Afonso Henriques" e verdade seja dita, paciência tiveram, até ser humanamente possível. Mais era impossível pedir. A equipa não tem fio de jogo e as soluções que não tem desde o início da temporada, não foram remediadas no defeso. Conclusão? Arrasta-se. Sem qualidade, nem vontade.
O estádio vitoriano é claramente o local predilecto para quem anseia por pontuar. Hoje não foi diferente. O Trofense apareceu como se previa. Preencheu os espaços, arrumou-se e bem no campo e quando foi preciso desferiu o golpe que terminou com o jogo. Usou de algum anti-jogo irritante? Talvez sim, mas apenas o fez porque o Vitória não teve nem arte, nem engenho para resolver as coisas como deveria.
O guarda-redes do Trofense não foi sequer obrigado a nenhuma defesa apertada e isso é sintomático do mau jogo do Vitória esta noite. Depois, o Vitória cometeu o erro defensivo habitual.
Gregory voltou a não ter velocidade para acompanhar um avançado e
Chad limitou-se a fazer o que Varela fez na terça-feira ou que outros já se cansaram de fazer esta época.
Quanto à equipa vitoriana, apenas constatações conhecidas.
Gregory não tem velocidade, nem qualidade.
Desmarets vai-se arrastando em campo.
Andrezinho esteve em dia não. Santana não é a solução dos problemas e
Luis Filipe esteve uma nulidade. Luciano ainda estava a ser dos menos maus, mas saiu. Nuno Assis perdeu-se num futebol pouco objectivo e por isso sem resultados.
Marquinho saiu tarde do banco.
As duas páginas dedicadas pelo jornal
ABOLA de hoje à troca de acusações e insultos entre Emílio Macedo e Manuel Almeida e o jogo protagonizado pelo Vitória, deixam bem clara a necessidade de limpar o clube do entulho que o vai impedindo de estar ao nível do que merece. O Vitória que queremos não pode ser o que voltou a ser humilhado perante o lanterna vermelha, nem aquele que é capaz do 80 numa época e do oito na outra. Em apenas um ano, resta pouco do Vitória que fez furor na época transacta. No fundo, está visto que o Vitória é gerido por um hábil construtor que no que toca ao futebol, sabe apenas destruir.
Com a época perdida, há que começar a pensar seriamente na próxima. E dificilmente se poderá acreditar que quem não soube organizar esta - com todas as condições que teve - saberá organizar a próxima. A paciência está esgotada, mas o Vitória esse, não se pode esgotar nos líderes sem visão e sem categoria que o dirigem.
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Público - Foi, conjuntamente com os suplentes não utilizados a única coisa de positivo da partida. Os vitorianos marcaram presença em bom número como sempre.
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Exibição do Vitória - Um cartaz de uma das claques vitorianas (
Insane), pedia que os jogadores se mascarassem de jogadores. Equipados estiveram. No jogo jogado, é que de jogadores se viu pouco.
Gregory - Perante
Gregory qualquer avançado parece ser dotado de uma velocidade supersónica. Puro engano.
Santana - 90 minutos perdido em campo. Vamos continuar a acreditar que é falta de adaptação.
Luis Filipe - Felizmente, é emprestado.
Pode ver o golo da derrota,
aqui.