Este ano, a distinção não foi particularmente fácil, atendendo à temporada que o Vitória fez, como é fácil de se perceber. Apesar disso, digamos que houve fundamentalmente dois jogadores que se destacaram mais do que os outros,
Roberto e
Nuno Assis. Comecemos pelo segundo.
Contestado à chegada,
Assis, foi talvez o jogador que em melhor forma terminou o campeonato provando ser (como já se sabia) um jogador acima da média e que, através do seu virtuosismo e magia, foi capaz de carregar, em vários jogos, a equipa nas suas costas, apesar de apenas ter começado a jogar a partir da 7ª jornada. Os 7 golos apontados ou as assistências também poderiam fazer dele, e justamente para muitos, a nossa escolha. Ela acabou, no entanto, por recair em
Roberto.
Às vezes,
injustificadamente, afastado das primeiras opções por Manuel
Cajuda, o brasileiro terminou a temporada como o
melhor marcador do Vitória, com 8 golos, portando-se como o 9º melhor marcador do campeonato e mais do que isso, como um dos indiscutíveis do Vitória.
Igualou ainda Cascavel ao ser o único avançado, além da "Cobra" a conseguir marcar aos "três grandes" e só à sua conta,
rendeu, pelo menos, 10 pontos ao Vitória. A sua "cabeça" podia ainda ter valido qualquer coisa como 5 milhões de euros, não fosse o
golo anulado em Basileia. Talvez tenha sido dos que mais se sentiu
injustiçado pelo "roubo" suíço. Além disso, foi sempre um exemplo de um jogador batalhador e que encarna bem o espírito vitoriano. Contratado a meio da temporada passada,
Roberto é já um dos principais jogador do Vitória e um dos que, certamente, fará parte do plantel da próxima temporada (salvo alguma venda que não se deseja).
Aqui fica também a merecida homenagem ao
Roberto em forma de
caricatura pelo João Soares.
