Sexta-feira, Julho 31, 2009

Vitória entra a ganhar mas dúvidas mantêm-se

26 Comentários
VITÓRIA 2-0 PORTSMOUTH (Rui Miguel e Custódio)

Após grandes penalidades: 4-3 (marcaram: Carlitos, Moreno, Mendieta e Roberto; falhou: Andrezinho)


Perante um Portsmouth de segundas linhas, um Vitória de linhas - ainda - incertas chegou e bastou para garantir o triunfo na abertura do Torneio Cidade de Guimarães. O jogo, porém, foi típico de pré-temporada e esteve longe de entusiasmar as hostes vitorianas, mais por culpa dos ingleses que nunca quiseram assumir a partida.

Ainda assim, o teste acabou por ser positivo, não tanto até pela exibição do Vitória, mas porque a partida de hoje foi talvez uma imagem que se repetirá ao longo da temporada no D. Afonso Henriques. O adversário sempre atrás da linha da bola e um Vitória a ter de chamar para si todas as despesas do encontro. A verdade é que o jogo de hoje não permitiu que se tirassem grandes conclusões, principalmente no sector que parece mais frágil neste Vitória - defesa. O Portsmouth não existiu - praticamente - em termos ofensivos e por isso a defesa vitoriana só foi mesmo incomodada num lance da primeira parte mal ajuizado pelo árbitro auxiliar. Muito pouco.

No resto, também não são grandes as conclusões a tirar, a não ser a de que Vingada continua à procura de um "onze" que provavelmente não será nenhum dos dois de hoje, mas antes um contributo de cada um deles. O da primeira parte teve em Assis e Marquinho as unidades mais desequilibradoras mas faltou-lhe inspiração e dinâmica.

Na etapa complementar, Targino e Rui Miguel agitaram o encontro e o Vitória teve períodos bem mais perigosos. Targino incomodou no flanco esquerdo, obrigando mesmo os ingleses a travarem-no em falta na grande área (castigo máximo que Moreno desperdiçou). Rui Miguel porque só à sua conta teve três remates com selo de golo, sendo que o primeiro acabou mesmo no fundo da baliza dos britânicos.

Golo esse que, conjuntamente com a expulsão de um jogador do Portsmouth no lance da grande penalidade, teve o condão de adormecer quase definitivamente o jogo. Os ingleses continuaram incapazes de fazer mais e o Vitória também nunca pareceu muito interessado em forçar o ritmo. A partida não acabaria no entanto sem que Custódio repetisse, quase a papel químico, o golo na Trofa no fim-de-semana passado e ampliasse o triunfo.

Uma vitória que não sofre contestação, até atendendo à fraca oposição de hoje (da qual o Vitória não tem responsabilidades, naturalmente). Contudo, e mesmo numa partida globalmente fraca, foi possível ver alguns bons apontamentos, ainda que de pouco tenha servido para aquilatar das fragilidades que o plantel ainda padece. Agora, será certamente tempo de ir terminando com as experiências para que seja possível construir de forma sustentada um "onze" capaz. Domingo, há mais.

+

Targino e Rui Miguel - O primeiro é um agitador do jogo vitoriano por natureza (e das bancadas) e hoje entrou muito bem na partida. Provavelmente não será um jogador tão útil para jogar de início (até por causa das suas carências tácticas), mas poderá ser uma "arma secreta" interessante. Já Rui Miguel, parece claro que o Vitória não poderá passar sem o seu virtuosismo e qualidade técnica no "onze" inicial.

-

Dúvidas - Mantêm-se as mesmas. O jogo de hoje não serviu de teste para a zona que parece mais frágil neste plantel vitoriano - defesa - até porque o Portsmouth não criou problemas, mais por incapacidade própria do que por mérito do Vitória; A equipa continua sem um "onze" base definido, algo que terá de ser invertido brevemente; Santana continua a não ter direito a minutos suficientes para se perceber que jogador é afinal; Ainda não foi desta que foi possível perceber melhor se Mendieta pode ou não ser uma opção para o lado esquerdo da defesa.

Relvado - O ano passado em igual período as queixas eram as mesmas. O relvado D. Afonso Henriques está em más condições e faltam justificações para tal.


Equipa da 1ª parte

Nilson; Alex, T. Alencar, Sereno e Milhazes; Flávio, João Alves e Nuno Assis; Jorge Gonçalves, Marquinho e Douglas.

Equipa da 2ª parte

Nilson; Andrezinho, T. Alencar (Santana), Moreno e Milhazes (Mendieta); Custódio, Desmarets e Rui Miguel; Targino, Carlitos e Roberto.

Golos: Rui Miguel (53') e Custódio (86')

Como sempre a TV golo disponibiliza os golos desta noite. Aqui.

[Público]

Troféu Cidade de Guimarães - Vitória - Portsmouth hoje às 21:15H

4 Comentários






Algumas fotos do (algum) ambiente no Centro Histórico de Guimarães hoje. Para quem não vai ao estádio, o jogo pode ser visto em directo, via net, aqui.

Director das modalidades condenado

32 Comentários
O leitor Pedro Silva fez-me chegar via email esta notícia e, mesmo que não vá fazer qualquer juízo de valor, creio que merece divulgação por se tratar de um assalariado do clube, mesmo que o(s) crime(s) em causa não tenha(m) sido cometido(s) ao serviço do Vitória (clique na imagem para ampliar).

FESTAS DA CIDADE E GUALTERIANAS

3 Comentários

Quinta-feira, Julho 30, 2009

Notas Vitorianas

14 Comentários
A minha perspectiva, hoje, é diferente. Aquela leitura de que o lado esquerdo seria o alvo a reforçar, esbateu-se. Quando necessitar de jogar com um extremo esquerdo as soluções talvez estejam dentro da equipa. [Nelo Vingada]
1. A frase é de Nelo Vingada e deixa antever que o plantel pode até estar fechado. Uma coisa parece mais ou menos segura, sem vendas, dificilmente haverá entradas.

2. O Vitória inicia esta sexta-feira a sua participação no Torneio Cidade de Guimarães. A recepção aos britânicos do Portsmouth é o primeiro teste da equipa de Nelo Vingada. O treinador do Vitória já prometeu dois "onzes" diferentes para os encontros diante dos ingleses e do Benfica (domingo). Para quem não vai ao estádio, já sabe que poderá ver o jogo quer na Sporttv, quer na internet, encontrando links aqui, próximo da hora do jogo.

3. Felipe já deixou o Vitória. O avançado vitoriano foi muito perseguido por lesões enquanto jogador do clube (a exemplo do que já acontecia no Brasil) e, por isso, e mesmo com alguns bons atributos técnicos acabou por nunca merecer grandes oportunidades.

4. 12.493 é o número de lugares anuais vendidos até ao momento. Ainda que bem inferior ao recorde do ano passado, continua a ser um número ímpar no futebol português, não contando os clubes do regime.

Opinião de... Ricardo Lopes

14 Comentários
Está encontrada a "equipa satélite"

O facto de muitos dos atletas formados nas camadas jovens vitorianas se “perderem” e nunca saírem do anonimato depois de atingirem a idade adulta dá que pensar, todos parecem estar de acordo relativamente a este assunto. Muitos têm prometido soluções mas a realidade é que o problema é complexo levando a que tudo continue praticamente na mesma. Desde a era de Pimenta Machado, acusado de não aproveitar os jovens formados no Vitória passando por Victor Magalhães prometendo protocolos com os diversos clubes do conselho na tentativa de rodar os jovens valores e terminando (pelo menos para já) no actual presidente que mostrou vontade em inverter a situação mas não passou de isso mesmo.

Emílio Macedo esteve tentado em apostar em definitivo numa equipa B, mas o facto de a mesma ter de iniciar, segundo se consta nos distritais de futebol, arrefeceu um pouco essa ideia (e ainda bem) ficando novamente em “Banho-maria” a resolução do problema. A verdade é que na minha opinião as equipas B estão completamente em desuso, até pelos custos que isso acarreta aos clubes e praticamente deixaram de existir.
O ideal seria os jogadores que terminam a formação e demonstram qualidades, poderem treinar com o plantel principal. Para isso é preciso que a ligação com o plantel profissional esteja bem estruturada e que haja coragem para apostar nos jovens valores.

Também é verdade que para se ganhar rotinas é preciso competir e de preferência ao mais alto nível, mas nem sempre isso é possível porque a exigência de resultados imediatos fala mais alto e leva os dirigentes à “cegueira”, contratando na grande maioria dos casos estrangeiros de valor duvidoso ou então por interesses extra futebol. É portanto urgente tirar partido do investimento que se faz nas camadas jovens e ter coragem de apostar na prata da casa. Apostar num clube de uma divisão secundária para manter em competição aqueles que não conseguem entrada directa no plantel principal, será no meu entender uma boa solução. A propósito, esta direcção deu um passo nesse sentido: na passada semana tomei conhecimento do plantel do Serzedelo (3ª divisão) para esta temporada. Quatro ex-juniores do Vitória (Hugo, Ricardo, Cristiano e Lucas) ao abrigo de um protocolo irão defender as cores verde e amarelo juntamente com outros oito jogadores (Nera, Capucho, Peixe, Zé Pedro, Bruno Sousa, Vitinha, Cheguerov, Pedro Mendes e Feliz) também eles formados pelo Vitória mas deixados escapar por anteriores direcções.

Dado este passo por parte da direcção vitoriana, encontrado o clube que irá acolher os jogadores que terminam a sua formação, será preciso a partir de agora que tenham um acompanhamento muito próximo, nomeadamente ao nível da equipa técnica no clube adoptado para melhor fazer a ligação com o plantel profissional vitoriano. E isso não sei se foi acautelado. Mas, só assim se conseguem tirar dividendos do investimento feito. A verdade é que consta do protocolo feito com o Serzedelo, e confirmado pelo seu presidente, o regresso dos emprestados no final de cada temporada ao Vitória e a integração de novos atletas no clube presidido por José Antunes. Fica desta forma a ideia, apesar de não ser oficializado pela direcção, que está encontrado o parceiro ideal para dar continuidade ao trabalho realizado nas camadas jovens. Espera-se que seja um trabalho para ter continuidade e não uma medida avulsa em final de mandato.


por Ricardo Lopes

Quarta-feira, Julho 29, 2009

Desmarets negociável

25 Comentários
Esse é um dos jogadores que tem o vínculo a expirar e que queremos segurar. Vamos aguardar mais uns tempos, e quando o mercado fechar faremos a nossa proposta. [Emílio Macedo]


A porta do castelo está aberta para Desmarets. Os empresários do médio haitiano estiveram ontem em Guimarães e saíram da cidade com a ideia de que o Vitória está disposto a negociar, no imediato, o passe do jogador que termina vínculo no final da temporada. Caso não surja nenhuma proposta, o presidente do Vitória reafirma a intenção de tentar renovar com o atleta, mas a verdade é que em Janeiro o médio será um jogador livre e por isso, dificilmente, aceitará renovar antes do final da temporada. Entre os associados do Vitória, Desmarets não gera consenso. Muitos defenderão a sua permanência, ainda para mais a pouco tempo do início da temporada, outros não se importariam de ver o Vitória negociar o passe do jogador.

Terça-feira, Julho 28, 2009

Ex-vitorianos lá por fora

56 Comentários
3 milhões deitados fora. É, para já e no imediato, um dos "custos" da política desportiva do ano anterior. Ghilas rende entre 2,2-3 milhões de euros ao Celta de Vigo que o veio buscar a custo ZERO a Guimarães. Segue-se o Blackburn.

Actualização: Depois de falhada a transferência para o Blackburn, alegadamente por falhar os testes médicos, algo que foi negado pelos responsáveis pelo Celta de Vigo, Kamel Ghilas assinou pelo Hull City também da Premiership, por 4 épocas e por valores que rondam, segundo a imprensa britânica, os 3,4 milhões de euros, tendo já alinhado como suplente utilizado nos dois encontros do Hull City no campeonato, diante do Chelsea e Totenham.

Plantel 09/10

15 Comentários
O plantel tarda a fechar. Entre dispensas que demoram a passar a oficiais, passando por vendas que não vão além do oficioso, até entradas que nunca se confirmam. Entretanto, há dispensados que estão com veia goleadora e notícias de possíveis empréstimos por parte de um dos ditos "grandes" (algo que, a ser verdade, seria mais uma contradição no discurso do presidente). O certo é que, a menos de 20 dias do início do campeonato, muito mais já deveria estar definido.

Distracções?

33 Comentários
Foi no Domingo. Hoje é Terça, 11h da manhã. O sítio oficial do Vitória continua sem fazer uma única referência sequer ao nível do que a conquista do campeonato do mundo por Fernando Zenga mereceria. Eu teria uma palavra para descrever isto...

Segunda-feira, Julho 27, 2009

RTP – SIC – TVI, NÃO PRESTA(RA)M (SERVIÇO PÚBLICO)

35 Comentários
Repreensível, e lamentável, a ignorância das televisões Portuguesas. Em nenhum dos canais foi possível ver a reportagem deste mega acontecimento, denominado “O sonho de Afonso”.
A última vez que as televisões se deslocaram a Guimarães, foi, imagine-se, para fazer reportagem da ridícula propaganda do banal concurso de um funeral de luxo. Por aqui se vê, que as televisões dão cada vez mais importância ao que não tem interesse, e se esquecem (propositadamente ou não) do que importa, do que tem valor, da cultura e da história. Resumem-se na maior parte das vezes, a fazer a cobertura de tudo o que mexe nas cidades de Lisboa e Porto, mesmo que se trate do mais trivial acontecimento. Repare-se no que acontece com o futebol e nas vergonhosas reportagens que fazem diariamente e em programas específicos, exclusivamente para três clubes Portugueses.
Ontem, domingo, os telejornais na sua página desportiva falaram como é hábito e crónico, do que acontece com os três cubes chamados de grandes e ainda mostraram imagens de um jogo entre Leixões e Marítimo, mas ignoraram o jogo entre Trofense e Vitória que se jogou no mesmo dia (sábado). Já não é de agora que as estações de televisão ignoram os eventos de maior importância que acontecem em Guimarães, refiro-me à Marcha Gualteriana, ao Desfile do Pinheiro e ao 24 de Junho - dia de Portugal entre muitos outros.
No plano desportivo, o Vitória tem sido esquecido e não existe para as televisões, excepto se jogar com um desses (crónicos) três clubes, e ainda assim, com desfavor e repulsão. Qual é o Vimaranense que não sente isto?

O SONHO DE AFONSO - VÍDEOS

3 Comentários


UM "MAR" DE GENTE VIU "O SONHO DE AFONSO"

6 Comentários
Guimarães tornou-se ou soube constituir-se, tanto ao nível do método como dos resultados, e o último dos resultados, foi mais este excelente espectáculo que mexeu com Guimarães.

Era previsível que a peça de teatro “O sonho de Afonso ”, chamasse a si e às ruas do centro histórico de Guimarães milhares de pessoas, o que acabou por acontecer e até por exceder as expectativas. Augurava-se um êxito total, não só pela qualidade da companhia de Teatro Alemã, Titanick, mas também pela importância e simbolismo da história, o que veio a acontecer de facto. A peça teatral de rua “O sonho de Afonso ”, foi aparatosa e deixou todas as pessoas satisfeitas, mesmo com a adversidade do desconforto, devido ao excesso de pessoas nas ruas e praças por onde passou o Teatro. Os Vimaranenses saíram à rua, como é apanágio das nossas gentes.

Foi um espectáculo memorável, se não, o melhor que já se fez em Guimarães. O teatro começou no largo da Mumadona e percorreu por entre as milhares de pessoas que assistiam extasiadas. O cenário era o apropriado, um local que respira história, bem junto da estátua da fundadora de Guimarães, a Condessa Mumadona Dias e da colina Sagrada, com o imponente Paço dos Duques de Bragança como fundo e luz. Ouvia-se chamar por Afonso, (figura principal da peça) com prenuncia Alemã e a música que se ia ouvindo intensificava ainda mais todo o ambiente criado em volta da encenação. Seguidamente o cortejo passou para o Largo da Câmara, e consigo, arrastou a multidão, curiosa e também ela participativa. Na mítica Praça de Santiago, estava preparada outra grandiosa cena da peça, com uma coreografia acústica extraordinária. Posteriormente, o cortejo seguiu em direcção do Largo da Oliveira, por entre o Padrão do Salado, o espectáculo fazia-se e confundia-se com o simbolismo real desta encantadora Praça, quiçá, das mais bonitas do Mundo. Da Oliveira ao Largo da República do Brasil, sempre acompanhado pelo aglomerado de pessoas, o desfile chegava ao local mais esperado (por um “mar” de gente), onde o sonho de Afonso Henriques se realizou. Depois de um banquete farto e de Afonso ter prendido a mãe, ouviu-se o próprio a gritar bem alto e de espada levantada, Vitória! Vitória! Vitória! O público, absorvido aplaudiu.
Afonso Henriques e as pessoas, celebraram o nascimento de Portugal, com uma coreografia aquática bonita. O rei Afonso, sentado num trono, observa o cenário. A toalha (a mesma que estava momentos antes sobre a mesa gigantesca onde decorreu o banquete), transforma-se numa vela que empolou. Levado pelo vento, Afonso voou no céu, no seu trono. O seu sonho continua...

“O sonho de Afonso ”, foi o espectáculo de encerramento das comemorações dos 900 anos do nascimento de D. Afonso Henriques, e serviu como primeiro teste da organização da Capital Europeia da Cultura 2012.

O SONHO DE AFONSO - FOTOS

7 Comentários