Sábado, Outubro 31, 2009
Derrota com emoção e polémica
VITÓRIA 2-3 BENFICA (25-22, 25-27, 16-25, 25-19 e 19-17)
Não é só no futebol. Também no voleibol há quem insista em "levar ao colo" os do costume. Esta tarde, e num emocionante jogo de voleibol, apenas a equipa de arbitragem não esteve ao nível do exigido. Mais do que isso, deu um empurrão importante ao Benfica quer no polémico 3º set, quer também num ponto determinante na "negra".
A equipa vitoriana esteve melhor no primeiro parcial vencendo por 25-22 e "animando" um pavilhão que, mesmo sem estar cheio, voltou a registar uma excelente "casa". No segundo set, o Vitória teve o jogo na mão e podia muito bem ter resolvido o jogo mas com erros sucessivos, permitiu ao Benfica recuperar uma desvantagem de 4 pontos e vencer nos últimos instantes. O 3º parcial acabou por ser bastante polémico e também por isso, o mais desequilibrado. Com uma arbitragem altamente tendenciosa, com critérios disciplinares inacreditáveis, o Benfica foi cavando um fosso que o Vitória não mais foi capaz de inverter.
A equipa treinada por Nuno Coelho ainda reagiu e bem no 4º parcial mas na "negra" e no parcial mais emotivo e espectacular do encontro, e já depois da "ajudinha" da praxe, o Vitória não soube aproveitar as"bolas de jogos" (4) que teve ao seu dispor. Jogando diante de uma equipa forte e num jogo de alta tensão, não se pode falhar tanto nos momentos decisivos e, também por isso, o Benfica foi mais feliz e triunfou.
Com este resultado, o Vitória deixa de estar invicto e vê o Benfica continuar na liderança do campeonato, agora isolado. Na próxima jornada, o Vitória defronta o 9º classificado, o SC Caldas.
Não é só no futebol. Também no voleibol há quem insista em "levar ao colo" os do costume. Esta tarde, e num emocionante jogo de voleibol, apenas a equipa de arbitragem não esteve ao nível do exigido. Mais do que isso, deu um empurrão importante ao Benfica quer no polémico 3º set, quer também num ponto determinante na "negra".
A equipa vitoriana esteve melhor no primeiro parcial vencendo por 25-22 e "animando" um pavilhão que, mesmo sem estar cheio, voltou a registar uma excelente "casa". No segundo set, o Vitória teve o jogo na mão e podia muito bem ter resolvido o jogo mas com erros sucessivos, permitiu ao Benfica recuperar uma desvantagem de 4 pontos e vencer nos últimos instantes. O 3º parcial acabou por ser bastante polémico e também por isso, o mais desequilibrado. Com uma arbitragem altamente tendenciosa, com critérios disciplinares inacreditáveis, o Benfica foi cavando um fosso que o Vitória não mais foi capaz de inverter.
A equipa treinada por Nuno Coelho ainda reagiu e bem no 4º parcial mas na "negra" e no parcial mais emotivo e espectacular do encontro, e já depois da "ajudinha" da praxe, o Vitória não soube aproveitar as"bolas de jogos" (4) que teve ao seu dispor. Jogando diante de uma equipa forte e num jogo de alta tensão, não se pode falhar tanto nos momentos decisivos e, também por isso, o Benfica foi mais feliz e triunfou.
Com este resultado, o Vitória deixa de estar invicto e vê o Benfica continuar na liderança do campeonato, agora isolado. Na próxima jornada, o Vitória defronta o 9º classificado, o SC Caldas.
Notas Vitorianas
1. Sai Milhazes e entra Sereno. É a "troca" de maior destaque nos convocados de Paulo Sérgio para o encontro da próxima segunda-feira, em Coimbra. O treinador vitoriano deverá, por isso, repetir o "onze" que empatou frente ao Sporting, com Andrezinho a voltar a ser adaptado à esquerda. Uma vez mais, Santana, não é opção para Paulo Sérgio.
2. Joga-se amanhã, após a tragédia do passado fim-de-semana, a final do Troféu António Pratas, pelas 16 horas em Coimbra. Os vitorianos tentam, diante do Benfica, conquistar mais um troféu importante. Também amanhã, e no futebol, os juvenis do Vitória deslocam-se até Vizela. Já os iniciados derrotaram hoje o Bragança por 4-0 com golos de Lobo, Nando, Almiro e Paulo Jorge.
2. Joga-se amanhã, após a tragédia do passado fim-de-semana, a final do Troféu António Pratas, pelas 16 horas em Coimbra. Os vitorianos tentam, diante do Benfica, conquistar mais um troféu importante. Também amanhã, e no futebol, os juvenis do Vitória deslocam-se até Vizela. Já os iniciados derrotaram hoje o Bragança por 4-0 com golos de Lobo, Nando, Almiro e Paulo Jorge.
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
As contas
Depois de prometer a descida do passivo para os 8,5 milhões de euros em Julho, a direcção de Emílio Macedo prepara-se para anunciar um passivo de 9,7 milhões de euros. A direcção vitoriana anuncia com "pompa e circunstância" que o passivo desce 2,7 milhões de euros relativamente ao último exercício, mas esquece-se de dizer também que em 05/06, o passivo do Vitória era de 10 milhões de euros, em 06/07 o passivo era de 10,6 milhões de euros e que no primeiro exercício da responsabilidade total da actual direcção, o passivo subiu para os 12,3 milhões de euros.
Ou seja, a descida anunciada pela direcção acontece de facto, mas já depois desta subir o passivo em 1,7 milhões de euros. Mais, a redução efectiva do passivo deve-se claramente às receitas provenientes da venda de jogadores (Geromel, claro está), o que apenas vem comprovar aquilo que há muito se diz. Durante todo este mandato não houve qualquer estratégia de fundo que permitisse a redução do passivo. Em suma, também na vertente financeira Emílio e seus pares falharam em toda a linha. De entre muitas outras coisas deste relatório que deixo para os especialistas, salta-me à vista o valor de compra de Gregory - o tal que tinha vindo a custo zero - 292 mil euros, e o de Santana, 385 mil euros (este já se sabia, mas custa sempre ler).
Ou seja, a descida anunciada pela direcção acontece de facto, mas já depois desta subir o passivo em 1,7 milhões de euros. Mais, a redução efectiva do passivo deve-se claramente às receitas provenientes da venda de jogadores (Geromel, claro está), o que apenas vem comprovar aquilo que há muito se diz. Durante todo este mandato não houve qualquer estratégia de fundo que permitisse a redução do passivo. Em suma, também na vertente financeira Emílio e seus pares falharam em toda a linha. De entre muitas outras coisas deste relatório que deixo para os especialistas, salta-me à vista o valor de compra de Gregory - o tal que tinha vindo a custo zero - 292 mil euros, e o de Santana, 385 mil euros (este já se sabia, mas custa sempre ler).
Quinta-feira, Outubro 29, 2009
Opinião de... Master Kodro
Cantinho do Vitória #4
Paulo Sérgio é o nosso novo treinador e, embora seja ainda cedo para grandes análises, já podemos ter uma ideia do que mudou relativamente ao comando técnico de Nelo Vingada (mantenho a minha posição de não devia ter sido despedido naquela fase da época). Ao contrário do seu antecessor que oscilava de táctica em táctica, quer de jogo para jogo, quer várias vezes durante cada uma das partidas, mais de acordo com os assobios do que com a produção da equipa, Paulo Sérgio parece querer fixar o 4x2x3x1 como figurino preferencial, com um plano B perante a adversidade baseado no 4x4x2 (sendo Rui Miguel o plano C...) Não tenho nada contra.
Posso, contudo, discutir nomes, nesta fase. Não sou grande fã das qualidades de João Alves na fase de construção e parece-me que Desmarets estava a fazer bem a posição, tal como me parece que o francês já não conseguirá fazer a ala como seria desejável. Targino migrou para a direita e Jorge Gonçalves perdeu o lugar no onze, com esta rotação. Também não me agrada Andrezinho a defesa esquerdo, e mesmo que seja garantido o apoio constante, seja de Desmarets ou de um dos médios-centro, continuam a perder-se jogadas porque o rapaz - não tem culpa - tem um pé esquerdo que está a léguas do direito.
O balanço parcial mostra-nos que ainda não perdemos em dois jogos - o que é uma novidade simpática - e que ganhámos uma partida em que a vitória era obrigatória e que empatámos contra o Sporting, com uma exibição muito agradável na primeira parte. Resta saber se, nos tempos que correm, empatar com o Sporting em casa é um bom resultado...
ps - Porque depositava muitas esperanças nele, tenho que vos perguntar: alguém me explica porque é que Rui Miguel só tem 147 minutos de utilização na Liga? É que é aquilo mesmo que ele faz, desequilibrar...
Por Master Kodro
http://quatroquatrodois.blogspot.com
Posso, contudo, discutir nomes, nesta fase. Não sou grande fã das qualidades de João Alves na fase de construção e parece-me que Desmarets estava a fazer bem a posição, tal como me parece que o francês já não conseguirá fazer a ala como seria desejável. Targino migrou para a direita e Jorge Gonçalves perdeu o lugar no onze, com esta rotação. Também não me agrada Andrezinho a defesa esquerdo, e mesmo que seja garantido o apoio constante, seja de Desmarets ou de um dos médios-centro, continuam a perder-se jogadas porque o rapaz - não tem culpa - tem um pé esquerdo que está a léguas do direito.
O balanço parcial mostra-nos que ainda não perdemos em dois jogos - o que é uma novidade simpática - e que ganhámos uma partida em que a vitória era obrigatória e que empatámos contra o Sporting, com uma exibição muito agradável na primeira parte. Resta saber se, nos tempos que correm, empatar com o Sporting em casa é um bom resultado...
ps - Porque depositava muitas esperanças nele, tenho que vos perguntar: alguém me explica porque é que Rui Miguel só tem 147 minutos de utilização na Liga? É que é aquilo mesmo que ele faz, desequilibrar...
Por Master Kodro
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Opinião de...
Foto da Semana
No último minuto de jogo, um remate de raiva de Rui Miguel valeu o "mal menor". É também o regresso de um jogador que Paulo Sérgio conhece bem, à competição.
Quarta-feira, Outubro 28, 2009
Golo do Vitória em relato
Como habitualmente aqui fica o relato do golo do Vitória, ontem diante do Sporting. No último suspiro, um grande golo e o extravasar da emoção no relato do Ricardo Lopes da Rádio Fundação, para ouvir já de seguida. Bem como, a emoção ao rubro no D. Afonso Henriques logo após o apito afinal.
Golo do Vitória - Rui Miguel [download]
Final do Jogo [download]
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Relatos do Vitória
Artigo de Opinião - José M. Pereira
SONHO
O dia foi longo, cheio de intensidade, stress e cansativo. Jantei às pressas e fiz-me à estrada para ir ao estádio assistir ao Vitória X SCP. Sempre na correria. Durante o jogo vibrei, insultei, lamentei-me e desesperei. Terminado o jogo voltei para casa, dediquei-me a algumas tarefas diárias que me restavam, comi qualquer coisa e fui dormir pois o cansaço tinha tomado conta do meu corpo. Um descanso retemperador para quem como eu que tem o dia preenchido e que tenta ser o melhor profissional, o melhor pai, melhor marido e o melhor cidadão possível. Durante o meu descanso sonhei como qualquer um dos mortais sonha. É esse meu sonho que vos quero contar.
Como adormeci a pensar no espectáculo degradante proporcionado pelo Sr. Benquerença, o meu sonho girava em torno do futebol português. Sonhei que o nosso futebol era apaixonante, com bons jogadores, estádios cheios, bons espectáculos, com rivalidades mas sem insultos e com segurança para os espectadores. Tudo isto era possível pois o presidente da Federação Portuguesa de Futebol era respeitado e até temido. Os dirigentes da LPF era extremamente profissionais e apresentavam um programa para o seu mandato e durante esse mesmo mandato o cumpriam na íntegra, não havendo interferências dos senhores feudais, sendo salvaguardados os interesses da totalidade dos 16 clubes da Liga Sagres e dos 16 clubes da Liga Vitalis. Os presidentes dos clubes eram pessoas que para além de zelarem pelos interesses dos seus clubes zelavam, também, pelo futebol portugueses em geral, pela sua transparência, pela sua qualidade e viabilidade. Os clubes de futebol tinha na suas administrações/direcções, na sua esmagadora maioria, pessoas com conhecimentos de gestão desportiva, gestão empresarial e marketing. Que os estádios tinham boas condições. Os preços dos jogos eram justos. Os clubes não recorreriam a jogadores estrangeiros de valor duvidoso. Os jogos eram efectuados em horários e em dias mais apropriados. Os órgãos de comunicação social eram isentos e davam oportunidade a todos os clubes, havendo, contudo, a diferenciação justa consoante a grandeza de cada um.
De repente, acordei e logo despertei para a realidade que se revela completamente antagónica ao sonho que estava a ter.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol não tem poder, não é respeitado, sendo por vezes um mero fantoche nas mãos dos barões do futebol. Esses mesmo barões que criaram raízes nas cúpulas do futebol cá do burgo. A LPF é dirigida por algumas pessoas até credíveis que no, entanto, são manietadas pelos próprios clubes que os elegeram. O Conselho de Arbitragem da LPF nem tem rumo, nem coerência, nem, tão pouco, um pouco de decoro. Justiça lhes seja feita são obedientes aos seus 3 “donos”. Os dirigentes dos clubes, na sua maioria, são pessoas egocêntricas, vaidosas, andam no futebol para se promover. Eles não olham a meios para atingirem os fins. Vale tudo, o insulto, a arrogância, o despeito, a má educação e até criticarem, até, o próprio futebol. O “produto” que esses mesmos dirigentes deveriam defender com unhas e dentes, jogam-no na sarjeta. Eles podem tudo, inclusive, até dizer que Portugal é um país de rafeiros. A realidade mostrou-me, igualmente, que alguns estádios não têm condições e que os preços em muitos jogos são quase proibitivos. As equipas recorrem a jogadores estrangeiros sem qualidade alguma e deixam os nossos jovens valores jogados ao abandono. O futebol português vive numa autentica ditadura da TV. Jornadas a alongarem-se por 5 dias, com a maioria dos estádios vazios. Mostra-nos, também, a realidade que a comunicação social gravita em torno dos ditos 3 grandes. São páginas e mais páginas de “palha” acerca desses clubes, são debates televisivos com os seus adeptos com lugar permanente. Os pequenos e médios clubes têm direito a umas pequenas colunas. As Tv’s, também, se regem pelo princípio que o futebol é os 3 grandes e os restantes clubes são meros coadjuvantes. Como poderá haver democracia, pluralidade e oportunidade para todos quando a comunicação social tem este comportamento?
O futebol Made In Portugal está pelas ruas da amargura e urge dar uma vassourada nos dinossauros que estão a aniquilar este desporto apaixonante.
Depois desta reflexão rápida e antes de retomar o meu merecido sono questionei-me qual ou quais os motivos porque gosto e perco tanto tempo com o futebol. A resposta tem um nome: VITÓRIA. Só mesmo este grande grande amor é que me faz correr para o estádio.
Por José M.Pereira
Como adormeci a pensar no espectáculo degradante proporcionado pelo Sr. Benquerença, o meu sonho girava em torno do futebol português. Sonhei que o nosso futebol era apaixonante, com bons jogadores, estádios cheios, bons espectáculos, com rivalidades mas sem insultos e com segurança para os espectadores. Tudo isto era possível pois o presidente da Federação Portuguesa de Futebol era respeitado e até temido. Os dirigentes da LPF era extremamente profissionais e apresentavam um programa para o seu mandato e durante esse mesmo mandato o cumpriam na íntegra, não havendo interferências dos senhores feudais, sendo salvaguardados os interesses da totalidade dos 16 clubes da Liga Sagres e dos 16 clubes da Liga Vitalis. Os presidentes dos clubes eram pessoas que para além de zelarem pelos interesses dos seus clubes zelavam, também, pelo futebol portugueses em geral, pela sua transparência, pela sua qualidade e viabilidade. Os clubes de futebol tinha na suas administrações/direcções, na sua esmagadora maioria, pessoas com conhecimentos de gestão desportiva, gestão empresarial e marketing. Que os estádios tinham boas condições. Os preços dos jogos eram justos. Os clubes não recorreriam a jogadores estrangeiros de valor duvidoso. Os jogos eram efectuados em horários e em dias mais apropriados. Os órgãos de comunicação social eram isentos e davam oportunidade a todos os clubes, havendo, contudo, a diferenciação justa consoante a grandeza de cada um.
De repente, acordei e logo despertei para a realidade que se revela completamente antagónica ao sonho que estava a ter.
O presidente da Federação Portuguesa de Futebol não tem poder, não é respeitado, sendo por vezes um mero fantoche nas mãos dos barões do futebol. Esses mesmo barões que criaram raízes nas cúpulas do futebol cá do burgo. A LPF é dirigida por algumas pessoas até credíveis que no, entanto, são manietadas pelos próprios clubes que os elegeram. O Conselho de Arbitragem da LPF nem tem rumo, nem coerência, nem, tão pouco, um pouco de decoro. Justiça lhes seja feita são obedientes aos seus 3 “donos”. Os dirigentes dos clubes, na sua maioria, são pessoas egocêntricas, vaidosas, andam no futebol para se promover. Eles não olham a meios para atingirem os fins. Vale tudo, o insulto, a arrogância, o despeito, a má educação e até criticarem, até, o próprio futebol. O “produto” que esses mesmos dirigentes deveriam defender com unhas e dentes, jogam-no na sarjeta. Eles podem tudo, inclusive, até dizer que Portugal é um país de rafeiros. A realidade mostrou-me, igualmente, que alguns estádios não têm condições e que os preços em muitos jogos são quase proibitivos. As equipas recorrem a jogadores estrangeiros sem qualidade alguma e deixam os nossos jovens valores jogados ao abandono. O futebol português vive numa autentica ditadura da TV. Jornadas a alongarem-se por 5 dias, com a maioria dos estádios vazios. Mostra-nos, também, a realidade que a comunicação social gravita em torno dos ditos 3 grandes. São páginas e mais páginas de “palha” acerca desses clubes, são debates televisivos com os seus adeptos com lugar permanente. Os pequenos e médios clubes têm direito a umas pequenas colunas. As Tv’s, também, se regem pelo princípio que o futebol é os 3 grandes e os restantes clubes são meros coadjuvantes. Como poderá haver democracia, pluralidade e oportunidade para todos quando a comunicação social tem este comportamento?
O futebol Made In Portugal está pelas ruas da amargura e urge dar uma vassourada nos dinossauros que estão a aniquilar este desporto apaixonante.
Depois desta reflexão rápida e antes de retomar o meu merecido sono questionei-me qual ou quais os motivos porque gosto e perco tanto tempo com o futebol. A resposta tem um nome: VITÓRIA. Só mesmo este grande grande amor é que me faz correr para o estádio.
Por José M.Pereira
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artigos de opinião,
Opinião de...
O Olegário é um filho da p***!
Começo a crónica com um pedido de desculpas. Pelo título. Mas, valha a verdade, se este é um tipo de linguagem permitido a um prémio Nobel (leia-se José Saramago), ainda para mais quando fala de Deus, porque não há de ser permitido a um simples adepto quando fala do Diabo?
Mas falemos primeiro daquilo que deveria ser o grande destaque: a excelência da exibição do Vitória na primeira parte. Notável. A equipa vitoriana esteve sempre em alta rotação, sufocou por completo um leãozinho que, assustado, se confinou ao espaço - exíguo - que a equipa de conquistadores lhe destinou. Mal conseguiam respirar os pupilos de Paulo Bento e nessa fase o Vitória poderia ter marcado. Melhor. Deveria ter marcado, um ou dois golos e quem sabe sentenciado a partida. A presença do Sporting no Afonso Henriques com um equipamento (jogadores de campo e guarda-redes) que mais parecia um colete reflector, bem adivinhava um acidente. E diga-se, que este Sporting só não se "estampou" a preceito porque um dito Olegário não deixou e porque o Vitória foi demasiado perdulário.
O Vitória foi tão melhor do que o Sporting, na primeira parte, que ninguém diria que os leões são candidatos a coisa alguma. Nuno Assis era o principal catalisador de uma equipa com tamanho caudal ofensivo que não se teria perdido nada em alugar parte do campo. A tentativa de equilíbrio esteve sempre a cargo de Olegário Benquerença, porque Sporting nem vê-lo. E o árbitro "apenas" fez aquilo que já tinha feito no ano passado, curiosamente quando também sonegou uma grande penalidade ao Vitória. Nada de "anormal" portanto.
Desta vez, não foi diferente. A falta de Vuckcevic sobre João Alves é "clara como água" e só por má fé não poderia ser marcada. Foi o caso. Olegário sabe o que faz e, mais do que isso, sabe o que tem a fazer. Grandes penalidades só existem na segunda circular, até porque no D. Afonso Henriques continuam a passar ao lado. E não vale a pena estarmos com "falinhas mansas", Olegário é artista e naquele momento tão decisivo decidiu como mais lhe convinha.
O empate ao intervalo era injusto. O Vitória tinha jogado e muito e o Sporting tinha-se limitado a ver jogar. A ver uma equipa vitoriana que hoje, em 4x3x3, protagonizou uma exibição brilhante no primeiro período. Temia-se que a equipa não aguentasse o ritmo. Foi mesmo o que aconteceu. Mais por demérito do Vitória do que por mérito do Sporting, os leões equilibraram a partida e o Vitória foi caindo...
O golo do Sporting, contestado mas legal, a poucos minutos do final da partida, gelou o Afonso Henriques. Vinha carregado de injustiça e punia, severamente, um Vitória perdulário que acumulou oportunidades desperdiçadas, quer numa parte, quer noutra. Depois, foi esquecer a cabeça e jogar com o coração. Bateu bem forte nas bancadas (18 mil espectadores) e acabaria por ser aliviado quando Rui Miguel, recém entrado, fez um grande golo e empatou a partida.
Tal como disse Paulo Sérgio, o Vitória perdeu hoje dois pontos. Pelo que fez e pelo que o Sporting não fez. O Vitória poderia e deveria ter conseguido, esta noite, os três pontos. Não o conseguiu, porque falhou em toda a linha em termos de eficácia e teve em Olegário um adversário de peso, com o qual foi impossível lutar.
Vitória - Uma grande primeira parte do Vitória. Ritmo muito alto, futebol de ataque e exibição de encher o olho. E, mais do que isso, atitude. Muita. Assim, sim. Claro que o Vitória perdeu gás na segunda e claro que se poder até dizer que Paulo Sérgio foi "lento" a mexer na equipa, mas a verdade é que o Vitória esteve muito bem. Será para continuar?
Nuno Assis - A "magia à solta". Foi o principal impulsionador do ataque vitoriano e o jogador em maior destaque na noite desta terça-feira. Uma grande exibição que merecia, também ela, ter sido coroada com outro resultado.
Rui Miguel - Pouquíssimos minutos em campo, mas o tempo suficiente para que marcasse um grande golo. Um golo de raiva que valeu um ponto e, por isso, um mal menor. Veja o golo, aqui.
Falta de eficácia - É um erro que se paga caro e que impediu (também) a equipa de ganhar, mas que está longe de ofuscar o brilhantismo da exibição da primeira parte. A equipa terá de encontrar formas de concretizar as ocasiões que cria.
Olegário Benquerença - Foi tudo dito. Mas ainda se poderia juntar mais. Perdoar a expulsão a Abel foi "apenas" mais um erro grave.
Mas falemos primeiro daquilo que deveria ser o grande destaque: a excelência da exibição do Vitória na primeira parte. Notável. A equipa vitoriana esteve sempre em alta rotação, sufocou por completo um leãozinho que, assustado, se confinou ao espaço - exíguo - que a equipa de conquistadores lhe destinou. Mal conseguiam respirar os pupilos de Paulo Bento e nessa fase o Vitória poderia ter marcado. Melhor. Deveria ter marcado, um ou dois golos e quem sabe sentenciado a partida. A presença do Sporting no Afonso Henriques com um equipamento (jogadores de campo e guarda-redes) que mais parecia um colete reflector, bem adivinhava um acidente. E diga-se, que este Sporting só não se "estampou" a preceito porque um dito Olegário não deixou e porque o Vitória foi demasiado perdulário.
O Vitória foi tão melhor do que o Sporting, na primeira parte, que ninguém diria que os leões são candidatos a coisa alguma. Nuno Assis era o principal catalisador de uma equipa com tamanho caudal ofensivo que não se teria perdido nada em alugar parte do campo. A tentativa de equilíbrio esteve sempre a cargo de Olegário Benquerença, porque Sporting nem vê-lo. E o árbitro "apenas" fez aquilo que já tinha feito no ano passado, curiosamente quando também sonegou uma grande penalidade ao Vitória. Nada de "anormal" portanto.
Desta vez, não foi diferente. A falta de Vuckcevic sobre João Alves é "clara como água" e só por má fé não poderia ser marcada. Foi o caso. Olegário sabe o que faz e, mais do que isso, sabe o que tem a fazer. Grandes penalidades só existem na segunda circular, até porque no D. Afonso Henriques continuam a passar ao lado. E não vale a pena estarmos com "falinhas mansas", Olegário é artista e naquele momento tão decisivo decidiu como mais lhe convinha.
O empate ao intervalo era injusto. O Vitória tinha jogado e muito e o Sporting tinha-se limitado a ver jogar. A ver uma equipa vitoriana que hoje, em 4x3x3, protagonizou uma exibição brilhante no primeiro período. Temia-se que a equipa não aguentasse o ritmo. Foi mesmo o que aconteceu. Mais por demérito do Vitória do que por mérito do Sporting, os leões equilibraram a partida e o Vitória foi caindo...
O golo do Sporting, contestado mas legal, a poucos minutos do final da partida, gelou o Afonso Henriques. Vinha carregado de injustiça e punia, severamente, um Vitória perdulário que acumulou oportunidades desperdiçadas, quer numa parte, quer noutra. Depois, foi esquecer a cabeça e jogar com o coração. Bateu bem forte nas bancadas (18 mil espectadores) e acabaria por ser aliviado quando Rui Miguel, recém entrado, fez um grande golo e empatou a partida.
Tal como disse Paulo Sérgio, o Vitória perdeu hoje dois pontos. Pelo que fez e pelo que o Sporting não fez. O Vitória poderia e deveria ter conseguido, esta noite, os três pontos. Não o conseguiu, porque falhou em toda a linha em termos de eficácia e teve em Olegário um adversário de peso, com o qual foi impossível lutar.
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Vitória - Uma grande primeira parte do Vitória. Ritmo muito alto, futebol de ataque e exibição de encher o olho. E, mais do que isso, atitude. Muita. Assim, sim. Claro que o Vitória perdeu gás na segunda e claro que se poder até dizer que Paulo Sérgio foi "lento" a mexer na equipa, mas a verdade é que o Vitória esteve muito bem. Será para continuar?
Nuno Assis - A "magia à solta". Foi o principal impulsionador do ataque vitoriano e o jogador em maior destaque na noite desta terça-feira. Uma grande exibição que merecia, também ela, ter sido coroada com outro resultado.
Rui Miguel - Pouquíssimos minutos em campo, mas o tempo suficiente para que marcasse um grande golo. Um golo de raiva que valeu um ponto e, por isso, um mal menor. Veja o golo, aqui.
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Falta de eficácia - É um erro que se paga caro e que impediu (também) a equipa de ganhar, mas que está longe de ofuscar o brilhantismo da exibição da primeira parte. A equipa terá de encontrar formas de concretizar as ocasiões que cria.
Olegário Benquerença - Foi tudo dito. Mas ainda se poderia juntar mais. Perdoar a expulsão a Abel foi "apenas" mais um erro grave.
CLAQUES NO D. AFONSO HENRIQUES
O D. Afonso Henriques não esteve cheio, mas esteve bem composto de gente, de adeptos quase na sua totalidade afectos ao Vitória e que em muito contribuiram para empurrar a equipa para a vitória, que tal só não aconteceu derivado ao velho, mas persistente SISTEMA DO FUTEBOL PORTUGÊS.
Os White Angels voltaram ao seu local de origem, o melhor sem dúvida, quer do ponto de vista mediático (melhor para fotografar as suas coreografias), melhor porque se tornam mais audiveis e por se tratar afinal da bancada do Rei. Quase me atrevo a dizer que esta bancada foi idealizada para aí colocar as claques de apoio ao Vitória.
Os Insane e os grupos organizados da Nascente não apresentaram coreografia, mas puxaram e cantaram durante os noventa minutos de jogo, e foram bem audiveis.
Na Inferior Norte, não eram muitos os sportinguistas ai presentes, mas destacaram-se ao intervalo pelas frases de repúdio ao que consideram ser o futebol moderno e receberam uma enorme ovação vinda de todas as bancadas.
Terça-feira, Outubro 27, 2009
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