segunda-feira, março 22, 2010

E agora?

Cinco épocas depois, o Vitória não conseguiu chegar à final do Nacional de Voleibol. A última vez que isso aconteceu foi em 2004/05 quando a equipa treinada por Marco Queiroga se ficou pelo 4º do campeonato. Depois, seguiram-se duas temporadas em que o Vitória foi finalista vencido, até ao grande título de 2007/08. Nesse mesmo ano, o Vitória perderia a Taça de Portugal, para no ano seguinte conquistar esse mesmo troféu e voltar a sagrar-se vice campeão nacional, já com Rogério de Paula.

Dois anos a ganhar, que contudo levaram a uma total reestruturação dos plantéis. Neste último, por exemplo, a debandada levou Adriano Lamb, Thiago Rey, Fábio Jardel, Bruno Temponi, Hugo Gaspar, Filipe Cruz e Eurico Peixoto, além do treinador.
Com tantas saídas e tantas entradas, faltava saber se o Vitória seria capaz de voltar a montar uma equipa para continuar a ganhar títulos. A verdade é que o Vitória não conseguiu uma época com o fulgor das anteriores. Na Taça de Portugal ficou-se pelos quartos-de-final e no campeonato não foi além das meias-finais, afastado nas duas competições pelo Benfica. Os problemas financeiros do Vitória, que levam mesmo a que os jogadores vitorianos tenham, pelo menos, 2 meses de ordenados em atraso podem ainda ter contribuído para uma época pouco feliz.

Com a ausência de títulos esta temporada, com as dificuldades financeiras do clube, com a crise global que diminui drasticamente o aparecimento de novos patrocinadores e com a nova alteração do modelo de gestão para as modalidades amadoras do Vitória - possivelmente o regresso à auto-sustentação, falado durante a campanha eleitoral - que futuro para uma das modalidades mais acarinhadas pelos adeptos do Vitória? Terá o Vitória condições para continuar a apostar alto no voleibol? Ou melhor dizendo, deverá o Vitória melhorar o seu plantel de forma a que para o ano consiga regressar à disputa das finais? Ou será que o caminho é baixar a fasquia?

12 Comentários:

jaimefreitas disse...

Boa Noite,
Visto que agora ha controlo nos comentários, ja podemos ter conversas serias neste blogue, logo decidi começar a comentar visto que raramente o faço.
Na minha opinião, o VITORIA neste momento, visto q a crise económica nao nos é indiferente, deve gerir o seu dinheiro em torno do q move os adeptos do VITORIA.
n estou a tirar o mérito ao Volei porq tb ja me deu grandes alegrias como adepto do VITORIA, ms sincerament neste momento, as modalidades amadores deviam fazer uma pausa, para n acontecerem casos de termos jogadores com 2meses de salarios em atraso, que só mancha a imagem do nosso grande VITORIA.

Espero ser compreendido.

Força VITORIA.
Força VITORIANOS.

23/3/10 00:28
y0rk3 disse...

Sobre o Voleibol a minha opinião é a seguinte, temos jogadores como o Pedro Sousa e o Fernando que são portugueses e bons jogadores. A opção por mim passava por começar a apostar neles e ter como "libero" e "passador" jovens portugueses(que estivessem a despontar nos sub-21) e começar a construir o futuro. Este ano identifico-me menos com o Voleibol por causa da quantidade de brasileiros que existem na equipa. Penso que deveríamos apostar no retorno do Eurico Peixoto(se possível) e construir a equipa à volta de Pedro, Fernando, Nelson(Brizida), Eurico Peixoto e por aí fora.

O mesmo acontece no Basket, temos jogadores no banco que raramente jogam e que são de fora de Guimarães, quando sabemos que tínhamos e temos bons jogadores na formação.

Temos que apostar mais na nossa formação, podemos andar a penar 1 ou 2 anos mas a seguir vamos retirar proveito disso.

O mesmo aplica-se ao futebol !

Viva o Vitória !

23/3/10 01:07
Vimaranes disse...

A realidade financeira do clube não vai permitir que se continue com o actual modelo de gestão, certamente. Daí que a auto-sustentação seja o caminho. A realidade é que, indo por esse caminho, e até atendendo à crise nacional dificilmente o Vitória conseguirá um orçamento ao nível do Benfica por exemplo. Naturalmente que todos gostaríamos de ver o voleibol lutar sempre pelos títulos nacionais, mas francamente creio que o futuro imediato pode não ser esse. Ainda assim, comungo da ideia do york3 e mais do que isso, apenas lamento que se tenha destruído uma equipa recheada de grandes valores nacionais (opção que nunca foi justificada e que agora se constata errada), cuja empatia, quer-se queira quer não, é sempre superior àquela criada por equipas quase exclusivamente estrangeiras. O regresso do Eurico, a manutenção do Nelson e o aproveitamento de jovens da formação pode ser de facto a solução. Para treinador, a solução Alan creio que seria até consensual, por exemplo. A menos que haja um Messias que seja capaz dotar a modalidade de um orçamento que lhe permita ir buscar os melhores dos melhores.
Veremos qual será a opção.

23/3/10 02:20
Insane_Stº.Tirso disse...

Vimaranes acho que desta vez nao concordo contigo na tua analise.
Acho que foi uma ano que estivemos mais abaixo do que tem vindo a ser normal..Acontece..Tivemos anos mais felizes este nao correu tao bem
Quanto aos ordenados em atraso nao pode servir de desculpa quantas equipas os tem e continuam a dar o seu melhor???
Acho que as modalidades nao podem parar so trazem prestigio ao Nosso Vitória..Abraço a todos

23/3/10 11:14
Vimaranes disse...

Também me parece que as modalidades não podem parar. O Vitória quer-se ecléctico e como tal não podemos deixar cair as modalidades onde temos tido as maiores alegrias ao longo dos últimos anos. Isso, sem dúvida.
A questão que coloquei foi ao nível da sustentabilidade financeira. Juntando a crise financeira do clube, e que é evidente no facto de haver ordenados em atraso, conjuntamente com um ano onde não se disputou qualquer final e com a necessidade já assumida em campanha (e creio que bem) de que a auto-sustentação é o único caminho para as modalidades, falta saber-se se o Vitória conseguirá angariar patrocínios que lhe permitam reforçar o seu plantel e continuar a apostar alto. Se isso acontecer, certamente que ninguém dirá que não. O problema é se isso não chegar. Estará o clube em condições de continuar de apostar, ele mesmo, na modalidade? Ou deverá fazê-lo? Ou será que a solução seria baixar a fasquia?
Isto, sem nunca colocar em causa o fim de qualquer modalidade, porque não é esse, nem o meu, nem certamente o desejo da maioria dos sócios.
Daí que lancei a discussão.

23/3/10 11:19
Benedictus disse...

No meu entender, nenhuma pessoa com juízo defenderia o fim destas modalidades. Quer a gente queira quer não, e mesmo tendo em conta que a actividade primordial do clube é o futebol profissional, não nos podemos esquecer que estas modalidades nos deram os títulos que o futebol tarda em dar.

Hoje em dia, o Volley é seguramente o segundo desporto em Guimarães no que toca a assistências e apoio popular e o Basket sofreu uma evolução surpreendente nos últimos anos, muito por força do brilhante triunfo recente na Taça de Portugal. Quem diria que hoje estaríamos como estamos, a medir forças com as maiores potências nacionais?

Contudo, da mesma maneira que compreendo a "euforia" em torno destas modalidades, também sei que, nos tempos que correm, será extremamente difícil manter um investimento tão elevado nestas modalidades.

Acho que chegou a altura de pensar neste assunto com seriedade e responsabilidade. Como sabemos, o clube não tem fundos para tudo, logo, tem que saber balizar convenientemente os seus objectivos. Para podermos investir mais no futebol, teremos necessáriamente que nos libertar de alguma pressão de ordem financeira que as outras modalidades nos impõem. Aliás, mais do que o incremento do investimento no futebol, o facto de existirem atletas com salários em atraso é já um sinal de que, nestas modalidades, o Vitória vive bastante acima das suas possibilidades reais.

Há que controlar as despesas e ainda assim conseguir construír equipas que estejam à altura daquilo que se exige, que é a continuidade das modalidades a um nível que continue a dignificar o símbolo bordado nas camisolas. Há tembém que tentar refrear um pouco os ânimos destas gentes, pois tal política não me parece que seja totalmente compatível com os êxitos recentes a que estas modalidades nos habituaram.

Cabe aos sócios habituarem-se à ideia de que se querem realmente mais investimento em àreas primordias como o futebol, então há que controlar os custos e as ambições noutras modalidades.

Um abraço!

23/3/10 12:28
Mestre Pedroto disse...

Relativamente a esta matéria das modalidades, mais precisamente o Voleibol, a minha humilde opinião é que se não se pode caçar com cão caça-se com gato. Com isto quero dizer que de acordo com o que disse o York3 e o Vimaranes, a aposta passa por uma aposta nos jogadores da formação, ou então passa por contratar jovens jogadores portugueses que certamente serão mais baratos que os brasileiros de grande nomeada que por aí andam.
Obviamente que isto, implicará baixar a fasquia em termos de objectivos desportivos, mas acima de tudo e o mais importante, é colocar o vitória numa realidade finanaceira sustentável.
Eu defendo que as modalidades amadores sejam apoiadas numa parte do seu orçamento pelo clube e uma outra parte ficará ao encargo da respectiva modalidade que deverá apresentar as respectivas garantias(monetárias) antes do inicio da época, e desta forma garante-se que não haverão ordenados em atraso e um alivio financeiro para o vitoria que em vez de gastar 1 milhão de € com as modalidades, passa a gastar 500 mil €.
Não quer dizer que esta medida seja para sempre, mas para os proximos anos acho que seria mais coerente baixar a fasquia em termos de objectivos desportivos, e consequentemente optar por uma aposta na prata da casa e em jovens portugueses que certamente vêm no vitoria uma excelente montra para se afirmarem no voleibol português!
Lanço por último uma ideia que espero que um dia possa chegar aos ouvidos do EMS, e que espero que um dia se possa concretizar, que é a abertura da modalidade do ANDEBOL no vitória.
Guimarães é uma cidade com grandes tradições nesta modalidade, o vitória em tempos já a teve no activo e onde inclusive chegou a conquistar alguns titulos nacionais, e que certamente chamaria muita gente ao pavilhão porque teria como adversários clubes como Porto, Benfica, Sporting, Belenenses, que estão induvitavelmente ligados ao futebol e a rivalidades!
Porque não uma coligação com o XICO??!!
Fica aqui uma proposta!!
Saudaçoes desportivas!

23/3/10 14:18
Miguel Ângelo Silva disse...

Sem dinheiro para pagar bons salários, os jogadores saem. A competição começa aí... se os outros clubes oferecem valores superiores, a única solução é o Vitória arranjar forma de patrocinar a actividade.
Estou de acordo com a autonomia das modalidades; se as modalidades souberem com o que podem contar (orçamento autónomo) no início da época, provavelmente gerem melhor os fundos...

23/3/10 18:06
lfol1966 disse...

Depois de desmantelamento da espinha dorsal da equipa que ao longo dos últimos anos vinha obtendo excelentes classificações e títulos, outra coisa não seria de esperar desta equipa de voleibol muito "abrasileirada".
Quer-me parecer também que após a saída de campeão Mestre Marco Queiroga, a equipa do Vitória ficou órfã de um grande líder.
Não é que o Mestre Rogério de Paula não seja um grande treinador de voleibol. É-o na verdade e o seu trabalho desenvolvido no Vitória assim o diz. 2 titulos de campeão nacional em seniores masculinos e subida à 1ª divisão, 1 taça de Portugal e 1 titulo de campeão nacional em seniores femininos. No entanto Rogério Paula acabou por ser vitima de si próprio. Faltou-lhe liderança e acabou por ter problemas com alguns atletas brasileiros, precisamente os mesmos que tinha referenciado para contratar. Já Nuno Coelho, acabou por vir para o Vitória numa fase de desinvestimento, aliado à sua pouca experiência como técnico de uma equipa sénior, resultando numa época muito aquém do historial do clube.
Quanto ao facto de haver salários em atraso, não justifica tudo. Gostaria de lembrar que na época de 2007/2008, onde o Vitória se sagrou campeão nacional, a equipa passou por uma fase idêntica.
Mas teve em Marco Queiroga um líder, que deu o peito ás balas e carregou a equipa ás costas, substituindo alguns dos dirigentes da secção, que por falta de estaleca e vergonha, deixaram de dar a cara aos atletas. Foi nessa altura que o actual presidente do Vitória se comprometeu a regularizar os salários dos atletas e treinadores e assim contribuir para uma fase final excepcional que terminou com o Titulo de Campeão.
A partir desta data, a direcção do clube resolveu chamar a si a gestão financeira das modalidades amadoras, que até aí vinham sendo autónomas.
Paralelamente a isto tudo, quer-me parecer que a constante entrada e saída de determinados dirigentes da secção, com responsabilidade na gestão desportiva da equipa sénior, é seguramente uma das causas de estarmos perante uma época aquém das potencialidades do clubes.

23/3/10 23:33
José Manuel (Nelo) disse...

O caminho é complexo, e passa por GESTÃO:

- implementar quotas de progressão da formação para os séniores

- baixar passivo, pois os juros anuais pagos pelo VSC pagariam o orçamento do basket e volei juntos

- avaliar criteriosamente a qualidade da formação que se faz no VSC

24/3/10 07:00
João Carvalho disse...

Esperemos que não se esteja a viver um periodo de pré-encerramento do vólei e outras modalidades. Durante a campanha eleitoral foram postos á disposição dos sócios dois projectos diferentes para o sector, os sócios escolheram este, mas ou muito mal ando de memória ou nenhum preconizava o fim de modalidades, sobretudo o vólei e o Basquete. Se esse for o caminho escolhido estamos perante um cenário em que foi sonegada informação aos sócios, pois esta não é uma questão menor. Mas esperemos que tudo corra bem.
PS:Deixo uma nota de louvor aos atletas do vólei. Não vão á final, mas num cenário dificilimo de incerteza e salários em atraso já muito fizeram

24/3/10 12:05
Pedro disse...

Saudações Vitorianas, dentro do que foi a preparaçõ desta época penso ter sido o melhor resultado possivel.
Convem salientar que ha coisas de certa forma estranhas, num ano em que o orçamento aumenta para a modalidade ha uma razia do plantel das épocas anteriores? Manda-se embora o certo e contrata-se o incerto?
Aos directores do VSC o que se pede é somente que sejam sinceros e nos digam que projectos e estrategias têm para as modalidades.
O futuro esta escuro, só nos resta que não fique negro...

Cumps

24/3/10 17:53