domingo, abril 11, 2010

Triste Verdade Negra

O Largo do Toural encheu com os vitorianos a deixarem bem clara a sua revolta perante o roubo da semana passada. O presidente da mesa da Assembleia-Geral, João Cardoso, juntou-se a esta manifestação contra a falta de verdade desportiva, com mais de 2000 vitorianos vestidos de negro a mostrarem ao país, uma vez mais, a sua singularidade.








2 Comentários:

Luís Lopes disse...

Coloco aqui o texto que Álvaro Castro deixou no Fórum Vitória Sempre.

Ao fim de 35 anos a ver e a seguir o Vitória, depois de ter participado na maioria das grandes deslocações e manifestações de apoio ao clube ao longo dos anos - Madrid, Luz, Dragão, Braga, Chaves...Cordão Humano, Marcha Branca, treino com 4000 pessoas a assistir...- e apesar de já ter assistido a alguns momentos tristes da vida desportiva do nosso Vitória, presenciei hoje, no Toural, um dos episódios mais infelizes da vida do nosso grande clube.

Defender o clube e a cidade é uma coisa, insultar e atacar terceiros assim como queimar bandeiras, é completamente diferente e desnecessário. Alguém ou alguns, conseguiram transformar o espírito da iniciativa num acontecimento vergonhoso.

Uma questão:

Afinal para que serviu a manifestação desta tarde? Exceptuando, provavelmente, a satisfação do ego de alguns à procura dos 15 minutos de fama, foi para queimar bandeiras e gritar meia-dúzia de impropérios dirigidos a terceiros? Na minha opinião, para isto, da próxima é preferível ficar em casa.

12/4/10 02:30
Vimaranes disse...

Caro Luis Lopes:

Também lamento, como tive oportunidade de dizer a algumas pessoas nesse momento. Acima de tudo, porque desvia as atenções daquilo que era realmente importante, a manifestação contra o roubo sofrido em Braga, a falta de verdade desportiva no futebol português e alguma perseguição ao Vitória fazendo com que em caso de dúvida as decisões sejam sempre e invariavelmente contra o Vitória. E foi para isso que, uma vez mais, e numa prova inequívoca de fidelidade e amor ao clube, quase 3 milhares de vitorianos se juntaram hoje nas ruas da cidade e se associaram a esta manifestação de revolta. É nestas coisas que se percebe a dimensão humana do clube em contraste, por exemplo, com outros clubes que em manifestações do género conseguiram juntar apenas algumas dezenas em frente à edilidade local.

Agora, o facto de haver quem confunda as manifestações de revolta, com rivalidades, não pode com toda a certeza servir para se esquecer o que estava a esmagadora maioria a reivindicar. Daí que lamente por certo que se perca tempo a insultar clubes alheios ou sequer a cair no acto lamentável de se queimar bandeiras desse mesmo clube. Agora, mesmo continuando com a convicção que o Vitória deveria ser firme na defesa dos seus interesses, e que por isso e atendendo ao desrespeito repetido que o presidente desse clube tem tido para com o Vitória deveria deixar de ter qualquer tipo de relações com essa instituição, não posso concordar com a cena que vi (apenas e só essa).
E a parte não pode ser tomada pelo todo e, assim sendo, saúdo todos os vitorianos presentes hoje no Largo do Toural que voltaram a provar que este clube tem uma dimensão humana absolutamente ímpar e uma força que, se bem usada, certamente permitirá um futuro bem mais risonho do que o passado recente.

12/4/10 02:54