sexta-feira, julho 16, 2010

Duplo contrato?

O ex-empresário de Rabiola, Paulo Emanuel Mendes, acusa o Vitória de ter assinado um contrato com Rabiola, já depois do jogador ter assinado com o FC Porto, uma alegada "manobra", segundo o mesmo, "para tentar reaver o jogador, em 2010, no caso de o FC Porto não accionar a cláusula, que previa a renovação por mais dois anos". Para ler aqui.

8 Comentários:

lafuente disse...

Espero uma resposta rápida da Direcção.Estou para ver e ouvir o que esses Senhores vão dizer sobre isto.
É que parece que o Vitória está a defender o jogador neste processo e ele é do Porto.

16/7/10 00:24
Diogo Ferreira disse...

A ser verdade, considero uma atitude gravissima por parte do VSC. Vamos aguardar pela reacção do VSC.

16/7/10 09:57
miguel disse...

Se os termos do contrato não colidirem com o contrato do FC Porto, não vejo onde está o problema. O jogador pode ter vários contratos desde que o conteúdo destes não os invalide mutuamente. Só sabendo o que consta é que se pode concluir. Acho que a questão do empresário é a comissão que pretende receber do contrato do Vitória.

16/7/10 12:55
Dillinger disse...

O Milinho teve a proeza de nos tirar da segunda divisão, mas parece que nos quer mandar pra lá outra vez.
Mas eu não conheço bem os contornos do processo, não sei se o Rabiola pode assinar por dois clubes, ainda que só um dos contratos tenha entrado na liga. Ou será que entraram os dois?

16/7/10 14:45
Duarte machado disse...

O primeiro contrato profissional pode ser assinado, de acordo com as normas da FIFA, aos 16 anos de idade. A sua duração máxima é de cinco anos e mínima, de três meses. Entretanto, o contrato é apenas um vínculo entre o futebolista e o clube, não garantido o acesso imediato ao elenco principal da equipe. O contrato, que deve ter cláusula penal para o precoce rompimento, qualifica ao clube os direitos federativos (“vínculo desportivo”, pela doutrina) para inscrever o futebolista nas competições oficiais e determinar, com o consentimento do contratado, o seu destino profissional durante a vigência do mesmo. Há também os direitos económicos, que dizem respeito à quantia equivalente em caso de negociação com valores pecuniários para algum outro clube. Normalmente, os clubes detêm o total dos direitos económicos, muito embora seja comum serem negociadas futuras percentagens para parceiros ou mesmo para o próprio futebolista.
Com a assinatura do contrato, o clube passa a ter a obrigação de pagar salários mensalmente ao futebolista, que tem todos os direitos laborais semelhantes às outras profissões. Em grandes clubes, os salários dos jogadores costumam ser bastante elevados. Desta forma, numa tentativa de diminuir os impostos e encargos, é realizada uma divisão na cota de pagamento, sendo determinado um valor na carteira de trabalho, outro - superior - para os chamados direitos de imagem e, uma terceira possibilidade, os direitos de arena. Os direitos de imagem, personalíssimos, são concedidos ao clube ou terceiro, garantindo ao jogador certa quantia financeira a ser paga pelo concessionário. Já os direitos de arena (regidos pela Lei Pelé no Brasil) dizem respeito à participação do atleta em cotas recebidas pelo clube através da venda da transmissão dos jogos em que esteja presente.
Em suma, Vitória e Jogador, são os verdadeiros intrujões e trafulhas de mão invisível.

16/7/10 15:39
Rui Silva disse...

Eu que não percebo muito de leis, só consigo ver aí um problema e o problema está no Rabiola, que pode ter assinado dois contratos. Já o Figo fez isso em Itália e foi impedido de lá jogar, tendo-se transferido posteriormente para o Barcelona. Não percebo como alguém pode acusar o Vitoria.

16/7/10 15:42
Duarte machado disse...

Com dirigentes deste calibre no futebol Português, não é de admirar estes “filmes”, que se vão passado no nosso futebol. O Vitória é para todos os efeitos “receptador” para não dizer outra coisa, de algo que não lhe pertencia na data da assinatura do contrato.
Penso, que depois desta denúncia, publica a FPF e a própria LIGA, deveria tentar averiguar a fundo, o que se passou não esperando pela reabertura dos tribunais e dentro da disposição da lei punir estes prevaricadores.
Tanto quanto julgo saber, independentemente de só haver um contrato registado por lei, o segundo contrato tem que estar registado contabilisticamente nas contas do clube (Vitória), sendo que caso não esteja estamos perante mais um “saco azul”.
Quanto ao jogador, espero como amante do futebol, que o FC Porto, castigue severamente o jogador, como forma de repor a disciplina dentro da sua própria casa.

16/7/10 16:22
João Ribeiro disse...

Acho que é uma notícia encomendada pelo Pinto da Costa!! Eu não acho que o Milo faria isto porque não demonstra ser pessoa deste género. O Pinto da Costa, para o bem do futebol nacional, devia de se demitir e ganhar vergonha na cara!!!

16/7/10 17:24