terça-feira, julho 06, 2010

Artigo de Opinião - António Lopes


“Usa-se e abusa-se destes adeptos.”

É do conhecimento de todos que mora em Guimarães a melhor massa associativa do país. Vivemos o clube como ninguém, fazemos questão que o clube faça parte integrante das nossas vidas. Nos bons e nos maus momentos estamos sempre presentes, gostamos de participar na vida do clube, orgulhamo-nos de dizer, “Somos Vitória até morrer”.

Durante muitos anos foi-se criando um certo hábito nas sucessivas direcções do clube, que faça-se o que se fizer, convocam-se os sócios e eles aparecem e pagam o que se pede. Na verdade em muitas situações tem-se obtido resultados e os críticos escrevem: “Adeptos como estes não há”.

Tenho reparado que nos últimos anos, a forma como se marcam datas e horas para jogos, sejam particulares ou de solidariedade, faz-se sempre a contar com o chamado “Ovo no cu da galinha”, o resultado está bem á vista de todos - Menos adeptos, menos impacto mediático, logo menos receita.

Eu acredito sempre na boa vontade de quem gere, e estas decisões tem origem porque de facto as médias das nossas assistências falam por si. Por isso eu digo que se usa e abusa destes adeptos.
É preciso mais ponderação no molde como se planificam estes jogos, analisando um horário mais uniforme para os adeptos, para que se consigam datas e horários mais convencionais e flexíveis, de forma a poder arrastar mais associados aos estádios. Pondere-se mais nos horários, para que permitam mais complacência a quem trabalha, de preferência com preços de bilhetes mais consentâneos com o nível de vida - para que mais adeptos possam pagar. Promovam-se os pacotes a preços reduzidos para famílias inteiras, fomentem formas para cativar mais adeptos e intensifique-se o Marketing.

Dizer que somos pequenos e que temos poucos recursos financeiros, dizer que vivemos dias de crise com maior incidência no Vale do Ave nada resolve. De facto, pensar e agir é sempre mais difícil, mas também não tenho dúvidas que se não houvesse esta massa associativa fantástica seria ainda muito mais difícil decidir e realizar qualquer jogo que fosse com público.
Sou da opinião que se deve preservar e acarinhar estes portentosos adeptos, assim sendo, há que reflectir e agir. Este é um assunto que nos interessa a todos, nomeadamente à vasta (e sempre denominada como indefectível) comunidade Vitoriana.

António Lopes, sócio do Vitória S.C. nº 3284

4 Comentários:

jotafundador disse...

Subscrevo inteiramente António Lopes. Parabéns pelo artigo de opinião.

6/7/10 15:21
Dillinger disse...

Realista embora não no momento certo, ninca é tarde para meter travão nos jogos fora de horas, e em dias de semana.

Surpreende-me ler este artigo do António Lopes, ele que geralmente está conotado com a actual direcção.
Parabéns meu caro.

6/7/10 18:10
Dillinger disse...

Nós podemos gostar muito do Vitória, mas se nos começam a tratar assim, a marcar jogos como foi o da apresentação, se vamos continuar às segundas à noite (no inverno) e aos domingos às 21h, muita gente não vai poder ir.
Tratem bem de nós que nós fazemos o resto.

6/7/10 18:17
Duarte machado disse...

Segundo o semanário “Grande Porto”, colocado nas bancas hoje, o ex-avançado Vitoriano assinou contrato com o Vitória um mês depois de assinar pelo F.C. Porto.

Diz o referido semanário que “o jovem formado no clube Vimaranense assinou contrato com o F.C. Porto no dia 20 de Junho de 2007 (juntamente com o seu pai, por ainda ser menor de idade) e a 26 de Julho, um dia depois de completar 18 anos, assinou novo contrato com o Vitória”.

Ainda segundo o mesmo jornal, o ex-empresário de Rabiola informou que “o jogador assinou contrato com o clube do Porto por três épocas (até 2010) com mais duas de opção e o Vitória por quatro temporadas, até 2011, talvez um esquema da direcção Vitoriana em reaver o jogador, na eventualidade de o FC Porto não accionar a cláusula”.

Segundo a interpretação dos especialistas em direito desportivo, José Manuel Meirim e José Guilherme Aguiar, o facto de o Vitória não ter apresentado o documento à Liga, impede punição desportiva tanto para o Vitória como para o jogador. O Vitóriasempre tentou contactar com o Dr. José Manuel Meirim, para compreender quais as consequências para o clube e jogador, no caso de o referido contrato vir a público ou ser presente nas instâncias judiciais civis ou da Federação Portuguesa de Futebol, ao qual não obteve resposta.

Contactado pelo Vitóriasempre, o ex-empresário de Rabiola, Paulo Emanuel Mendes, não quis comentar o assunto, uma vez que o mesmo se encontra em segredo de justiça e entregue aos seus conselheiros jurídicos, por estar agregado ao processo que o referido empresário detém em Tribunal contra o jogador, por este ter efectivado o contrato com o FC Porto e com o Vitória sem o seu conhecimento, e por esse motivo reclama em tribunal o pagamento dos valores que lhe deveriam ter sido pagos, como representante do jogador na altura do negócio. Segundo este mesmo semanário, Paulo Emanuel Mendes já viu as três instâncias judiciais (Primeira Instância, Relação e Supremo) a darem razão aos seus intentos.

O Presidente do Vitória disse ao referido semanário que e passo a citar: “ Esse senhor anda à procura da comissão pela transferência do jogador, mas o Vitória não tem nada a pagar e o caso está entregue ao departamento jurídico do clube.”

Na sequência desta notícia, o Vitóriasempre contactou o Departamento de Comunicação do Vitória, na pessoa do sr. Duarte Magalhães, que gentilmente remeteu qualquer comentário relativo à mesma para os meios de comunicação oficiais do clube, se assim for necessário.

9/7/10 19:34