Quinta-feira, Setembro 02, 2010

Voltar a acreditar


Eu tinha uma bandeira que não media mais de 20 centímetros. Mas não me desfazia dela de cada que vez que ia ver o Vitória jogar. Nesse tempo ir ao estádio era sempre uma festa. Sair de casa com a certeza quase absoluta de que veria um golo de Cascavel. No tempo em que havia jogadores de bigode, ele foi o meu primeiro grande ídolo.

O outro era Jesus. Também tinha bigode e entrava em campo com um peluche debaixo do braço. Lembro-me de dizer ao meu avô que queria um peluche como aquele. Era com o meu avô que ia ao futebol e ele falava uma língua estranha. Dizia “offside” e “corner”, como lhe ensinaram nos tempos em que ele também vestiu aquela camisola branca.

O meu avô tentou explicar-me o que era o fora-de-jogo, mas para mim isso era quando a bola saía das quatro linhas. Nesse tempo ir ao estádio era sempre uma festa. Para mim, o Vitória era o maior clube do mundo, mesmo que soubesse que não o era. E eu nem sabia o que era um fora-de-jogo.

Mas era o tempo em que sonhávamos, em que ganhamos o único título. E batíamos o pé aos grandes. Em que fomos o primeiro 4º grande, antes de os media terem criado excitação à volta do termo. Em que o Vitória contratava jogadores a clubes de primeiro plano.

Nesse tempo ir ao estádio era sempre uma festa. E era um tempo em que fazíamos grandes prestações europeias. Em que olhávamos para cima e imaginávamos o que seria ser campeão. E teríamos estado tão perto, se não vivêssemos naquele tempo.

Hoje, ir ao estádio custa quase tanto como ir tratar de burocracias. E o sentimento não é apenas meu, que cresci e deixei de ter sonhos de menino. Tenho-o visto ser partilhado por centenas de vitorianos, antes e depois dos jogos. Deixámos de acreditar. Deixámos de sonhar. Do tempo dos jogadores de bigode, já pouco resta.

Já não quero o peluche do Jesus, mas queria que o Vitória continuasse a ser um clube de sonhos. Hoje precisamos de voltar a acreditar, De voltar a ter a palavra sucesso entre os dentes. E apontar para cima, em vez de olhar para trás.

O que não precisamos é de um presidente que acha normal ter dois pontos ao fim de duas jornadas. Nem precisamos de um treinador que compara o nosso plantel com o da Naval e do Olhanense. Nem de um director-desportivo a quem não conhecemos uma ideia sobre futebol. Nem podemos aceitar que um jogador com selo da casa reforce um rival.

Precisámos de quem nos galvanize. De um discurso que chame os vitorianos a rodear a equipa para que possamos construir sonhos. Precisamos de voltar a acreditar. Para que ir ao Afonso Henriques ver um jogo de futebol deixe de ser uma obrigação. E volte a ser uma festa como no tempo dos jogadores de bigode.

Por Samuel Silva

38 Comentários:

Vimaranes disse...

Excelente texto Samuel. Emotivo, mas assim de tudo claro sobre a necessidade de voltar a acordar o monstro adormecido. É necessário romper com o desânimo que se alastrou na massa associativa e voltar a fazer do Vitória o clube temível e respeitado de outrora.

Marco disse...

Excelente artigo. Só não concordo com uma opinião. Não me parece que algum jogador da nossa casa tenha ido reforçar o rival.Foi jogar pró rival. Reforçar nem pensar

Ultra, um modo de vida disse...

Concordo.

Já agora peço a vossa participação neste post:

http://ultraummododevida.blogspot.com/2010/09/qual-e-o-melhor-cantico-ultra.html

Cumprimentos

Dillinger disse...

Foi o melhor texto que já li no Vimaranes. Sonhar. Sonhar porque temos vontade e argumentos para que tal aconteça.
A falta de argumentos da direcção e do seu presidente epelha-se na falta de vontade de cada vez mais associados em se xdeslocarem ao estádio e sonhar. Sonhar com um caneco. Já foram tempos....
Nos dias de hoje pensa-se em dinheiro e mais dinheiro, e mais dinheiro.....e mais nada.

Dillinger disse...

Caro amigos e Vitorianos como eu, se o Toscano passar a marcar em média um /dois golos por jogo, não vai tardar muito em ser vendido.

Pantic disse...

Bom texto caro Samuel!Concordo e revejo-me neste texto! Volta Vitória, já tenho saudades!

luis cirilo disse...

Excelente texto.
Assino por baixo com duas notas que remetem para a memória das coisas.
A minha primeira bandeira do Vitória,que guardo religiosamente,tinha uma haste em arame e era pequenina e triangular!
Já tem quase 50 anos mas ainda dura.
Estreei-a no campo da Amorosa, num Vitória-Porto(o ultimo que lá se jogou),com um triunfo.
Durante anos, para além de me acompanhar aos jogos, foi o meu bem mais precioso.

miguel disse...

Extraordinário Samuel. Ser Vitoriano é isso mesmo! É dar aquele grito 'VAMO LÁ VITÓRIA!' no meio de uma bancada em silêncio que começa a aplaudir de seguida.

Rui Silva disse...

Dilinger, mas isso é aqui ou na China (ou nos três estarolas). Um jogador que marque em média um a dois golos por jogo rapidamente sai para um grande europeu.

Belo texto, Samuel. Revejo-me em tudo e por falares em sonhos, eu que sou muito crente, sonhei que a conversa séria que o Sr. Emilio teve com o Custódio foi para que o nosso ex-trinco seja o melhor marcador de auto-golos desta época. Não custa sonhar, né? :)

Vitorianismo disse...

Parabéns pelo excelente texto que também a mim fez me voltar ao passado por uns minutos.

Partilho da opinião que para muitos Vitorianos ir ao estádio passou a ser uma obrigação mais do que uma alegria, mas o passado não está assim tão distante, não nos deixemos derrotar pelo cabisbaixo de outros que não sentem o Vitória como nós sentimos, cada um de nós principalmente na nossa cadeira pode ajudar a tornar um Vitória maior e melhor.

O Vitória somos nós, Força Vitória.

Adão disse...

Belo texto de um verdadeiro VITORIANO

Paulo César disse...

Excelente texto, a puxar à memória de anos gloriosos do nosso clube, e do meu ídolo de sempre, Paulinho Cascavel.
No entanto desde aí já tivemos mais anos gloriosos, com Quinito, Jaime Pacheco, e mais recentemente com Manuel Cajuda, anos em que nos galvanizamos, curiosamente mais do que nunca quando descemos nesse ano de má memória.
Já tivemos Pedro Barbosa, Ziad, Paulo Bento, Dimas, Gilmar, V. Paneira, Zahovic, Capucho...

O Vitória é muito grande, e mais em cima ou mais em baixo, com este ou aquele na direcção, com este ou aquele a treinar, será sempre o meu VITÓRIA. E passados todos estes anos continuo a ir ao estádio com a mesma excitação de sempre, à espera que chegue a hora do jogo.

José Silva 5071 disse...

"O Vitória vai defrontar a União de Leiria no dia 18 de Setembro (Sábado), num jogo referente à 4ª jornada da Liga Zon Sagres. O encontro, que se disputa no Estádio D. Afonso Henriques, tem início às 21h15.

Antes disso, como já é do conhecimento público, o Vitória recebe o Benfica no dia 10 de Setembro (sexta-feira) às 20h15, numa partida que marca o arranque da 3ª ronda da Liga."

Este é o texto que está no site oficial

Alguém nota algo de estranho? lol

Vimaranes disse...

Tem razão caro José.
Estão um bocados confusos quanto ao número das jornadas. O jogo com o Benfica é referente à 4ª (e não 3ª) e o do Leiria à 5ª (e não 4ª).

José Silva 5071 disse...

É isso mesmo. Infelizmente eles estão errados, seria bom apagar uma das primeiras duas jornadas, mas não dá!

Já agora, alguém viu o jogo hoje de manha? Que tal o Tarzan?

José M.Pereira disse...

No tempo em que nós sonhávamos, batíamo-nos em qualquer estádio em pé de igualdade e éramos respeitados o exército vitoriano tinha um General a comandar as tropas. Hoje em dia temos um cabo que o maior predicado que possui é ter uma caneta para dar avales pessoais.

lafuente disse...

Fantástico o texto.Que saudades dos tempos dos jogadores de bigode.Ainda me lembro do Jesus,Matias,Ziad.Temos que voltar ao que já fomos num passado não muito distante.Mas é preciso um Líder coisa que não existe a já muito tempo.

lafuente disse...

Caro José Silva eu vi o jogo treino desta manha.Temos reforço,o Tarzan mostra muita confiança e tranquilidade para um jovem de 20 anos.Gostei bastante da sua actuação e acho que vai dar um grande central.
O Targino regressou a competição e fez a assistência para golo, mas tem que melhorar ainda a condição física.
A Equipa composta pelos ditos titulares na 2-parte esteve muito aquém.

lourenço disse...

Excelente texto. Na perfeição.
Revejo-me em muitas das palavras que aqui foram ditas. Ser vitoriano, é amar o Vitória independentemente dos dirigentes e dos jogadores que componham no momento a estrutura do clube, é pensar sempre no Vitória, é acompanha-lo para todo lado, é sonhar ano após anos que um dia vamos lá chegar. Seja na 1ª liga, na 2ª, na 3ª ou nos distritais seremos sempre vitorianos.
E já que aqui foram recordados alguns grandes jogadores que passaram pelo nosso querido clube, permitam-me recordar também um jogador que quanto a mim ficou na história do clube: Rui Lopes, também ele possuidor de um bigode, que marcou dois golos ao Boavista numa final da Taça de Portugal disputada nas Antas, onde um grande Ladrão chamado António Garrido, nos sonegou um desses golos e derrotou-nos aos olhos de milhões de Portugueses. Este sim, foi o maior roubo da história do futebol Português e quem sabe Europeu. Bem mais grave que o roubo de Basileia. Um outro jogador de Bigode que por cá passou e chegou a capitanear a equipa do Vitória, chamava-se Ramalho, um excelente profissional e um bom defesa direito. Mas melhor do que estes e que muitos que aqui foram referidos, só vejo um, ALMIRO, um atleta de bigode, franzino, mas com uma grande bagagem futebolística. Para mim o melhor profissional de todos os tempos que passou no Vitória da minha geração. E ainda hoje estamos para fazer uma homenagem a este grande homem, que se encontra CEGO, mas com um grande desejo de voltar a Guimarães e "ver" o seu Vitória e os seus amigos. Será que entre todos nós associados não poderemos fazer uma colecta para angariar fundos para trazer este homem a Guimarães?

vitor...iano disse...

Viva,
Recém-chegado de férias e de volta à realidade vitoriana, só me apetece dizer uma coisa... "EU QUERO VOLTAR PRA ILHA!"

Ricardo disse...

Bom texto. Nunca iremos chegar a lado algum, 1º: Uma Direcção nunca vai agradar a todos os Vitorianos; "; 2º O Povo tem que esquecer os bigodes, e ir par o estádio a sentir paixão, sonhar, crer e tudo mais junto em todos os jogos e não ir já para insultar A, B ou C.. E mais, um jogador (fraco e custoso) vai para o rival já está tudo de costas voltadas... UNIDOS e JUNTOS (só assim chegaremos a algum lado!) O Vitória Somos Nós... Só a remar para o mesmo lado alcançaremos algo de BOM!! Chega de dizer mal, de assobiar logo na 1ª jogada mal desenhada... Porque é o Alex, ou outro!! Apoiar SEMPRE OS NOSSOS!!!!!! Só assim amigos Só Assim! Um abraço desta pessoa que sente falta da alma dos Vitorianos APENAS!

jotafundador disse...

Samuel que bom que é recordar esses tempos. Tempos de esperança
e de ídolos (os jogadores) que viviam de forma intensa os jogos e o Vitória. Havia mística pelo Vitória, talvez fruto de jogarem várias épocas no mesmo clube, com a excepção de Cascavel.
Ainda assim não ganhamos mais nada a não ser uma Super Taça.

Nesse tempo Samuel, ir ao estádio era sempre uma festa porque o futebol era sempre ao domingo à tarde. Almoçamos e mal tínhamos tempo para tomar um café, porque no horário de inverno os jogos começavam às três horas e no verão às quatro. Foram tempos de grandes ambientes e de enormes enchentes.

Nos dias de hoje já não é assim. Jogar à noite e a horas incertas, deixa em casa os mais idosos e os mais novos. É o chamado futebol moderno.

ingles disse...

Excelente artigo, mas a direçao de lampioes que ta no vitoria nao querem ir embora mas continua a dizer um dia esta direçao vai sair sem ganhar um torneio mas no fundo quem ganha com isto sao os maroquinos

vitoriadofuturo disse...

Pelos tempos que me recordas-te deves ser mais ou menos da minha idade. Recordo-me desses tempos, aliás a minha maior recordação dos tempos de miudo é uma fotografia que guardo religiosamente na minha mesinha de cabeceira em que estou ao colo do do GRANDE Paulinho Cascavel. Após isso já tivemos grandes épocas. O problema aqui é a sua intermitência. Não conseguimos ser constantes ao longo de 2,3,4 ou 5 anos. Escreveste muito bem em quase todos os aspectos, excepto num. Na minha humilde opinião, temos o melhor director desportivo de todos os tempos. Finalmente alguém no vitória pensa no futuro. Se reparamos nas contratações que fizemos este ano a maior parte delas são de jogadores que têm idade igual ou inferior a 23 anos. Já se começa a ver uma aposta em jovens que vêm de escalões secundários do futebol português (Bébé, Marco Matias, Assis e mais um médio que está no freamunde que agora não me lembra o nomes)que no futuro se possam tornar activos para o clube. Mesmo os estrangeiros que chegaram são jogadores jovens e com ambição de triunfar, como são os casos do Faouzi e do Tarzan. O plantel do vitória tem bons jogadores que no futuro podem ser excelentes activos para o clube. A ideia de jogo do Sr. José Pereira não interessa. Interessa é a sua gestão e a forma como constroi o nosso plantel. E depois outro ponto essencial não fala muito, mas sempre que fala acerta no que diz. Apesar das muitas asneiras que esta direcção já fez e com a qual cada vez concordo menos, não podia deixar de fazer esta referência porque finalmente existe alguém no vitória que começa a pensar no futuro e não pensa só no presente. Obvio que o Mister também é importante, mas parece-me que a entrada do novo director desportivo foi muito benéfica para o vitória.

O Tarzan é muito bom. Tem qualidades para vir a ser um dos melhores defesas centrais que alguma vez passou pelo vitória. Bem constituido, bom posicionamento, técnica bastante boa para um central e rápido. Excelente! Uma surpresa muito agradável no meio de uma autêntica miséria. Quando na equipa supostamente titular o João Alves foi o melhor jogador acho que está tudo dito.

Apoiem e não insultem durante o jogo. No fim s não gostaram mostrem tudo o que sentem. Imaginem um jogador fraco já d si, jogar com toda a gente a insultar e a assobiar. Pensem se fossem vocês.

Vimaranes disse...

Caro vitorianodofuturo permita-me discordar por completo num aspecto, o do director desportivo José Pereira. Não está, obviamente em causa o seu vitorianismo ou sequer a sua competência. Está sim no ideal do que se pretende para um director desportivo. Tenho muitas reservas quanto à sua preponderância na escolha dos reforços, ainda que obviamente não possa dizer que não terá tido uma palavra a dizer, mas podemos analisar alguns deles. Nos casos dos jogadores vindos do Nacional, escusado será dizer que foi M. Machado quem os indicou e no caso do Bebé, o próprio Machado admitiu que o seguia à algum tempo, sendo que o mesmo foi indicado para o Vitória por Adão. Quanto ao Marco Matias, Assis e Marcelo, foram todos colocados pelo mesmo empresário que representava Bebé, daí que tenha alguma dificuldade em dizer que foi o dedo de José Pereira que foi determinante. Mas posso estar enganado, obviamente.
Além disso, discordo que não tenhamos, sócios, de conhecer um pouco mais das ideias de José Pereira, os seus projectos para o clube ou o seu pensamento real sobre o rumo do futebol vitoriano. José Pereira terá necessariamente de ter ideias para o futebol. Não especificamente no modelo de jogo ou na sua dinâmica porque isso não creio que seja importante para nós sabermos porque são competência do treinador, mas sim toda o seu pensamento sobre a necessidade de reorganização da orgânica do futebol e da sua profissionalização. É isso que eu estou à espera de um director desportivo. Muito mais do que saber se é ou não vitoriano, porque volto a discorda de si neste aspecto, confesso que nesse posto específico me parece mais importante a competência. Agora claro que, se pudermos juntar as duas coisas... mas não me parece que o vitorianismo seja o mais determinante, muito longe disso, bastará pensar no trabalho de Carlos Freitas por exemplo.
Por isso, acho importante conhecer muito mais do trabalho e das ideias do director desportivo e da sua importância no clube, mesmo que não o deva condenar, obviamente, por querer ser discreto em muitas ocasiões. Mas o querer ser discreto não pode significar que funcione quase na sombra, sem nada se conhecer sobre as suas reais competências.
Creio que a escolha de José Pereira por Emílio Macedo teve apenas um objectivo, impedir a crítica de que Vasco Santos foi alvo por vezes de não ser vitoriano e escolher alguém com um perfil para estar na sombra e da família vitoriana. Eu gostava que a aposta tivesse sido bem mais arrojada. Definitivamente.

Paulo César disse...

Vitoriadofuturo, fosse eu utilizador e ja podiamos criar um grupo no facebook, daqueles que foram fotografados (no meu caso ao lado, ja tinha 10 anos) com o grande Paulinho Cascavel. Ando com essa foto sempre comigo, um dia vou encontra-lo e pedir que ma assine.

Vimaranes, espero que me permita discordar mais uma vez em relacao ao director desportivo do Vitoria. Na minha opiniao, ha responsabilidade dele neste plantel. Claro que MMachado indicou jogadores, como qualquer treinador indica, claro que os empresarios ofereceram jogadores, claro que os olheiros indicam jogadores. Parece-me que a funcao dele nao sera tanto descobrir talentos, mas sim gerir essa informacao e mediante a politicasportiva que preconiza decidir ou indicar a direccao quais os atletas que devem ser contratdos.
E nesse aspecto concordo com o vitoriadofuturo, acho que o Jose Pereira tem bem definida a sua politica e ela e ja bem notoria. Com uma critica da minha parte: pouco aproveitamento das nossas camadas jovens, pelo menos para ja. Espero que isso mude a curto prazo.

Vimaranes disse...

A minha ideia de director desportivo é diferente, não necessariamente a correcta, não necessariamente a errada, obviamente. Apenas uma visão diferente. No caso de José Pereira, tenho alguma dificuldade em perceber o dedo que tem nas contratações (não estou a dizer que não teve). Se concorda comigo que Manuel Machado indica, que o empresário coloca e partindo do pressuposto que sempre que foi preciso desbloquear situações os escolhidos foram Paulo Pereira e João Martins, fica-me difícil perceber o que gere José Pereira.
Daí que tenha dito que esperava algo mais ou pelo menos espero porque não sei muito do que faz. Provavelmente a minha desconfiança sobre o seu peso na estrutura ou a sua importância nas contratações não fará sentido, mas como não conheço de José Pereira qualquer ideia de futebol, não é fácil ter outra opinião. Não o vi, nunca explanar o seu projecto quanto à estrutura, orgânica e planificação do futuro e do presente de todo o futebol vitoriano, profissional e camadas jovens.

p.s. Já agora caro Paulo César, provavelmente ainda não voltou a ir ao post "Uff", mas ficou lá uma questão em aberto para si, do Luis Cirilo, que também tenho curiosidade de ver respondida, caso queira obviamente.

Paulo César disse...

Vimaranes, na minha opinião o director desportivo, em conjunto com direcção e equipa técnica, define e gere uma estratégia desportiva, no caso dos jogadores define um modelo de atleta que serve a estratégia que segue. Vejo-o um pouco a imagem de um gestor de recursos humanos, se quiser.
Joao Martins e Paulo Pereira gerem dinheiro, e talvez por isso terão ido desbloquear as situações pendentes, dinheiro como sabemos.

Em relação ao seu p.s., deixe que lhe diga antes de mais que dos Vitorianos que aqui comentam o Sr. Cirilo será porventura aquele que tem maior poder de argumentação pelo que nao precisara de advogado de defesa...
Quanto a discussão gerada no referido post, dei la a minha opinião, esta la tudo o que quis dizer no meu comentário, ponto final.
Não vejo necessidade de responder seja ao que for, senão já o tinha feito, não estava a espera da sua sugestão, como deve calcular. Dai, cada qual que tire as suas conclusões...

Vimaranes, não conte comigo para alimentar polémicas desnecessárias, não va por ai.

Só me interessa o Vitoria.

Quanto aos meus comentários, o blog e seu e eu só quero trocar umas ideias. Tem toda a legitimidade se assim entender não os publicar. Assunto encerrado.

vitoriadofuturo disse...

O Ze Pereira tem que ser o filtro e caro amigo Vimaranes o segredo é a alma do negócio. Ninguém precisa de saber o que se passa lá dentro e qual é a estratégia adoptada. Basta observar o trabalho e daí tiro as minhas ilações. Eu quero e ver trabalho. Uma boa equipa, perspectivas futuras, bons activos no clube e até um bom trabalho no marketing. Obvio que todos os pontos não me agradam mas em relação ao futebol profissional parece-me haver uma politica bem definida e dirigida para o que realmente interessa e que está perfeitamente ao nosso alcance. É com gente nova com vontade de vencer e de ganhar que vamos lá. Com uma ressalva que o Paulo Cesar focou muito bem, tem que haver uma aposta mais forte e eficaz na formação. Ao explanarem tudo se calhar estão a entregar o ouro ao bandido. Ás vezes o silêncio são as melhores palavras.

Ricardo disse...

Agora temos um plantel fraco???? Por amor de Deus... Porque o nosso director não se chama Carlos Freitas?? e o Presidente Salvador?? Vejam bem desde a linha defensiva, média e atacante as soluções que temos e olhem para os últimos anos.. A pensar assim nem o Messi aqui dava jogador!! Porque simplesmente temos Vitori(A)nos a quererem o mal de quem está a frente do vitória! 3 jornadas - 5 pontos com equipa quase toda nova, mas temos que fazer alguma coisa para se notar, o que?? Insultos!! Nunca insultei nem nunca irei perturbar o trabalho de quem está no clube que mais amo, principalmente com 3 jornadas sabendo que temos equipa para algo de BOM!!!! Saudações Vimaranenses e Vitorianas!! Apoiem Sempre!

Vimaranes disse...

Caro Paulo César não se trata de advogados de defesa e/ou polémicas. Foi-lhe colocada uma questão, não por mim, mas à qual também tinha curiosidade de ver a sua resposta. Preferiu "fugir" à questão, está no seu direito. E entende-se...

Vimaranes disse...

Caro vitorianodofuturo permita-me discordar outra vez e desta vez dessa sua frase:

"o segredo é a alma do negócio. Ninguém precisa de saber o que se passa lá dentro e qual é a estratégia adoptada."

Está é, infelizmente, uma ideia levada à letra no Vitória há vários anos e que, nestes e noutros casos bem mais sérios, faz com que se apregoe a transparência, mas a mesma não seja concretizada. Seja em transferências ou nos vários negócios que se fazem no Vitória. E é obviamente um erro, porque os sócios sejam nos projectos desportivos ou nos contornos financeiros do clube precisam e devem saber "o que se passa lá dentro".

vitoriadofuturo disse...

Vimaranes, o que eu disse é que não precisamos de conhecer a estratégia nem aquilo que a direcção quer fazer. Como eu tb defendo a transparência no clube, existe uma assembleia geral onde os esclarecimentos podem e devem ser prestados. Acho que tudo o que se deve a questões financeiras devem ser explicadas ao promenor para nós percebermos o que se fez com o dinheiro. No caso do Bébé é essencial que se explique qt é que o Vitória ganhou realmente e onde foi ou vai ser aplicado o dinheiro. Agora divulgar uma estratégia ou uma ideia daquilo que se pretende para o futuro é um erro crasso. Ou um empresário que tem uma ideia para a sua empresa, vai explanar a sua ideia a toda a gente, para alguém com mais poder monetário pegar nela e utiliza-la em proveito próprio? Primeiro faz-se e quem for minimamente inteligente observa e estiver dentro da realidade do clube observa e percebe. Um dos problemas do Vitória ao longo dos anos foi que se explanou muito as ideias e trabalhou-se pouco e muitas dessas ideias foram captadas a 20 km ao lado e agora vê no que deu. Transparência sim, burrice não.

vitoriadofuturo disse...

Ricardo grande post. Além de a terceira jornada ainda não termos perdido um jogo, este plantel trás-nos perspectivas para o futuro pela sua juventude. São pessoas como tu que fazem falta ao vitória. Já chega da politica do bota abaixo e temos que acreditar e motivar quem está lá dentro. Por muito bons ou muito maus que sejam, se trabalharem sobre criticas constantes vão acabar por ficarem cada vez mais desmotivados e o que nós precisamos é precisamente o contrário. Gente com vontade de levar isto para a frente. Rumo ao titulo!! Eu acredito.

Vimaranes disse...

Completamente em desacordo. O facto de se divulgar estratégias tendo em vista a profissionalização da estrutura e o melhor aproveitamento dos recursos do clube, em nada colidem com a ideia de que é necessário alguma reserva quanto a assuntos mais específicos. Eu não quero que o director desportivo me diga que jogador anda a observar ou o que vai contratar, o que eu quero é que o director desportivo me diga o que tenciona fazer no sentido de ajudar na profissionalização de todo o futebol do clube, na melhor ligação entre a formação e o futebol profissional ou no melhor aproveitamento das bases de dados do clube e dos olheiros espalhados pelo mundo. O que eu quero é ele, em conjunto com toda a estrutura, me indique o rumo do tal Vitória de futuro que tem no seu link.
Ser um mero observador, admitindo que tudo deve ser feito no máximo secretismo e sem qualquer explicação, não é, na minha opinião, o caminho obviamente.
Mas quanto a este assunto nada mais haverá a dizer, porque temos opiniões diametralmente opostas. Entendimentos diferentes mas certamente com um denominador comum, o que o Vitória deixe de perder tempo no seu processo de crescimento.

Ricardo disse...

Os nossos "vizinhos" estão a conseguir o que queriam, com a contratação de um jogador medíocre, já está tudo de costas voltadas.. é por estas e por outras que não vamos a lado nenhum!! Apoiar Sempre Até ao Último Minuto.. porque o Vitória n...ão é feito de Vendidos nem nunca será!! Carrega Meu Vitória!! Irei apoiar-te sempre Porque gosto do VITÓRIA e não de presidentes, técnicos e jogadores que passam.. os que lá estão têm que ser os Melhores!! Mas quando piorar muito também temos que Agir como é óbvio, mas não agir apenas por causa de uma contratação de um mero empregado é que vamos agir!! Quero é Ganhar e Alegrias!!Sempre Vitória!

Vimaranes disse...

Caro Ricardo, s vitorianos podem-se revoltar contra decisões de quem nos dirige, podem aqui ou ali ficarem desiludidos com o que quer que seja, mas de costas voltadas pelo menos para o clube não ficarão. A troca de opiniões ou a divergência das mesmas não deve ser sinal de que os sócios estão de costas voltadas, será apenas um sinal de que a massa adepta do Vitória pensa e tem opinião e não se deixa levar apenas pela emoção. Quando é preciso discute, quando é necessário apoia.

vitoriadofuturo disse...

O futebol do vitória já está profissionalizado se bem ao mal, não me vou pronunciar. O que é certo é que todos os elementos que trabalham no futebol profissional têm ordenados e são empregados do clube. Agora se são inteiramente profissionais ou não isso já é uma avaliação que quem conhece o clube por dentro pode e deve fazer. Eu sem conhecimento de causa não me vou pronunciar. A ligação entre as camadas jovens e futebol profissional foi um dos factores que em cima foi referido como um dos factores a melhorar. Tudo o resto que falaste ninguém me precisa de dizer. Só não percebe que o nosso departamento de observação realmente começou a funcionar e que já não se fazem contratações á toa. Que existe claramente uma aposta nos jovens de escalões secundários e que existe um filtro para aqueles que queremos contratar. Finalmente no vitória nota-se que existe gente a trabalhar no exterior para nos trazer gente jovem e com qualidade que nos trará sucesso no presente, mas que pensamos já no futuro. Obvio caro amigo Vimaranes que eu nao confio no nosso presidente e que a pergunta que mais me inquieta neste momento é se fizermos uma época boa e houver muito interesse nos nossos jogadores o que vai fazer o nosso presidente? Provavelmente vende tudo por tuta e meia e para o ano estamos a fazer uma nova equipa. Mas como sou uma pessoa que quero o melhor para o vitória acredito que as pessoas aprendem com os erros. Mas no meu blog explicarei este ponto. Como na minha opinião se deve gerir o futebol no vitória e preparar a equipa d ano para ano. Como t disse concordo com algumas coisas e acho que o Sr. José Pereira está no bom caminho, mas não concordo com tudo. No hard feelings Vimaranes. É sempre benéfico para o clube gente com opiniões diferentes e que o teu blog as consiga promover, dentro do bom senso e sem a peixeirada que foi a nossa ultima campanha eleitoral.