Sábado, Outubro 30, 2010

Impreparação

@ Sítio Vitória SC

Os ponteiros já passavam da 1:30 da madrugada, quando João Cardoso deu por finalizada mais uma Assembleia-Geral do Vitória. Cerca de cinco centenas de associados participaram numa reunião magna  pouco concorrida mas que teve pontos bem acesos e intervenções de grande qualidade por parte de associados do clube.

Da Assembleia-Geral propriamente dita e, apesar de longe de ser unânime, o primeiro ponto a ser votado acabou por ser a não admissão de entrada de jornalistas. Pelo menos dos órgãos de comunicação social nacionais, uma vez que os referentes aos locais estiveram presentes, naturalmente. Estranho é que, numa reunião magna que se quis restringir apenas a sócios do clube, tivessem estado presentes funcionários ao serviço do Vitória sem a qualidade de associado.
A retirada da camisola 12 em homenagem aos adeptos do clube foi um dos pontos aprovados sem  grande discussão, ainda que também não unânime mas, acima de tudo com parca explicação.

Mas foi nos pontos mais quentes onde foi notória uma falta de preparação e competência por parte dos órgãos sociais. A intervenção de Luciano Baltar foi, pelo menos, inenarrável, tal a falta de qualidade para responder às questões dos associados. Não saber quais os passes de jogadores vendidos incluídos no relatório e contas foi apenas uma das muitas gaffes cometidas e que levou a maior contestação. Adensado ao facto de não ter conseguido responder de modo convincente a nenhuma das dúvidas colocadas pelos associados, principalmente no que toca à discrepância dos valores orçamentados para os executados, do aumento exponencial do pessoal ou da razão pela qual o passe de Moreno vendido já em Agosto, esteve já incluído neste relatório. A consequência foi uma aprovação do relatório e contas (que requereu inclusive 2ª votação) apenas por uma diferença de cerca de 28 votos, conseguidos pelos próprios votos dos representantes do órgãos sociais do clubes e conselho vitoriano, sendo que a soma dos votos contra e abstenção suplantou largamente os votos favoráveis.

Contudo, se a prestação de Luciano Baltar foi fraca, a de Emílio Macedo não foi melhor. É verdade que declarou todos os valores de transferências, mas foi uma vez mais incapaz de responder a muitas dúvidas colocadas, escondendo-se de novo na vitimização e na transparência que apregoa mais do que executa, e destacando-se pelas habituais gaffes. Relativamente aos negócios acabou por não surpreender ninguém, até porque todos os valores que confirmou já haviam sido noticiados pela comunicação social (era por isto que a CS não podia entrar?):

Sereno = 300 mil euros
Paulo Sérgio + adjuntos = 600 mil euros
Moreno = 400 mil euros
Nuno Assis = 800 mil euros + 25% do passe
Custódio = 100 mil euros
Bebé = 9 milhões de euros, dois quais apenas 5,4 milhões entraram nos cofres do Vitória. O Vitória tinha 70% do passe do atleta, 30% pertenciam ao próprio Bebé e foram adquiridos pela Gestifute por 100 mil euros, condição imposta por Jorge Mendes para mediar o negócio. Além dos 30% do passe, Jorge Mendes levou ainda mais 10% de comissão da transferência, restando ao Vitória, 60% do valor transaccionado.

Finalmente, é inacreditável como o presidente do Vitória desconhece por completo que o sorteio da Liga Zon Sagres é condicionado e em que circunstâncias ocorre esse condicionamento. Mas, pior ainda, foram as justificações apresentadas por João Martins que saiu em socorro de EMS para o voto favorável do Vitória ao atestado de menoridade a que se sujeitou para aceitar estes condicionalismos. Dizer-se que Porto, Benfica e Sporting, não podem jogar entre si nas 5 primeiras jornadas por não estarem preparados é, pelo menos, ridículo. Eles não estão e nós estamos? A justificação do Vitória não jogar em casa ao mesmo tempo do que o Braga por questões de segurança também não colhe. O Vitória nunca deveria ter votado favoravelmente uma proposta que impede o sorteio puro, criando clubes de primeira e clubes de segunda.

Em suma, esta foi mais uma Assembleia-Geral sem grandes novidades. Constatou-se, de novo, a falta de preparação dos dirigentes vitorianos para responder aos sócios, apesar de muitos terem deixado questões bastante objectivas e importantes. As intervenções de Luciano Baltar foram uma autêntica "nódoa", bem como as não respostas habituais do presidente da direcção. Mas não só. O comportamento, uma vez mais, reprovável do presidente da mesa da AG não pode ser deixado de destacar. A exemplo dos antecessores, João Cardoso comportou-se como um representante da direcção do clube, esquecendo-se que é apenas e só o representante dos sócios e que apenas a estes deve solidariedade, quer nos elogios à direcção, quer na justificação para a recusa da petição pela transparência, quer até a responder por Baltar. Mas este é um problema que continuará a existir enquanto que a mesa da AG for eleita ao lado da direcção. Nisto, infelizmente, nada de novo.

17 Comentários:

ingles disse...

para aqueles que dizem que somos unicos aos poucos tende os resultados, menos socios nenos cadeiras vendidas ,nas Assembleia-Geral ja niguen vai,derrapagem nas contas, e os socios vem perder tempo com os jornais. ah direçao do vitoria faz o quer do vitoria acordei ,acordei tai a foder o meu vitoria em deixa esta direçao vender o vitoria ao benfica e aos negocios , e o maluco sou eu

OLIVEIRA disse...

Palhaçada!!

A reunião magna apenas e só, para a família vitoriana pariu um rato. Os seguranças portista e benfiquistas e sei lá se bracaristas.

PALHAÇADA!

vip-franca disse...

Tais despedidos? se os jornaleiros foram postos à porta porque é que lhes estais a contar tudo..

paulo meireles disse...

1º.É lamentavel que após a primeira votação do relatório e contas o presidente Assembleia Geral do Vitoria tenha dito que tinham sido aprovadas por maioria visivel sem contagem e depois constata-mos que se não fossem(nunca vi desde que vou a assembleias )os orgãos socias as contas tinham sido chumbadas e mais se totalizar
os votos contra e abstenção a Direcção levou um chumbo.
2ºO Sr.Luciano Baltar é desde que me lembro e tenho 40 anos de idade e muitas assembleias
nunca vi uma pesssoa tão mal preparada e tendo como secretario geral por incrivel que pareça o presidente Assembleia a defender-lhe as costas.
3º.Toda história que o presidente demorou quase meia hora a explicar a envolvência do negócio bebé deixa-me no minimo intrigado para não ser mais duro, pois um negócio quando é transparente nunca vi uma pessoa que parecia mais aqueles vendedores de porta à porta que tenta vender um produto no minimo duvidoso.(sobre este ponto gostaria de saber da opinião do vimaranes).

Vimaranes disse...

Caro Paulo, relativamente ao que me pede opinião. Antes de mais dizer que, Emílio Macedo só foi "obrigado" a uma explicação tão detalhada, porque leva as coisas ao limite não explicando os negócios no timing correcto e sendo sempre incoerente quando sobre eles é questionado. Do negócio propriamente dito, dizer desde logo que me parece um mau princípio fazer um negócio em que 40% do valor transaccionado vai parar para o empresário. Muito mais quando o empresário chega perto do presidente e o questiona sobre qual o valor que quer por Bebé e EMS assume que ficou "assustado" sem saber o que dizer. Depois o que ficou por explicar é qual a razão do Vitória não ter tentado comprar os 30% do passe que pertenciam ao próprio atleta, uma vez que o valor em causa seriam apenas 100 mil euros (pelo menos foi isso que Jorge Mendes pagou). Depois, parece-me também incrível como Jorge Mendes impõe a condição de apenas mediar o negócio se ficar com os 30% do Bebé mas depois ainda leve a habitual comissão de 10%. Todo o negócio só poderia ser concretizado assim? É possível. Ainda assim, tenho dúvidas que assim fosse feito com outros clubes.
Quanto às propostas que chegaram ao Vitória, fiquei perplexo com uma proposta alegadamente de um clube italiano que prometia 6 milhões de euros e outros 6 milhões depois de uns determinados jogos pela selecção nacional, a pagar a cinco anos sem garantias bancárias.
E há outra dúvida que me ocorre, EMS diz que Jorge Mendes pagou 100 mil por 30% do Bebé. Foram os mesmos 100 mil que Jorge Mendes terá pago ao Vitória para libertar Custódio?
Em suma, o negócio foi explicado por EMS, finalmente, até com muitos pormenores que nem são habituais serem contados. Continuo a achar que há coisas "estranhas" no negócio, mas vamos acreditar que tudo se passou da forma como EMS diz que se passou.

lafuente disse...

Foi uma assembleia geral, com mais do mesmo.O Luciano Baltar, mais uma vez à imagem do passado com uma falta de preparação gritante para responder aos associados.O negócio Bebé foi muito mal contado.Muitos sócios, ficaram sem saber se as transferências do Moreno e Assis entraram realmente ou não nas contas?O presidente da assembleia geral fica sempre do lado da direcçâo e não dos sócios!De realçar positivamente, os associados que interviram muito bem como por exemplo o Luís Cirílo e que deram grandes ideias à direcção no caso as que o Pedro Ribeiro entregou.

lafuente disse...

Em suma falta transparência no Vitória.Quando é que a teremos?Com esta direcção parece-me que nunca infelizmente!

ingles disse...

ah as claques e ass.ta tudo bem para voces ter uma direçao que nem um torneio vai ganhar um torneio, ouvide bem nem um torneio estes senhor na direçao vao ganhar,para quando somos unicos outra vez, nao e com esta direçao tenho a certeza

ingles disse...

Assembleia-Geral um dia vai ser na casa do {milobenfica] cada fez mais menos socios aparecem

jose disse...

Ainda falta muito para as próximas eleições???
Sou Anti-milo...e já estou farto desta PALHAÇADA TODA.
CHEGA DE INCOMPETÊNCIA...

José Ferreira
Sócio do Vitória

Rui Ferreira disse...

5,4 milhões de euros é pouco?
Que me lembre nunca o EMS disse que tinham sido 10 milhões. quem falou em 10 milhões foram os mesmos que ainda a pouco tempo disseram que o braga nos tinha ultrapassado em numero de sócios.
Nem tanto ao mar nem tanto a terra, ja dizia o meu avo...

paulo meireles disse...

Em relação ao negócio Custódio até dá para rir se não fosse vimaranense e nao fosse para lá da morreira, como é possivel o EMS vir mentir aos sócios e dizer que o jogador se portou mal no jogo da Madeira com o nacional e disse-lhe que queria sair, mesmo sendo verdade isto é grave pois a partir desse momento abrimos um precedente grave pois qualquer jogador vai ter com o presidente e diz que quer sair e sai.
mas isso é para quem quer acreditar numa direcção cega, incompetente e que para uns vale para outros mente-se caso Rui Miguel(tambem queria sair?)porque não saiu, foi fruto das pressões à volta do complexo do Vitória?
Meus caros amigos e sócios do Vitória abram os olhos de uma vez por todas não um negócio que se faça com im jogador do Vitória que não suscite dúvidas(assis, moreno,bebé,custódio,toscano), sempre com duvidosas percentagens de um lado e de outro.

ingles disse...

ha que peça estadio cheio ah manha, com esta direçao. Dai-vos por contentes com 11mil nos jogos por esta caminho va-mos para os 9mil,ant-milo e bilhetes de borlas

TG disse...

não revelou foi quanto custaram as compras...do toscano, maranhão...pensei que fosse revelar também o valor das contratações

basturk disse...

O custódio não comemorou os golos do vitoria aquando da ida ao nacional e andava com cara de emburrado. Ele fez pressão para sair e foi bem ido! só faz falta quem quer estar de corpo inteiro.
Qto À assembleia foi das muitas a q já assisti, a que teve uma maior qualidade nas intervenções dos sócios, que não foram falar das batatas fritas q nao podem entrar no estadio ou coisas desse genero. Mostraram-se preparaddos, atentos, informados e com vontade de ser esclarecidos... nesta parte é q vem o senão, a falta de preparação gritante do senhor Baltar que deve pensar que os sócios são uma cambada de idiotas e palermas... ainda bem que foi positivamente enxovalhado pela qualidade das intervenções, demonstrando à evidencia a falta de preparação e de respeito, por ignorância, que esse senhor demonstrou pelos sócios.

basturk disse...

E dizer q 400 pessoas a uma sexta À noite sem nada de muito fracturante ou bombastico na ementa, não me parece pouca gente bem pelo contrário...

lafuente disse...

TG o valor do Maranhão não digo, mas do N´Diaye era importante saber porque a imprensa avançou com um valor a rondar os 400 mil euros o que já é um valor alto para as finanças do Vitória.O Toscano custou 400 mil euros por 50% do passe, agora os restantes 50% se o Vitória os quiser adquirir terá que pagar uns impensáveis 3 milhões de euros.