Quinta-feira, Setembro 30, 2010

Sinais contrários

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A gestão de um organismo faz-se muito de sinais e simbolismos. Liderar um clube de futebol não é excepção. Fazê-lo num emblema com uma carga identitária tão forte como o Vitória, obriga a reforçar a atenção que se dá a esta componente.

Vem isto a propósito das últimas semanas da vida do Vitória. Semanas de sinais contrários. Desde logo, no aspecto desportivo. Porque não é normal passarmos de duas exibições paupérrimas, para três triunfos consecutivos e desses, novamente, para um jogo nada inspirado que valeu a primeira derrota. 

Mas, acima de tudo, no plano da gestão. Olhar para o Vitória das últimas semanas é como analisar um esquizofrénico. Porque, por um lado, continua a incapacidade costumeira na gestão desportiva e no que à transparência diz respeito. Mas, por outro, a mesma direcção, ainda que em pelouros diferentes – e isso não é acaso – dá mostras de traçar o caminho certo para reforçar o poderio desta marca.

Por muito que o início de época galvanizador tenda a escondê-lo, a gestão desportivo vitoriana continua a deixar a desejar. Um sinal negativo. Porque, semanas passadas, ainda não sabemos o valor da venda de Bebé ou da saída de Custódio. Além disso, apesar da magnífica estreia e do inegável facto de ser um belíssimo jogador, não se percebe como pode o Vitória ter esperado um mês e meio por Toscano, depositando nele a esperança de ser o “camisola 10” desejado e, ao fim de 45 minutos, perceber-se que, sendo craque, não é aquela a posição em que mais rende, obrigando Manuel Machado a mais uma adaptação. 

O reverso da medalha tem-nos sido servido pelo Marketing. Onde parece haver, finalmente, uma cabeça que pensa. Até aqui este era um dos sectores mais descurados no clube, mas, finalmente, entra no rumo certo. São disto exemplos as iniciativas lançadas junto das escolas. E, acima de tudo, o protocolo com a CGD, que levou à criação do cartão CaixaVitória. É com iniciativas destas que se fidelizam e atraem novos sócios. Porque não basta gostar – como gostamos – do clube, para continuar, constantemente, a fazer esforços por ele. É destes sinais positivos que se alimenta o crescimento de um clube.

Post scriptum: Na minha última colaboração com o VIMARANES escrevi sobre as minhas memórias vitorianas dos tempos de infância. Dizia, na altura, que um dos meus heróis era Jesus. O guarda-redes do bigode, do peluche e do penálti defendido no Calderón morreu esta semana. Senti um choque e uma tristeza difíceis de transmitir por palavras. Mas o que ainda me custa mais é que o Vitória se tenha limitado a emitir um nota de condolências pobre e oca que em nada faz jus à grandeza do nosso ex-capitão. Mereceu mais atenção a morte de um antigo funcionário que, por muito competente, carismático ou simpático que fosse, não se pode comparar com um dos maiores ídolos deste clube. Mas ainda estamos em tempo de homenagear Jesus convenientemente.

Por Samuel Silva

Quarta-feira, Setembro 29, 2010

Hora D - Canal Guimarães

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O falecimento da grande glória do Vitória António Jesus foi um dos destaques naturais de mais uma emissão do Hora D desta semana. Depois, houve ainda espaço para debater a derrota do Vitória em Coimbra e as cenas de violência policial na bancada destinada aos adeptos do Vitória. Estes são os temas principais da 18ª emissão do Hora D, comigo, com o Ricardo Pimenta Machado, Ricardo Gonçalves e a apresentação de Ricardo Lopes.

Terça-feira, Setembro 28, 2010

Futuro... à lupa

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Jornada azarada para as equipas nas quais o Vitória tem jogadores emprestados,  neste fim-de-semana de futebol. A formação do Lousada foi derrotada em St. Tirso por 1-0 e o Freamunde perdeu na Covilhã por idêntico resultado. Em Portimão, com Renan a voltar a jogar os 90 minutos pelo Beira-Mar, os aveirenses perderam por 1-0.

No Freamunde, nenhum dos jogadores emprestados pelo Vitória foi titular. Marcelo não fez parte dos convocados de Nicolau Vaqueiro, enquanto que Vítor Bastos foi suplente não utilizado, a exemplo do que aconteceu com Ostolaza. Já, Marco Matias jogou os segundos 45 minutos da partida.

Em St. Tirso e pelo Lousada, Assis, Gonçalo e Rafa foram titulares, enquanto que Bruno Alves foi suplente utilizado. Dinis e Cristiano não saíram do banco de suplentes. Fique com a análise individual preparada pelo nosso colaborador César Marques d'O blogue do Lousada.

ASSIS: Cotou-se como um dos melhores em campo na turma lousadense. Com um punhado de grandes intervenções foi adiando o que aconteceu aos 79 minutos, com os locais a chegarem ao tento da vitória, onde o guardião não ficou bem na fotografia. Num livre cobrado na esquerda, o jovem brasileiro hesitou na hora de sair dos postes e quando tentou chegar ao esférico, o central do Tirsense Paulo Sampaio subiu mais alto e cabeceou para o fundo da baliza.

GONÇALO: Inspirado com a recente chamada aos Sub-20, tem-se revelado com um patrão da defesa rubro-negra. Muito rápido no desarme, este central afigura-se como um caso sério no futebol português. No embate com o Tirsense, esteve muito interventivo e não deu muito espaço de manobra aos homens mais adiantados da equipa jesuíta.

RAFA: Titular indiscutível no onze de António Carvalho, lutou sempre que teve a bola nos pés, mas não conseguiu desequilibrar como em jogos anteriores. Com garra e muita raça, não deu uma bola como perdida e efectuou diversas recuperações de bola.

DINIS: Ao que foi possível apurar, o médio vimaranense esteve lesionado desde o final da época passada, iniciou um periodo de recuperação ainda no Vitória de Guimarães, antes de ser emprestado ao Lousada. Nesta jornada, figurou pela primeira vez no banco de suplentes da equipa, mas não entrou.

BRUNO ALVES: Entrou aos 50 minutos para o lugar do criativo Tonanha e deu mais acutilância à equipa. Em diversas incursões ao meio-campo adversário, conseguia criar linhas de passe que, por vezes, gerava perigo junto da baliza adversária.

CRISTIANO LUÍS: Foi suplente não utilizado.

Segunda-feira, Setembro 27, 2010

ESPECIAL ADEPTOS DO VITÓRIA

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ACONTEÇA O QUE ACONTECER, SOMOS VITÓRIA ATÉ MORRER!

VÍDEO - adeptos indefesos foram alvos da PSP

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Homenagem a Jesus (1955-2010)

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A notícia triste do falecimento de uma das maiores glórias do Vitória, não terá passado despercebida a nenhum vitoriano. Por isso, aqui vos deixo uma homenagem merecida em vídeo realizada pelo vitoriano Pedro Ribeiro (Whiteshadow) ao nosso guarda-redes. Obrigado Jesus. Até Sempre!

Actuação policial em Coimbra

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@Enviadas por chega-lhe_lume

3ª eliminatória da Taça de Portugal

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O sorteio desta manhã ditou que o Vitória defrontará no Estádio D. Afonso Henriques o Atlético Clube da Malveira, das 3ª divisão Nacional onde ocupa o penúltimo lugar da Série E. O encontro irá disputar-se no dia 17 de Outubro.

Violência, tumultos e pânico. Porquê?

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E quando nada o fazia prever, de repente instalou-se o caos na bancada afecta aos adeptos que viajaram de Guimarães, talvez uma forma diferente de agradecer aos adeptos que vão sustentando o futebol, ou que fazem número num qualquer estádio - por hábito sem público local em número suficiente para compor, ou disfarçar a razão das suas construções megalómanas, e de custos elevados. Obviamente que me refiro aos sempre presentes adeptos Vitorianos, que, para além das claques, os adeptos do Vitória contam com um número considerável de famílias inteiras, crianças e senhoras que acompanham normalmente a equipa. A continuar com esta repressão policial (porque o caos foi instalado através de uma voz de comando não muito racional e sem pensar nas consequências), muitos adeptos deixarão de entrar nos estádios de futebol. Só para que se saiba, os bares do estádio municipal de Coimbra registaram durante o jogo uma das maiores receitas da época e as bilheteiras do Municipal também.

E num impulso, logo após o 3º golo da Académica, um adepto da equipa da casa que se encontrava (propositadamente) misturado com os adeptos do Vitória, começou a provocar os vimaranenses com palavras menos próprias, algumas pessoas não gostaram e o dito adepto (que não devia estar ali colocado, nem devia manifestar-se daquela forma) foi alvo de insultos e de tentativas de agressão. Num ápice, foi tempo apenas do corpo de intervenção situados junto da pista de atletismo, colocarem os capacetes e correrem para dentro da bancada com os bastões ao alto, logo simultaneamente ajudados por outros agentes que entraram pelas portas de acesso superiores, instalando-se a confusão e correrias de adeptos que fugiam dos mal-intencionados polícias. Uma criança de 8 anos, que estava acompanhada pelos pais, foi a primeira a experimentar a força das bastonadas, o que gerou revolta entre os muitos adeptos do Vitória, que nessa altura arrancaram cadeiras para se defenderem dos actos policiais e retaliarem o gesto irreflectido do agente agressor.

Claro que a dada altura, o chefe da polícia que se encontrava na pista, junto do relvado (local onde observava o trabalho dos agentes) ao aperceber-se que na bancada havia muitas crianças e senhoras indefesas, e depois de saber que uma das crianças tinha sido agredida pelo corpo de intervenção da polícia, mandou cancelar a operação. Depois notou-se algum mau estar e talvez um arrependimento, mas tudo podia ter sido perfeitamente evitado.
Muitos são os casos de pessoas que deixaram de acompanhar o Vitória precisamente por esta razão, a de evitar regressar a casa com traumatismos.

Só me interrogo do porquê daquele adepto provocador da Académica, sentado numa bancada destinada aos espectadores forasteiros. Se os agentes policiais estavam na bancada, muito perto do adepto que provocou durante todo o jogo os Vitorianos, então não se compreende porque razão não foi retirado daquele sector. Ele foi o rastilho e a razão para a carga policial. Quem saiu a perder foram os mesmos de sempre e naturalmente o futebol - que perde espectadores. Até porque não há nenhum espectador que pague para ver um jogo de futebol e em recompensa se habilite a chegar a casa todo marcado pela polícia.
De uma coisa estou certo, os adeptos do Vitoria não são santos nem anjinhos, mas neste caso, não foram os prevaricadores, mas os provocados.

O que aconteceu em Coimbra, foi grave, mas num próximo jogo, com atitudes destas, as coisas podem ter consequências bem mais gravosas. Os tempos da ditadura e das perseguições policiais já lá vão, mas teimam no mundo do futebol e em particular nas deslocações dos adeptos do Vitória em se manter bem presentes. É tempo de reflectir.

BASTA DE VIOLÊNCIA NO FUTEBOL! NÃO AFASTEM OS ADEPTOS DOS ESTÁDIOS.

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Académica 3 VITÓRIA 1 Fotoreportagem

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Vitória de luto

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@Glórias do Passado
Faleceu este Domingo, aos 55 anos, um dos ídolos dos anos 80 e 90 do Vitória. António Jesus esteve 10 temporadas ao serviço da equipa vitoriana, tendo já durante este século feito parte da equipa técnica do Vitória. Jesus, o guarda-redes que faz parte do meu imaginário enquanto vitoriano, faleceu hoje vítima de ataque cardíaco, pouco depois de orientar o jogo do Sp. Espinho frente ao Boavista. O guardião elástico, de bigode, cuja baixa estatura driblava com uma agilidade única, foi seguramente um dos melhores de sempre que terá passado pelo nosso clube. À família enlutada, o VIMARANES endereça as mais sentidas condolências e a Jesus, só resta dizer, obrigado.

Domingo, Setembro 26, 2010

Golo do Vitória em relato

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Foi apenas um golo, não serviu para evitar a derrota no jogo de ontem, mas aqui fica, como habitualmente, a forma como foi relato ontem na Rádio Santiago, o tento obtido por Edgar que na altura deu o empate. O relato foi do Pedro Cunha e a reportagem volante de Abel Sousa.

Golo do Vitória - Edgar [download]
 

Sábado, Setembro 25, 2010

À lei da bomba

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ACADÉMICA 3-1 VITÓRIA (Edgar)

@Maisfutebol
O Vitória perdeu a invencibilidade esta tarde em Coimbra e viu com isso Braga e Académica juntarem-se ao segundo lugar da tabela. Num partida equilibrada, os pupilos de Manuel Machado acabaram aniquilados por força das bombas de Diogo Melo, Sougou e Laionel.

A diferença do resultado acaba por não espelhar esse equilíbrio, e muito menos o facto do Vitória ter tido mais ataques, o mesmo número de remates ou sequer maior percentagem de posse de bola. Mas premeia uma Académica que foi feliz nos remates que fez à baliza de Nilson.

Deveria estar avisado o Vitória da qualidade desta Académica nos remates de fora da área, um veneno do qual já tinham provado Benfica e Naval, por exemplo, mas o que é certo é que sobrou espaço aos três marcadores dos golos para conseguirem os seus intentos.

Depois de uma primeira parte equilibrada e sem grandes ocasiões de golo, o tento  feliz obtido por Diogo Melo já na etapa complementar (bem como a entrada de Rui Miguel) teve o condão de acordar o Vitória, e Edgar a repôs a igualdade apenas 2 minutos após, respondendo a um cruzamento de João Alves. Era um golo importante que permitia ao Vitória voltar a entrar no jogo e tentar chegar à vantagem. E teve ocasiões para isso, a mais flagrante terá sido de Toscano com Peiser a evitar o golo com uma excelente intervenção.

Nessa fase, o Vitória acabou por tomar conta da partida e parecia mesmo capaz de marcar o segundo golo da partida. Contudo e um pouco contra a corrente do encontro, em cima do minuto 80 e quando Manuel Machado tinha acabado de refrescar a sua frente de ataque com as entradas de Pereirinha e Faouzi para os lugares de João Alves e Toscano, Sougou rematou de fora da área para um grande golo.

Restava pouco tempo para o Vitória evitar o empate e daí até final, a Académica acabou por ser capaz de quebrar o ritmo e segurar a vantagem. Vantagem essa que Laionel se encarregou de ampliar já no período de compensação, em mais um grande golo, quando o Vitória estava todo balanceado para o ataque.

Num jogo quase sempre equilibrado, o Vitória poderia e deveria ter feito mais, acabando traído com 3 remates de fora da área que decidiram a partida e para os quais há sempre mais mérito de quem os obtém do que demérito de quem os sofre. Ainda assim, faltou mais agressividade e sobrou passividade na forma de defender dos vitorianos, principalmente nos lances de Sougou e Laionel. Porque, da forma como correu a partida, fica a ideia de que o Vitória poderia ter regressado de Coimbra com pelo menos um ponto.

Derrotados pela primeira vez no campeonato, o Vitória ocupa agora o 4º posto, mas em igualdades pontual com o 2º classificado. Na próxima jornada (dia 4 de Outubro), o Vitória recebe o líder Porto, esperando-se também que possa, num jogo bastante difícil, regressar aos triunfos.

Vitória derrotado em Coimbra (vídeo dos golos)

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O Vitória perdeu a invencibilidade em Coimbra esta tarde, ao ser derrotado por 3-1. Fique com os vídeos dos golos e mais daqui a pouco a crónica da partida.

1-0 Diogo Gomes


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1-1 Edgar


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2-1 Sougou


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3-1 Laionel


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Sexta-feira, Setembro 24, 2010

Imagens do passado. Deslocação a Coimbra

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As fotos que apresentamos hoje são relativas à deslocação do Vitória a Coimbra, nomeadamente ao velhinho estádio Municipal, mais conhecido por Calhabé. Decorria a época 86/87 e o Vitória preparava-se para fazer o 4º jogo num espaço de 11 dias, isto em virtude de estar a disputar também a Taça Uefa.

Disputava-se a 12ª jornada e a equipa de Marinho Peres era 2º classificada com 19 pontos - os mesmo que o Porto, enquanto o Benfica liderava com 21. O resultado do jogo foi um frustrante empate (1-1), com a Académica a marcar primeiro (aos 16m) por Quinito e Cascavel a marcar pelo Vitória (aos 28m).

Neste jogo, tal como acontece nos dias de hoje, o Vitória contou com o forte apoio de milhares de Vitorianos que se deslocaram a Coimbra, nos quais se encontravam as claques da altura. Os fundadores (foto1), ocupavam a bancada norte, enquanto na bancada sul os conquistadores e juvi transmitiam apoio e confiança ao Vitória (foto2). Uma boa parte da bancada poente era também preenchida por Vitorianos.

Amanhã não estarão tantos Vitorianos em Coimbra, mas ainda assim não serão menos de 3000. O resultado do jogo, prevê-se que seja bem melhor…

O olhar do... adversário

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Escrever sobre um jogo contra um rival histórico com o qual há relações mal resolvidas nunca é fácil sem as normais "provocações" ao outro lado. A colaboração de hoje, a quem agradecemos, vem do João António do blogue academista Académica Sempre. Os nossos desejos são os mesmos do adepto da equipa de Coimbra, que seja um grande duelo, dentro e fora das quatros linhas.


Jogo verdadeiramente grande neste Sábado, dia 25 de Setembro, pelas 17h no Estádio Cidade de Coimbra. Este jogo entre os actuais 4º e 2º classificados não será anunciado em nenhum noticiário televisivo e certamente não terá qualquer referência nas capas dos vários pasquins diários, mas para aqueles que não são meras marionetas da sociedade, este 109º duelo oficial e luta pelo 2º lugar é um verdadeiro clássico do futebol Português.

Académica de Coimbra e Vitória de Guimarães serão 2 dos 4 verdadeiros grandes do futebol em Portugal, juntamente com V.Setúbal e Sp.Braga (agora que Belenenses e Boavista foram arruinados). Estas 4 equipas, todas com cerca de 60 presenças nas 77 edições da Primeira Liga, em qualquer outro país teriam condições para ter uma enorme falange de seguidores enchendo todos os estádios por onde passassem. Porém, num Portugal desenhado para 3 estarolas, 95% da população é induzida a apoiar a cidade de Lisboa ou os seus rivais do Porto, mesmo que ponham em causa as suas próprias origens. É por isso um orgulho ver que ainda existem equipas que sem 1 único minuto de tempo de antena conseguem movimentar um grande número de adeptos genuínos que não são apenas zombies apoiantes de 3 estarolas conduzidas pela imprensa Portuguesa. Neste aspecto, há mesmo que dar os parabéns V.Guimarães que é provavelmente o maior exemplo de sucesso. Lamentavelmente, em todos estas décadas de clara evolução do ciclo vicioso dos 3 estarolas, nunca surgiu uma união entre estes clubes que se dedicasse a combater os seus verdadeiros rivais, não eles próprios mas sim Benfica/Porto/Sporting.

Há que referir que para os adeptos da Briosa é no entanto difícil de evitar uma rivalidade especial para com o V.Guimarães, originada na época de 1987/88 devido ao famoso caso N’Dinga, uma fraude impune que iria injustamente empurrar a Académica para a 2ª Divisão por quase uma década. O V.Guimarães é por isso, não dá para esconder, a equipa que os adeptos da Briosa mais apreciam ver perder logo a seguir aos 3 estarolas, sendo que cada vez que a Académica ganha ao V.Guimarães essa vitória tem também um especial sabor de vingança… Este facto aliado ao vitória ter um treinador mal-amado em Coimbra e de estar em disputa um 2º lugar irá movimentar mais adeptos da Académica ao estádio, o que juntamente com a enorme presença de Vimaranenses esperada irá certamente proporcionar um belo ambiente nas bancadas.

Neste confronto, a Académica que está a fazer o melhor início de época desde há muitos anos irá encontrar um V.Guimarães moralizado por 3 vitórias consecutivas. A Briosa tem mostrado alguma irregularidade, com fracas exibições intercaladas por grandes momentos de futebol, mesmo quando reduzida a 10 jogadores como já aconteceu em 2 ocasiões. As fracas arbitragens poderão também ter condicionado melhores resultados. No entanto, com um GR com provas dadas, uma defesa estável, um meio-campo renovado e o 2º melhor ataque da Liga, Jorge Costa tem mostrado que podem surgir bons resultados. Quanto ao Guimarães, pelo menos nos últimos 10 anos nunca conseguiu 4 vitórias consecutivas. Já no que diz respeito aos últimos 10 confrontos em Coimbra, a Académica detém 5 vitórias, 4 empates e o Guimarães apenas 1 vitória. Prognósticos?... Difícil, tal como para o patrocinador oficial de ambos, betclic: 2.6 para a Briosa, 3.0 para o empate, 2.6 para o Vitória.

Sendo um adepto 100%Briosa, poucas são as coisas que dão mais prazer neste mundo do que ver a Académica ganhar. Mesmo assim, aqui deixo uns sinceros votos que este seja um bom e justo duelo, que ganhe o melhor, que não haja árbitros medíocres ou artistas, e que nas bancadas as nossas e vossas vozes sejam acima de tudo um hino aos verdadeiros Grandes de Portugal.

Por fim, só para apimentar, não posso deixar de convidar todos os adeptos do Vitória a visitarem o Mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra, onde o vosso ídolo desejou ter a sua morada eterna!...

Saudações!

@Colaboração de João António do Académica Sempre

Quinta-feira, Setembro 23, 2010

Entrega dos emblemas de 25 e 50 anos (Fotoreportagem)

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Foram entregues ontem à noite os emblemas de 25 e 50 de filiação ao Vitória. Na cerimónia a direcção vitoriana homenageou ainda Custódio Garcia e Daniel Barreto. O plantel do Vitória, bem como o presidente da AF Braga, Carlos Coutada e ainda o presidente da Liga de Clubes Fernando Gomes, marcaram presença na comemoração do 88º aniversário do clube. Fique com a reportagem Fotoguima do jantar comemorativo. A todos os sócios homenageados o VIMARANES endereça os mais sinceros parabéns.

Quem me dera ser o sapinho surdo

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Por força da actividade profissional, raros são os momentos, em cada temporada, em que me posso dar ao luxo de assistir aos jogos do Vitória desde a Bancada Nascente, onde ocupo o meu religioso lugar anual. Confesso que já me senti mais angustiado e triste por não o poder ocupar mais vezes do que aquelas que pretendia e que manifestamente são possíveis. Confesso que, cada vez mais, prefiro sofrer lá em baixo, no relvado. Só mas não abandonado, porque aí 'tenho' os meus ouvintes, que comigo partilham os meus desabafos sem que no imediato me cheguem quaisquer protestos ou lamentos – pelo menos no imediato...

Confesso que cada vez tenho menos paciência e predisposição para assistir aos jogos na Bancada. Fiquei demasiado susceptível, porventura. A verdade é que a minha paciência ameaça chegar ao limite e remeter-me definitivamente para um casulo, onde ninguém interfira com um prazer que eu julgava poder partilhar. Não posso mais. Prefiro gozá-lo a sós, sorvê-lo a sós, sofrê-lo a sós...

As adjectivações, já se sabe, são sempre relativas, como tudo na vida é relativo. Dizer que somos a melhor massa associativa do mundo é um pouco como dizermos que os nossos filhos são os mais bonitos de todos, os mais inteligentes, os melhores. Não sei se tenho razão ou não – lá está, tudo é relativo – mas uma coisa me parece certa: pela amostra de sócios que ficam à minha volta na Bancada Nascente, devemos ter a massa associativa mais desesperante e impaciente de todas. Se isso também contribui para fazer dela a melhor do mundo, fico por saber.

Confesso que já não aguento mais. Um simples passe que sai desorientado; um pontapé de baliza que sai pela linha lateral; o simples facto do adversário ultrapassar a linha de meio-campo e se aproximar da nossa baliza; uma oportunidade de golo perdida; as opções iniciais do treinador; as substituições operadas pelo treinador e aquelas que ele não fez e devia ter feito – uma dúzia, no mínimo, por jogo; a protecção a um jogador que caiu no goto e que pode cometer os erros que 'quiser' sem ser crucificado; a 'pena' de morte aplicada sistematicamente a um jogador que não caiu no goto e que, jogue bem ou mal, nem sequer devia ali estar; o speaker que fala demasiado baixo ou demasiado alto; o speaker que não berra o suficiente os golos do Vitória (…). Tudo serve para criar um ambiente verdadeiramente desesperante, que não raras vezes é transmissível para o interior do relvado, porque infelizmente os jogadores e treinadores não são o sapinho surdo. Como também não o sou, confesso que não aguento mais. Prefiro sofrer sozinho.

Nota: e isto, felizmente, está a correr sensacionalmente bem. Nem quero imaginar o cenário se correr mal...

História do sapinho surdo: um dia foi organizada uma corrida de sapinhos, que tinham de subir uma escada. O primeiro concorrente subiu alguns degraus, mas logo o povo berrava que ele não conseguiria chegar ao topo, que ficaria inevitavelmente cansado. Assim foi. O primeiro, o segundo, o terceiro sapinhos desistiram... Até que um outro sapinho foi subindo a escada, degrau a degrau, até chegar ao topo, independentemente do povo gritar alto e bom som que ele não conseguiria atingir o objectivo. A verdade é que conseguiu. Sabem porquê? Porque era surdo.


Por Abel Sousa

Quarta-feira, Setembro 22, 2010

Hora D - Canal Guimarães

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A emissão semanal do programa Hora D, do Canal Guimarães, está já disponível. O excelente arranque do Vitória, as declarações de Pinto Brasil e a polémica conferência de imprensa de Vítor Pereira foram alguns dos temas em destaque esta semana.

Direcção responde

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É assim o futebol português...

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@Diário de Notícias

Depois da palhaçada que foi ontem a conferência de imprensa de Vítor Pereira, tem razão Emílio Macedo em reagir, referindo que o presidente da comissão de arbitragem tem agora obrigação de analisar os lances dos 16 clubes em prova. Depois da triste figura a que se prestou, curvando-se perante o Benfica, Vítor Pereira demonstrou uma vez mais que os responsáveis do futebol português continuam a responder apenas pelos três ditos grandes. Porque, tal como referiu o presidente vitoriano, ninguém ouviu Vítor Pereira depois do escândalo que foi o jogo em Braga na época passada, como não ouviu a sua opinião sobre, por exemplo, a grande penalidade que ficou por marcar sobre João Ribeiro esta jornada. Como nunca ouvimos o presidente de qualquer comissão de arbitragem vir a terreiro defender que o Benfica ou outro dito grande é invariavelmente beneficiado nos encontros frente ao Vitória. Este é, afinal, o futebol português. O futebol de Vítor Pereira, de Madaíl, de Amândio e de outros tantos. Preparemo-nos, pois. A partir de agora (e como habitualmente), não vai chegar ser melhor do que o adversário.

Cerimónias 88º aniversário do clube

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As cerimónias dos 88 anos de vida do clube tiveram início esta manhã com o habitual hastear da bandeira. pelo sócio nº1 Egídio Pinheiro. Fique com a reportagem FotoGuima do momento simbólico.