quarta-feira, julho 20, 2011

Vamos cantar os parabéns a você. É no dia 25!



Em conformidade com a mais antiga tradição que se conhece, Afonso Henriques nasceu em Guimarães, em 25 de Julho de 1111. E também de acordo com esse critério de verdade que deve respeitar-se à falta de documentos fidedignos, foi em 25 de Julho de 1139 que venceu a Batalha de Ourique, no dia em que completava 28 anos. Foi essa a primeira vez em que se auto-proclamou Rei de Portugal.

Guimarães e o País se tivéssemos uma cultura atenta aos factos mais relevantes da historiografia nacional, teriam iniciado há meses, as celebrações que dois factos tão relevantes mereciam.

Mesmo que não fosse este o ano dos nove séculos do nascimento do Rei Conquistador, a data seria para celebrar com a dignidade que o Pai da Pátria merece.

Face ao incompreensível silêncio das instâncias nacionais, regionais e locais, um grupo de cidadãos da sociedade civil, constituiu-se em Comissão promotora e delineou um programa sem custos para o erário público, a condizer com a crise financeira que o país vive.

Esse programa tem a colaboração das Três Juntas de Freguesia da Cidade: S. Paio, Oliveira do Castelo e S. Sebastião.

Na véspera, dia 24 (próximo Domingo), terá lugar no Histórico, um jantar medieval a partir das 20 h, aberto a quem se queira inscrever, seja ou não vimaranense. O participante terá direito a um prato e a uma caneca, com a inscrição alusivas à histórica data, cujos preços estão incluídos no valor do jantar (30 euros).

Durante o repasto actuará no recinto envolvente um grupo de teatro de Rua sob a direcção do Prof. Fernando Capela Miguel e do qual fazem parte vinte e cinco artistas amadores.

O dia 25, por coincidir com um dia de semana, terá o seguinte programa: às 18 h romagem até à Estátua do Rei Fundador, (da autoria de Soares dos Reis), onde ao toque de uma secção de Bombeiros Voluntários da Cidade, será colocado pelos três Presidentes da Juntas da urbe Afonsina, uma coroa de flores, em nome dos cidadãos anónimos que, sem olharem as ideologias partidárias, aos ziguezagues dos historiadores profissionais e ao lamentável esquecimento da cultura institucional do Estado, fazem questão em evidenciar o seu saudável patriotismo.

Aí serão ditas algumas palavras alusivas ao acto que se deseja ordeiro, respeitoso e, sobretudo, digno do momento e do local.

Na Igreja da Senhora da Oliveira, situado onde Mumadona Dias mandou construir o primitivo Mosteiro, será celebrada Missa solene, pelo D. Prior, Mons. José Maria Lima de Carvalho que na homilia invocará tão simbólico momento.

Pelas 21,30, na Sede das Juntas de Freguesia da Cidade, situado no Centro Comercial de S. Francisco, será apresentado o Livro: Afonso Henriques – 900 ano (1111-2011).

Esse livro vem na sequência de um outro que teve duas edições esgotadas e que saiu em Junho de 2009, com o título de «Afonso Henriques um Rei Polémico, procura debater o conflito institucional entre o Jornalismo de Investigação e a Historiografia científica.

Foram esses dois mil exemplares, que logo esgotaram, a causa directa da travagem que a Comunidade Cientifica teve de fazer, quando a Presidente da Academia de História, em 16 de Setembro de 2009, desdisse em Viseu, no decurso do «Congresso Internacional sobre Afonso Henriques», o que tinha dito numa entrevista à TSF, em 27 de Janeiro desse ano. Tendo afirmado em Janeiro que nunca ouvira falar na teoria de Viseu, sete meses depois, perante os ecrãs televisivos e radiofónicos, ganhou tal ênfase que até se prontificou para patrocinar um Conselho Científico que decidisse ordenar ao Ministério da Educação a troca de Guimarães por Viseu. Segundo essa dirigente, onde até agora apareceu «Guimarães, 1111» deveria passar a dizer-se: «Viseu, 5 de Agosto de 1109». E foi tal a sua força científica que logo coordenou a «Colecção Reis de Portugal», apondo no I volume da sua autoria: « Em Agosto de 1109, muito provavelmente em Viseu, nascia um menino a quem seus pais deram o nome de Afonso».

O Prof. José Mattoso que entretanto fora, indevidamente, envolvido nessa brusca teoria, ao ser usado um parágrafo do seu livro «Biografia de Afonso Henriques», em que admitia alguma verosimilhança à teoria de Almeida Fernandes, veio a público, em 14 de Dezembro, demarcar-se desse uso e abuso, repreendendo: as Câmaras de Guimarães e de Viseu pelo aproveitamento eleitoral; os historiadores profissionais que logo coordenaram e editaram livros de História contemplando como verdadeiras essas excrescências historiográficas; e ainda alguns jornalistas que se colocaram ao serviço da nova doutrina que violava e violentava, esses meros palpites.

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