sexta-feira, outubro 28, 2011

Assembleia-Geral


Infelizmente para todos nós, temas nos têm faltado para abordar. Contudo, hoje serei breve naquilo que escolhi para comentar. E numa noite de Assembleia Geral o assunto não poderia ser outro.

As contas que serão apresentadas mais logo, já se sabe, não são famosas. Especialmente porque no último ano, o clube fez os maiores encaixes da sua história e não se viram traduzidos em resultados financeiros nem sequer desportivos. O ambiente em torno da direcção não é por isso o mais favorável – o último lugar na Liga elevou ainda uma animosidade que não é nova – mas os vitorianos têm, na minha opinião claro, de conseguir separar o que esta noite se vai efectivamente discutir. Boas ou más, as contas são estas e não há volta a dar. Um eventual chumbo não as alterará. Poderá é retirar a pouca margem de manobra que o actual elenco ainda dispõe. Percebo que muitos possam achar que esse é o caminho a seguir, até porque, à lei dos estatutos, um hipotético segundo chumbo faria a direcção cair, mas entendo que esta não é a reunião certa para esta solução. Se a ideia de um grupo de sócios for avante – onde andam as 120 assinaturas? - e convocar uma AG extraordinária, aí sim os sócios devem escolher um de dois caminhos.

Hoje, porém, entendo que as contas devem ser aprovadas. O voto favorável não impede, contudo, que as críticas se façam. Mas que se façam dentro dos limites e do respeito que uma instituição como a nossa merece. Não faltam exemplos de reuniões, também num passado recente, que em nada nos dignificaram enquanto sócios. Se exigimos, e muito bem, que quem nos representa saiba honrar o símbolo que nos move, também nós devemos dar o exemplo.

Para terminar este breve texto, provavelmente muito mais haveria para dizer amanhã, devo dizer que aguardo com alguma expectativa para ver quantos dos críticos e putativos candidatos aparecerão e de que forma - se é que o pretendem fazer - usarão da palavra. Mais do que mandar uns bitaites na comunicação social é preciso que se mostrem aos sócios, no local certo, eles e as ideias e propostas.

Por Pedro Cunha

5 Comentários:

Saganowski disse...

Se ao menos houvesse uma oposição de rosto visível, coerente e com ideias, a AG desta noite seria bem mais interessante e não um mero exercício de perda de tempo, que no caso do Vitória não nos podemos dar ao luxo de perder!

O Vitória precisa de sair desta situação tanto desportiva como financeira o mais depressa possível.
Haja vontade...e vontades!

28/10/11 10:33
José Manuel (Nelo) disse...

Pinto Brasil e a sua lista vão estar presentes e intervir. Há quem aposte que Pimenta também, mas ontem confirmaram-me que não. Contudo....

28/10/11 10:45
Vitoria Maior disse...

O necesário é esta direcção cair.

Sabemos que infelismente as contas são estas, se for necessário chumbar as contas duas vezes para a direcção cair, devemos então faze-lo.

Não mudar significa que está tudo bem, relembro que quando o Vitoria estava na 2ª liga, só com a alteração da direcção é que conseguimos melhorar os nossos resultados e conseguir a subida.

Quando entrou o presidente (muito mau presidente) Milo o Vitoria estava a meio da tabela.

Milo rua, não amanhã, já hoje.

28/10/11 10:55
Filipe disse...

Com o dispositivo de segurança que está a ser montado vai ser difícil não haver desacatos. Depois dizem que a culpa é dos adeptos...

28/10/11 12:49
Miguel Silva disse...

deixo aqui algumas reflexões/questões sobre a situação financeira do nosso VSC:

1. Para cada época desportiva existe 1 proposta de orçamento e respetivo relatório de contas. Estes 2 documentos são sujeitos à aprovação dos associados em Assembleia Geral. Pergunto: Se o relatório de contas não segue nem respeita a proposta de orçamento então para que serve este último? E para que serve a sua votação? E se o relatório de contas tem que ser aprovado pois reflete operações financeiras já realizadas e, consequentemente, não podem ser desfeitas, então para que serve a sua votação e aprovação por parte dos associados? Não deveria o relatório de contas refletir o respetivo orçamento previamente aprovado? Porque é que as Direções democraticamente eleitas não são sujeitas a seguir escrupulosamente o orçamento previamente proposto e aprovado pelos associados? Afinal qual é o papel e relevância dos associados na vida financeira do Clube? Na verdade, esse papel resume-se a… nada!!!
2. O inicio das 2 últimas mudanças de Direção (Pimenta Machado – Vítor Magalhães e Vítor Magalhães – Emílio Macedo) teve 1 fator comum – realização de uma Auditoria Financeira ao Clube - e uma conclusão comum – urgência em controlar e reduzir o passivo das contas do VSC. Mediante esta conclusão, então porque razão é que a direção atual, perante uma oportunidade única para concretizar uma redução do passivo (encaixe financeiro de € 7 Milhoes em vendas de activos) optou por agrava-lo ainda mais? E qual a legitimidade desta ação? De forma a legitimar a opinião da direção em investir tal encaixe em ativos em vez de reduzir o passivo, não seria recomendável levar à discussão e aprovação dos Associados em Assembleia Geral Extraordinária? E se, na altura da apresentação de cada Proposta de Orçamento, ficasse aprovada pelos Associados uma percentagem fixa a utilizar em investimentos no caso da venda de ativos? Não seria mais transparente?
3. Desde 2004 que não se regista aumento de Departamentos, infra-estruturas, fluxos nem de praticantes (entenda-se praticantes de futebol pois é suposto as restantes modalidades serem autónomas e até “auto-suficientes”). Então a que se deve o aumento galopante de funcionários registado pela direção atual?
4. Não tendo aumentado as “necessidades” do clube (fundamentado no ponto anterior) e tendo até diminuído a oferta de produtos VSC (ao contrário da prática dos ditos “grandes Clubes” acabaram com licenciamentos de produtos VSC e, consequentemente, com os respetivos licenciados fornecedores), porque razão e especificamente em que é que aumentou a rubrica FSE no Relatório de Contas 2010-2011? Se a direção é, de facto, defensora da transparência das Contas do VSC não seria melhor, e até recomendável, proceder a um “concurso público” para as principais necessidades de fornecimento de serviço externo? Assim estaria salvaguardado qualquer suspeita de “favorecimento” ou “compadrio” para benefício singular em detrimento do desejado favorecimento da coletividade em si.

São algumas reflexões que me inquietam e que achei que deveria partilhar com os restantes Associados/Aficionados do VSC.

28/10/11 19:38