quarta-feira, novembro 02, 2011

Longa se torna a espera


Alguém explique a Emílio Macedo da Silva que o seu tempo no Vitória acabou. O chumbo das contas é a machadada final na credibilidade desta direcção. A forma inexplicável como os resultados financeiros do Vitória derraparam no último ano foram esmagadoramente reprovadas pelos vitorianos e de pouco servem as explicações com que os poucos que ainda apoiam esta liderança têm tentado maquilhar a situação. Os sócios disseram Basta!

Ninguém tolera mais os desvarios da política financeira nem o desacerto da política desportiva que Emílio Macedo da Silva personifica. As declarações do ainda presidente do Vitória na fase final da AG e no final da mesma aos jornalistas mostram bem o seu desnorte. Considerar que o chumbo das contas se deve ao mau momento desportivo do clube é apenas a tentativa de atirar areia para os olhos de uns quantos. Aquilo que se assistiu na última sexta-feira no pavilhão do clube foi claro: as contas demonstram uma orientação para o clube que não satisfaz os vitorianos.

Quando o ainda líder diz que vai a tempo de resolver o passivo do clube mostra apenas o seu desnorte. Se num ano de receitas extraordinárias – diria mesmo históricas – para o clube conseguiu aproximar-nos ainda mais da bancarrota, seria preciso vender os dedos e os anéis para que a falta de ideias de Emílio Macedo da Silva e da sua direcção resolvesse alguma coisa.

A esta desorientação financeira, junta-se a desportiva – sobre a qual já tenho escrito e de que os últimos dias do mercado de contratações foram particularmente paradigmáticos, com dossiês como o de Edgar.

Se dúvidas restavam sobre o fim do prazo de validade desta direcção, a confirmação foi dada escassos dias depois pelo próprio Emílio Macedo da Silva quando não se sentou na tribuna do estádio D. Afonso Henriques no jogo frente ao Rio Ave. A importância do jogo para sacudir a pressão que se abate sobre a equipa era clara. Isso viu-se pela forma como o golo tardio de Nuno Assis foi festejado dentro e fora do relvado. E o que fez o líder vitoriano? Virou as costas a essa pressão, abandonando aqueles que devia liderar num momento complicado.

Era já isto suficiente, quando surge uma das mais castiças personagens do universo vitoriano em acção. Luciano Baltar, o homem das contas, o mesmo que tinha pressionado de forma lamentável os vitorianos para a aprovação de um documento que o devia envergonhar enquanto gestor, comenta a Assembleia Geral. E o que diz esse vice-presidente à Rádio Fundação? Pouca coisa, na verdade, uma vez que se limita a insultar os adeptos vitorianos. O caminho errado, portanto.

Se querem mesmo fazer parte da solução, afastem-se. Abram alas para um período de discussão do futuro do Vitória em que possam aparecer propostas novas, coerentes, consistentes. Este é o momento certo para um debate capaz de refundar o clube e voltar a colocá-lo no trilho do sucesso. Com estes líderes não vamos lá. E enquanto eles não saem, longa de se torna a espera.

Por Samuel Silva

5 Comentários:

Tozé disse...

Para quando a entrega das assinaturas ao Presidente da Mesa da AG? Esta direcção tem de cair o mais rápido possivel.

2/11/11 17:57
Pedro H. disse...

Esse titulo fez-me lembrar uma musica: http://www.youtube.com/watch?v=rvnk13Ps3kE

2/11/11 19:38
Samuel Silva disse...

Foi precisamente essa a inspiração, Pedro. :)

2/11/11 20:58
Romano disse...

Não concordando como é óbvio dos muitos erros que pratica Emílio Macedo é claro que se o Vitória estivesse em 2 ou 3 lugar as contas eram aprovadas...disso não tenho duvidas.

2/11/11 22:32
iur.vsc disse...

Caros Vitorianos,

Já viram as declarações do Luciano Baltar no sítio oficial do clube? Simplesmente ridículo. Após a triste figura na assembleia e as não menos tristes declarações à Rádio Fundação, somos brindados com este pedido de desculpas. São equívocos a mais Sr. Luciano. Até me envergonho de ter semelhante peça como vice do nosso clube.

3/11/11 09:18