Terça-feira, Maio 31, 2011

Que Vitória para 2011/2012?

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É mais a contra-informação do que a informação. São mais as saídas faladas do que as entradas confirmadas. Nesta altura, reforços confirmados há apenas o médio Leonel Olímpio e o defesa Defendi, ambos brasileiros e ainda o extremo Paulo Sérgio. Ainda que o marroquino El Adoua, o brasileiro Juliano Spadacio ou até o avançado João Silva, estejam segundo a imprensa “na calha”. E faltando saber que jovens jogadores integrarão o plantel, sendo que Dinis, Gonçalo Silva e Rafael, pela época realizada, ao serviço do Corunha B e Lousada respectivamente, serão provavelmente aqueles que mais condições terão para assegurar um lugar.

Depois há as saídas, estas mais difíceis de adivinhar atendendo às constantes movimentações do mercado. Ainda assim, Lionn e Renan Garcia estão confirmados no Cluj, enquanto que Flávio, Jorge Ribeiro, Douglas, William e Tony também não farão parte do plantel. Depois, há as possíveis vendas, com a hipótese de saída de N’Diaye, João Paulo, Bruno Teles, Targino ou Rui Miguel, quatro jogadores muito utilizados por Manuel Machado.

Por isso, lanço este post para debatermos as necessidades do actual plantel e as possíveis entradas e saídas.
Que sectores necessitam de reforços? Que jogadores gostariam de ver no Vitória? Quais os jogadores dispensáveis? Quais aqueles que o Vitória não deverá deixar sair? Com Nilson provavelmente ausente entre Janeiro e Fevereiro na CAN (face à estranhíssima naturalização pela selecção do Burkina Faso) necessitará o Vitória de reforçar o sector? Ou um ex-júnior (ou mesmo os até agora emprestados Serginho e Assis) serão o bastante para fazer concorrência a Douglas? E na lateral direita? O jovem mais internacional de sempre pelo Vitória João Amorim merece uma oportunidade para concorrer com Alex? Ou será necessária outra alternativa? E que reforços para o eixo central, para o meio-campo ofensivo e para o ataque?

Deixe na caixa de comentários as suas apostas para o Vitória 2011/12, numa temporada em que o Vitória terá pela frente final da Supertaça, Liga Europa, Taça de Portugal e da Liga e o Campeonato.

Obrigado, Flávio

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@Guimarães Digital
Não escrevi nada sobre o final de carreira de Flávio Meireles, porque estive à espera da sua confirmação oficial. Agora que a mesma surge, resta-me agradecer o profissionalismo sempre demonstrado por um jogador que se tornou num filho da terra e num dos símbolos do Vitória. A sua "integração na equipa técnica", com funções ao nível do "scounting e da observação dos adversários" é uma boa notícia, de um elemento que pode continuar a ser importante também pela transmissão da mística vitoriana aos jogadores que chegam ao Berço. Boa sorte para as novas funções, capitão!

Notas Vitorianas

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1. Foi hoje confirmada oficialmente a transferência de Douglas para o Sporting CB. Nenhum novidade. A notícia já tinha sido avançada em Fevereiro, precisamente no dia do encontro relativo à 1ª mão das meias-finais da Taça de Portugal. Não foi um timing inocente como Manuel Machado fez questão de referir na altura e apenas veio comprovar aquilo que há muito estava à vista de todos, a falta de carácter do responsável pelo clube rival com quem Emílio Macedo dizia ter um "acordo de cavalheiros". Este caso, anterior ao corte de relações entre os dois clubes, deixou uma vez mais claro que Emílio Macedo e seus pares foram, de novo, gozados e ultrapassados sem qualquer reacção, voltando a perder um jogador que saiu caro ao Vitória (300 mil euros + ordenados por um atleta que em termos desportivos pouco ou nada acrescentou), já depois de ter deixado sair Custódio que seguramente teria lugar no plantel vitoriano. Relativamente a Douglas, não está em causa até o valor desportivo do atleta que em 3 épocas em Guimarães, marcou apenas 5 golos para o campeonato e disputou somente 32 partidas (com lesões prolongadas pelo meio), mas sim o modo como uma vez mais se deu esta saída. Claro que nunca ficaremos a saber se Douglas não conseguiu melhor por falta de oportunidades ou se por demérito seu, mas como vitoriano espero sinceramente que tenha no rival, o mesmo sucesso que teve por cá... nenhum. Quanto a Emílio Macedo, bastará que pense na oportunidade flagrante para contratar um jogador ao rival e a razão que alegou para não o fazer. Basta de incompetência, presidente!

2. Ainda agora terminou a temporada, mas já estamos a cerca de 20 dias do início da nova pré-temporada. Já há jogos agendados como poderá confirmar no quadro ao lado, numa temporada que terá jogos oficiais já no final do mês de Julho com a pré-eliminatória da Liga Europa (o Vitória será cabeça de série) e uma final para disputar no início de Agosto. É preciso planear bem a temporada para não suceder o mesmo que na última temporada em que o Vitória participou nas competições europeias.

3. Isto, num momento em que se fala demasiado em saídas do actual plantel e se teme uma verdadeira revolução no mesmo, quando se esperavam apenas pequenos retoques na actual estrutura base da equipa. Pior é quando se fala na aquisição de jogadores de 30 anos, com supostos contratos de 3 anos, e parece ser intenção da actual direcção vender jogadores com grande margem de progressão e influentes na actual equipa como são Rui Miguel ou Targino, já depois de ser ter "despachado" jogadores promissores como Renan e Lionn a troco de quase nada. Ou então, depois de se ter pago meio ano a um lateral que agora deverá reforçar a Olhanense. Política desportiva, precisa-se!

4. Uma ultima referencia para as modalidades amadoras. O Kickboxing vitoriano esta de parabéns pela conquista do tetracampeonato nacional. No voleibol do Vitoria, a escolha de Luís Resende como treinador parece ser um bom sinal para a próxima época, com um Vitoria de regresso à luta pelos títulos nacionais.

Domingo, Maio 29, 2011

The best fans in the world - Vitória SC

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Fácil e ser-se adepto de quem ganha. Nós somos do Vitória por paixão e devoção

Quinta-feira, Maio 26, 2011

Merecemos mais!

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Somos mais do que alguma vez nos atrevemos a imaginar ser, e talvez capazes de tudo o que sempre sonhamos. [Gregg Braden in Código de Deus]

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Nota: Fui a ler este livro na viagem para o Jamor, no passado domingo e nunca estas palavras fizeram tanto sentido. Está na hora de escolhermos um rumo e percebermos que com esta massa associativa tudo é possível, haja competência e ambição para usar a força que só ela tem!

Fazer contas à vida

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Terminada que está a época é altura de fazer contas à vida e meditar sobre algumas questões.
Manuel Machado abraçou um projecto que visava a participação numa prova europeia através da conquista de um dos cinco primeiros lugares da Liga. 

Ora, no que ao campeonato diz respeito, feitas as contas finais é verdade que esse objectivo foi cumprido, mas outros dois, assumidos por Manuel Machado a nível pessoal foram falhados. A obtenção 25 pontos no final da primeira volta e 50 no final da prova, o que nos garantiria a 3ª posição.

O último lugar dos cinco a que éramos candidatos não me satisfaz em absoluto e deixa-me mesmo com algum amargo de boca. A falta de ambição foi notória em determinados momentos da temporada.
A Taça de Portugal era outra das alternativas; conseguida a almejada presença na final frente ao 1º classificado, resolveu-se o objectivo Liga Europa atempadamente.

A ilusão era muita entre a família vitoriana na conquista do troféu, mas mais uma vez a equipa não esteve à altura. E não serve de desculpa o adversário ser apenas e só a melhor equipa do campeonato. Encaixar seis golos, mais a mais da maneira que os mesmos surgiram é impensável, até porque o Vitória tinha ambições legítimas em ganhar o troféu.

Sinto-me tentado a perguntar se Manuel Machado, por quem tenho consideração, é opção para a próxima época? E Manuel Machado quererá continuar a treinar o Vitória?

No plano gestionário, aparentemente os números indicam um saldo positivo, mas nunca é de fiar, até porque enquanto não for feito o anuncio oficial do exercício através do relatório e contas…
Com um encaixe financeiro avultado no inicio da temporada porque teve Ricardo de ser vendido a meio da época?
Quanto ao resto, podia também referir a falta de uma voz de comando em alturas cruciais, quando outros tentaram denegrir a imagem do clube, ou quando arbitragens miseráveis sonegaram pontos ao conjunto vimaranense e nada foi dito por quem de direito. Aí outra voz se levantou, e bem , a do treinador.
Tudo isto acabou por induzir descrença nas hostes vitorianas, demonstrada nas fracas assistências do D. Afonso Henriques.
É caso para perguntar, merece esta direcção continuar aos comandos do destino do clube?
Que para o ano o nosso ego ande bem mais lá por cima.

Por Ricardo Lopes

Quarta-feira, Maio 25, 2011

Futuro... à Lupa - Balanço I

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No início da temporada introduzimos uma nova rubrica neste blogue que visava fazer o acompanhamento, dentro do possível e recorrendo também a alguns colaboradores, dos jogadores do Vitória emprestados aos mais diversos emblemas. Finda a temporada, eis a altura de balanços. Daí que este post dá início aos balanços da temporada dos jovens jogadores vitorianos. Começamos pelo atletas emprestados ao Lousada, clube que apesar das dificuldades iniciais na composição do plantel, realizou uma excelente temporada e muito graças aos atletas do Vitória. Deixo-vos por isso um texto de opinião do nosso colaborador César Marques do blogue do Lousada, a quem o VIMARANES agradece a fantástica colaboração prestada ao longo desta época que nos permitiu acompanhar de perto a evolução de algumas jovens promessas. Nas próximas semanas poderá contar com a avaliação da temporada de outros jogadores.


Gostaria de agradecer a aposta no Blogue do Lousada para esta vossa iniciativa de divulgação do desempenho dos atletas emprestados e elogiar o trabalho que têm feito em prol do Vitória de Guimarães. Relativamente ao desempenho global dos atletas vimaranenses que estiveram emprestados ao Lousada, obviamente que todos contribuiram decisivamente para a manutenção do clube na 2ª Divisão Zona Norte. Como foi possível observar ao longo da temporada, todos eles possuem qualidade e grande margem de progressão para um dia darem muitas alegrias aos vitorianos.

Individualmente, posso afirmar que o Rafa pautou-se como o mais irreverente, aquele que mais lutou para mostrar o seu valor, com a finalidade de estar não Mundial de Sub-20, na Colômbia. A velocidade e capacidade no duelo de um para um, faz dele um trunfo na manga para dar mais dinamização e criatividade à transição defesa-ataque.

Em relação ao Gonçalo Silva é, sem dúvida alguma, uma das maiores descobertas da história da prospecção do Vitória de Guimarães. Tal como referi anteriormente, deram com ele no modesto Barreirense das distritais, chegando ao Vitória com 19 anos, onde o esperava um contrato de 5 anos. Após a lesão que o afetava, ingressou por empréstimo no Lousada. No primeiro jogo com o Esmoriz (amigável) mostrou o porquê do Vitória resgatá-lo com um contrato de 5 anos e facilmente se verificou que iria ser o patrão da defensiva lousadense. Ao longo da época, Gonçalo foi crucial em todos os sentidos, com um sentido de posicionamento perfeito, nunca dá um lance perdido, dificilmente perde um lance aéreo, muito fiável no confronto físico, forte e implacável a desarmar. Ilídio Vale chamou-o à Selecção de Sub-20 e, a partir daí, o jovem tornou-se presença assídua nos trabalhos da equipa das quinas.

Dinis, foi o caso mais tardio de afirmação. Chegou a Lousada contrariado pelo facto de estar emprestado a um clube não profissional e com uma lesão grave que afetava o seu rendimento. António Carvalho, timoneiro lousadense e antiga glória mítica do Vitória, conhece-o dos tempos das camadas jovens do Vitória e soube dar-lhe a volta. Aí, Dinis explodiu claramente em campo. Os seus passes exímios eram autenticas assistências mortíferas para golo e rasgavam por completo as defensivas contrárias. Dotado de uma técnica fora do normal, raramente falha um passe e consegue efetuar trabalho defensivo de contenção. Sob uma politica de recrutação de jovens promessas, o Deportivo ficou de olho nele e conseguiu convencer Emílio Macedo a libertá-lo do Lousada para o ingresso no emblema espanhol, que lhe abriu a porta da Selecção de Sub-21, orientada por Rui Jorge.

Quanto a Cristiano, teve um inicio complicado quando chegou ao Lousada pois estava "tapado" por Pina, antigo craque do Sporting e do Olivais e Moscavide. Contudo, bastaram duas oportunidades para o médio comprovar todo o seu potencial. Desde então assumiu-se como chefe do meio-campo relegando completamente o seu companheiro para a "prateleira". Os colossos da Liga de Honra despoletaram uma guerra no último defeso pela sua aquisição através de empréstimo. António Carvalho soube "prendê-lo" em Lousada, e até ao fim da época, foi sempre totalista na equipa.

Assis mostrou qualidade, mas ainda tem muito para evoluir. Chegou a Lousada para ser titular logo no ínicio, mas com 5 derrotas consecutivas nos seis primeiros jogos foi para o banco, onde apenas saiu após a rescisão do habitual Miguel (antigo guardião do Vitória) e aí foi titular até ao fim, onde realizou bons jogos, como em Chaves (triunfo do Lousada por 0-1), onde parou tudo com defesas impossiveis. Com Nilson de "pedra e cal" e Douglas à espreita, irá certamente rodar. Para terminar, gostaria de realçar que as dificuldades financeiras que o clube ultrapassa aliado à falta de apoios, foi o maior entrave para uma maior projecção destes jovens vimaranenses emprestados ao Lousada. Se tudo corresse dentro da normalidade (salários em dia, situação financeira regularizada, apoio camarário, etc), o Lousada estaria certamente a lutar pela subida à Liga Orangina e tudo graças a estes atletas do Vitória.