O Mérito
Opinião de: César R. Fernandes
Há que dar mérito a esta Direcção, sim mérito na Incompetência, na Má Gestão, na Falta de Transparência, na Verdade, e na Trapalhada que anda o clube.
Pois estes senhores que estão no poleiro, conseguiram nestes últimos anos desmotivar e afastar a massa adepta Vitoriana e isso é notório nas assistências aos jogos, no não pagamento de quotas e nas conversas desanimadores que se vai sentindo pela cidade. E para não falar na descredibilização e falta de respeito que se encontra o Vitória, pois já ninguém nos liga e quer ouvir (só se for para se rirem dos pontapés na gramática do sr. Milo).
Já são Humilhações a mais infligidas aos Vitorianos, as mais recentes:
- A da época 2007/08 quando devíamos ter sido 2º classificados e fomos 3º, e a péssima preparação do ataque à entrada da Liga dos Campeões com o Basileia;
- 2009/10 em que na última jornada em casa contra o Marítimo bastava-nos um empate ou derrota por 0-1 para apuramento às competições europeias e de estarmos a vencer 1-0, perdemos.
- E o final da época passada com um 3º lugar perfeitamente alcançável e a humilhação vergonhosa na final da Taça
- Já esta temporada começamos com a derrota na Supertaça, os jogos paupérrimos com o Midtjylland e o afastamento da Liga Europa com o Atlético, que só não foi histórico graças a Nilson. Provavelmente Emílio Macedo da Silva irá dizer que não contava que saísse o clube que saiu e daí não se cumprir um serviço mínimo por ele exigido, que era a passagem à fase de grupos.
Como é que um plantel apresentado a 20 de Junho ainda não está completo???? Quando toda a gente sabe que há falhas em alguns sectores, demoram a resolver essas questões, quer nas contratações tardias ou em vésperas de jogos ou simplesmente na não contratação. Porque raio fartam-se de fazer viagens para o Brasil desnecessárias, a gastarem rios de dinheiro???? Será que o treinador está interessado nesses jogadores, é que para além de praticamente não render nada esses "passeios", ficamos com o contentor de brasileiros e uma ou outra nacionalidade a darem despesa salarial mensal e a ocuparem possíveis vagas a elementos da formação, ex: Freire, Bruno Teles, Defendi, Renan, Sitta, Crivellaro, Maranhão, Edgar, Saucedo, Tony. O Defendi ainda ontem a 30m do jogo começar, andava a passear com a familia pelo Toural; o Edgar joga, depois não joga porque vai ser vendido, mas depois já não é e já joga, uns passam de titulares definitivos para não convocados, uma confusão total. O Tony.......................... sei lá????
Para além das alfinetadas dadas por gente sem carácter que visa simplesmente em prejudicar o Vitória, como se viu na ida do Carlão para um certo sitio, não para servir de reforço a um plantel que transborda de avançados, mas para evitar uma melhoria num sector e equipa do Vitória.
Em relação a Manuel Machado não anda nada bem em termos “futeboleiros”, isso é notório desde a época passada, e cada jogo é uma nova invenção, pois quando algum jogador está a render e a jogar bem, logo a seguir vai para o banco ou não é convocado incompreensivelmente e aqueles que nem no banco deviam estar, são titulares. Para além de não se compreender as suas táticas e onzes apresentados??? Um conselho: deixe de ser teimoso e orgulhoso e fale menos, pois as suas explicações aos jogos e comparações orçamentais já começam a entrar nos anais do anedotório nacional.
Também questiono os treinos e pergunto: "os jogadores treinam remates???" é que 9 em cada 10 não vão em direcção à baliza, algumas até em situações aparentemente fáceis, não se admite.
Realço a vergonhosa apresentação do Nuno Assis ao intervalo, fora de tempo e tentativa de tapar os olhos aos sócios, ao bom estilo da Propaganda de tempos idos.
Esta direcção faz lembrar o Ministro da Comunicação de Saddam Hussein em 2003 na Guerra do Iraque, desorientação completa.
Já agora um apontamento a algo que infelizmente não acontece apenas nas competições internas e ontem foi exemplo disso. Para se marcar penaltis, expulsar e castigar jogadores, golos em foras de jogo (outros não) etc, CONTRA NÓS nunca há dúvidas, mas quando há lances iguais, mais nítidos e claros, muitas vezes mais perigosos a nosso favor, raramente assinalam. São ROUBOS e PREJUÍZOS que se tem de combater e não pode simplesmente ser azar, já são décadas a mais a aturarmos isto.
A solução que encontro, é a convocação antecipada de eleições para o final deste ano, para que haja tempo na constituição de listas e só depois da Assembleia Geral da apresentação do Relatório e Contas, para vermos o que estes "meninos" andaram a fazer com os cerca de 8.700.000€ e chama-los à pedra, pois desde Agosto de 2010 foi encaixado pelo Vitória o seguinte:
Bebé: 5.500.000€
Nuno Assis: 800.000€
Moreno: 400.000€
Custódio: 100.000€
Ricardo: 500.000€
Lionn e Renan: 400.000€
Rui Miguel: 1.000.000€
Porque segundo se consta o passivo não baixou, o que seria escandaloso, e realço isto, no anterior Relatório e Contas as dívidas e Instituições de Crédito eram de 6.775.837,33€, se não tiveram a inteligência de pelo menos abater metade disto.
Um conselho a Pinto Brasil, afaste-se e não tente sequer voltar a candidatar-se, pois é outro erro de casting e ninguém o está para o aturar.
Fico por aqui, mas muito mais haveria para dizer.
NOTA: para aqueles (que segundo ouço) deixaram ou estão em vias de deixar de pagar quotas, pelos mais variados motivos, façam-se sócios do Xico, são apenas 2,50€ por mês, e sempre estão a ajudar um clube Vimaranense que bem precisa.
P.S. O artigo foi escrito antes da demissão do Manuel Machado. Agora colocam-se aqui vários problemas: 1º o timing para se demitir não foi perfeito com um jogo importante em casa com o Beira-Mar; 2º Basílio Marques não tem estofo e unhas para treinador principal; 3º Quem será a próxima escolha?? Espera-se alguém que ponha a equipa a jogar e a ganhar como deve ser; 4º 2 meses e 6 dias depois da apresentação do plantel, está mais que provado que o planeamento foi completamente mal feito e que os que geram os destinos do Vitória, não percebem nada de nada de futebol, gestão desportiva e financeira. E pior, não têm capacidade de aprenderem com erros cometidos no passado.