Domingo, Outubro 30, 2011

Aguenta coração!

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VITÓRIA 2-1 RIO AVE (N'Diaye e Nuno Assis)


Não sabemos se será a nossa sina até ao final da temporada, mas sabemos pelo menos, e não há volta a dar que até a equipa voltar a ganhar confiança vai sempre jogar/ganhar mais com o coração do que com a cabeça. A equipa continua longe dos padrões que se exigem, alternando sistemas mas mantendo-se sem dinâmica e sem capacidade física. Mas quem esperaria diferente, hoje? Sem anda ter vencido em casa e jogando com o Rio Ave uma estranha cartada decisiva no campeonato, até atendendo, aos resultados da jornada, interessava apenas e só ganhar, esperando que os pontos tragam qualidade e confiança a este Vitória.

Hoje, nem mesmo o golo cedo trouxe essa acalmia e pior do que isso, a falta de maturidade para segurar a vantagem nos últimos trinta segundos da partida ainda criaram um obstáculo maior. Felizmente, na segunda parte houve Nilson e uma grande penalidade ao cair do pano (finalmente a favor do Vitória depois de tantas já assinaladas contra nós com os mesmos critérios ou até bem piores).

A experiência e a calma olimpica de Assis (que até nem fez um bom jogo) fizeram o resto e deram três determinantes pontos à equipa, perante o respirar de alivio dos cerca de 13 mil adeptos nas bancadas.

Hoje Guimarães adormecerá melhor. Pelo menos mais tranquila, esperando que os próximos jogos nos ofereçam um Vitória melhor e mais forte.

Segue também uma palavra para Edgar, esperando que se tenha tratado apenas de um susto.

Sábado, Outubro 29, 2011

O Vitória precisa de nós!

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Amanhã todos seremos poucos, para demonstrar que estamos ao lado da equipa. Com apoio, com calma, sem assobios e empurrando o Vitória para um triunfo tão essencial como urgente. Porque afinal de contas, os sócios já mostraram por diversas vezes que sabem separar os resultados desportivos... do resto. E porque o Vitória somos nós! E a equipa precisa do nosso apoio!

Contas chumbadas!

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Só um clube especial consegue ter uma AG com mais de 2000 pessoas e que termina já depois das três horas da madrugada. Foram quase seis horas de discussão que no essencial resultaram na reprovação, por esmagadora maioria do relatório e contas do Vitória. Apesar de alguns excessos cometidos, creio que esta AG foi mais uma prova de vitalidade do clube, com boas intervenções dos associados. E, mais do que isso, creio que foi passada uma mensagem clara à direcção do Vitória que espero sinceramente que seja percebida. Emílio Macedo e seus pares não têm qualquer condição para permanecerem aos destinos do clube. As críticas deixadas e a ausência de respostas, deixou bem evidente que prolongar este clima no clube só o pode prejudicar. Ao contrário do prometido, Emílio Macedo ou até Luciano Baltar escusaram-se a responder à grande maioria das questões levantadas pelos associados. Os heróicos vitorianos que ainda aguentaram até ao final da AG tiveram ainda a oportunidade de ouvir Luís Cirilo apresentar-se como candidato às próximas eleições do clube.
A questão que se coloca agora, é quando se realizarão essas eleições, sendo que parece cada vez mais claro que eleições antecipadas apenas beneficiariam o clube. Não há margem de manobra para EMS e isso foi evidente quando apesar de todos os atropelos aos estatutos e à ética Raul Rocha e até João Cardoso, tudo tentaram para influenciarem o sentido de voto dos vitorianos. Parece-me que a demissão em bloco da direcção seria um acto de dignidade por parte dos ainda órgãos sociais do Vitória.

Sexta-feira, Outubro 28, 2011

Assembleia-Geral

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Infelizmente para todos nós, temas nos têm faltado para abordar. Contudo, hoje serei breve naquilo que escolhi para comentar. E numa noite de Assembleia Geral o assunto não poderia ser outro.

As contas que serão apresentadas mais logo, já se sabe, não são famosas. Especialmente porque no último ano, o clube fez os maiores encaixes da sua história e não se viram traduzidos em resultados financeiros nem sequer desportivos. O ambiente em torno da direcção não é por isso o mais favorável – o último lugar na Liga elevou ainda uma animosidade que não é nova – mas os vitorianos têm, na minha opinião claro, de conseguir separar o que esta noite se vai efectivamente discutir. Boas ou más, as contas são estas e não há volta a dar. Um eventual chumbo não as alterará. Poderá é retirar a pouca margem de manobra que o actual elenco ainda dispõe. Percebo que muitos possam achar que esse é o caminho a seguir, até porque, à lei dos estatutos, um hipotético segundo chumbo faria a direcção cair, mas entendo que esta não é a reunião certa para esta solução. Se a ideia de um grupo de sócios for avante – onde andam as 120 assinaturas? - e convocar uma AG extraordinária, aí sim os sócios devem escolher um de dois caminhos.

Hoje, porém, entendo que as contas devem ser aprovadas. O voto favorável não impede, contudo, que as críticas se façam. Mas que se façam dentro dos limites e do respeito que uma instituição como a nossa merece. Não faltam exemplos de reuniões, também num passado recente, que em nada nos dignificaram enquanto sócios. Se exigimos, e muito bem, que quem nos representa saiba honrar o símbolo que nos move, também nós devemos dar o exemplo.

Para terminar este breve texto, provavelmente muito mais haveria para dizer amanhã, devo dizer que aguardo com alguma expectativa para ver quantos dos críticos e putativos candidatos aparecerão e de que forma - se é que o pretendem fazer - usarão da palavra. Mais do que mandar uns bitaites na comunicação social é preciso que se mostrem aos sócios, no local certo, eles e as ideias e propostas.

Por Pedro Cunha

Quinta-feira, Outubro 27, 2011

O Futuro... à lupa!

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@Record

Os jovens internacionais do Vitória, Vitor Bastos (foto) e Gonçalo Silva continuam a ser dois dos principais destaques entre os jovens jogadores emprestados pelo Vitória. Este fim-de-semana, a dupla voltou a brilhar na defensiva do líder da Liga Orangina no triunfo no Estádio do Mar frente ao Leixões, numa partida que mereceu honras de transmissão televisiva. Vitor Bastos e Gonçalo Silva voltaram a ser totalista, rubricando uma exibição digna dos mais rasgados elogios. Seguros na marcação, rápidos no desarme e com uma solidariedade de registar, numa dulpa que se complementa muito bem. Actualmente o Atlético além de líder, é a defesa menos batida do campeonato, com apenas três golos.

Também na Liga Orangina, mas no Freamunde, Amorim continua a ser titular no onze freamundense, enquanto que Marco Matias e Assis continuam sem serem utilizados por motivos distintos. Este fim-de-semana, o Freamunde empatou 1-1 e manteve o 8º lugar do campeonato. Leia a análise individual dos nossos colaboradores do blogue Freamunde Allez para o VIMARANES:

João Amorim - Mais um jogo como titular, mais um jogo onde actuou os 90 minutos. Foi um jogo muito feio o que se assistiu na Figueira da Foz entre a Naval e o Freamunde, onde nenhum jogador de ambas as equipas sobressaiu de forma a ser realçado, e como tal o Amorim tambem não conseguiu uma boa exibição. Apesar de tudo foi dos que teve mais certinho, cumpriu o trabalho dele defensivamente mas a nivel ofensivo teve muito retraido e raramente subiu no terreno de forma a criar desiquilibrios no ataque. Entre 0 e 10, nota 5.

Marco Matias - continua com a sua longa lesão muscular algo misteriosa (ao que tudo indica chamada lesão Paços).

Assis - foi suplente não utilizado.

Destaque ainda nesta divisão para o Trofense. A equipa da Trofa foi goleada em Moreira de Cónegos por 1-4, um encontro a que assistiu o agora olheiro vitoriano Basílio Marques, curiosamente ao lado  do ex-treinador Manuel Machado. Dinis foi totalista no conjunto trofense, num jogo que não correu bem a toda a equipa, enquanto que Crivellaro saiu logo aos 15 minutos (!) depois da sua equipa ter ficado reduzida a 10 unidados. O avançado Fábio Fortes voltou a não sair do banco de suplentes.

No Penafiel, Paulo Oliveira continua a ser também uma das pedras basilares da equipa penafidelense, tendo voltado a ser importante para o difícil triunfo da sua equipa em Arouca por 2-0. O Penafiel é 2º classificado no campeonato. Não deixa de facto de ser curioso que nos primeiros dois classificados da Liga Orangina, o Vitória tenha 3 centrais emprestados e que são titulares nas respectivas equipas.

Já no Portimonense, o avançado Rafa continua também a merecer a confiança como titular pelo técnico João Bastos, ainda que a temporada não esteja a correr bem para os algarvios. No fim-de-semana, derrota na Covilhã por 2-0 e o último lugar do campeonato. No entanto, esta terça-feira, o Portimonense saiu vencedor no duelo com o Feirense para a Taça da Liga. Rafa foi totalista nos dois encontros.

Na II Divisão Nacional, comecemos pelo Lousada. A equipa lousadense não foi feliz este fim-de-semana tendo sido derrotada pelo Chaves por 2-1. Leia a análise individual do desempenho dos jogadores emprestados pelo Vitória ao Lousada - Cilmar, Rafa, Filipe e Dany - pelo nosso colaborador César Marques d'O blogue do Lousada:

Cilmar: O craque vimaranense entrou apenas aos 75 minutos, porém, não trouxe nada de novo ao encontro. De realçar apenas o lance aos 97 minutos, em compensaçã, onde faz um bom trabalho na esquerda, cruzando com conta, peso e medida para Oseías dominar de peito e atirar para defesa segura de Paulo Ribeiro.

Rafa: Foi um dos mais inconformados da turma do Lousada. Carvalho voltou a dar-lhe a titularidade e aos 15 minutos, foi chamado a converter a grande penalidade que deu, na altura, o empate aos rubro-negros. Cada vez mais adaptado à equipa, o jovem médio apoiou o ataque e estve perto de marcar aos 73 minutos, após um canto de Rui Gonçalves na esquerda, ao qual, Rafael surgiu ao segundo poste a estoirar, valendo o corte de Milhazes (que já passou pelo Vitória) a dar o "corpo às balas", impedindo que a mesma fosse para o fundo das redes.

Filipe: Mais um bom jogo deste produto da cantera da "cidade berço". Tal como nos jogos anteriores, voltou a figurar no onze inicial em tarefas defensivas e deu conta do recado.

Dany: Não saiu do banco de suplentes, apesar de Carvalho não esgotar uma substituição que ainda tinha na "manga".

Veja o resumo e golo de Filipe preparado pelo blogue do Lousada:



Pelo Desportivo de Chaves não alinhou ainda o central Josué. O jovem emprestado pelo Vitória regressou esta segunda-feira aos treinos, depois de ter sido submetido a uma intervenção cirúrgica. Josué, era até à paragem por lesão, totalista na equipa transmontana e pode regressar aos convocados já este fim-de-semana.

O Amarante, foi derrotado este fim-de-semana por 2-0 frente ao Sp. Espinho. Na equipa amarantina, Bruno Alves e Diogo Lamelas foram titulares. O primeiro saiu aos 76 minutos, enquanto que o segundo foi totalista na derrota da sua equipa.

No Liminanos, Kaká foi uma vez mais titular num jogo aziago para o conjunto de Ponte de Lima e para o próprio Kaká. A equipa dominou mas acabou por ser derrotada diante do Camacha por 1-0, enquanto Tomané foi suplente utilizado. É exactamente o que nos conta o nosso colaborador João Carlos Gonçalves:

"Kaka foi titular mas, infelizmente, foi expulso já em cima do termo do encontro. Fez um bom jogo, como toda a equipa, defendendo bem e integrando-se amiúde nos movimentos ofensivos. Tomané entrou aos 75' numa altura em que a equipa estava a perder, não tendo qualquer lance relevante para o desenrolar do encontro."

No Tondela, Cláudio Ramos voltou a não ser opção como titular, num encontro em que a equipa de Vítor Paneira foi derrotada em casa frente ao Agrense por 2-0.

Finalmente, destaque para o Orduspor. A equipa turca onde alinha João Ribeiro está a fazer um bom campeonato, tendo vencido no fim-de-semana e empatado nesta quarta-feira. João Ribeiro não foi utilizado.

Terça-feira, Outubro 25, 2011

Conferências Vitorianas

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@GuimarãesDigital

A ideia não é nova, como tão bem explica o Agostinho n'O Lado V. Tive aliás, oportunidade, de seguir de perto o esforço da Associação VitóriaSempre nesse sentido. Pena que o presidente de então não tenha gostado da ideia. Felizmente o actual gosta. Esperem aí... mas não é o mesmo? Adiante.

Saúda-se igualmente o facto do conselho vitoriano dar algum sinal de vida, depois de anos e anos sem se conhecer uma ideia ou uma iniciativa. Já aqui, noutras ocasiões defendi a realização de um congresso vitoriano o qual deveria mesmo estar estatutariamente previsto, de forma a que se consiga discutir e debater o clube, fora dos ambientes das assembleias-gerais que nem sempre são propícios a isso, mas em que as próprias decisões possam ter algum carácter vinculativo. E também sempre me pareceu que tais iniciativas deveriam ser organizadas pelo próprio clube para terem o impacto esperado.

Agora, o que não estava à espera é do timing escolhido e que, obviamente não é inocente. Numa altura de grandes convulsões dentro da massa associativa vitoriana e de grandes críticas à actual direcção, não é de estranhar que, quem era contra a realização deste tipo de iniciativas venha agora colocar-se na linha da frente das mesmas. Uma fuga para frente? Mais uma maneira de tentar acalmar os associados?

Pior do que isso, é anunciar-se um evento desta natureza que deveria ser o mais alargado possível e com as bases do clube presentes, com um custo de 15 euros!!! Parece que debater o Vitória anda caro por Guimarães. Não bastava os associados pagarem-se as suas quotas como agora se quiserem estar presentes em fóruns de discussão têm de pagar e diga-se, um valor nada simbólico. Ou seja, em vez de se tentar que este tipo de iniciativas sejam o mais alargado possível, tenta-se desde já que as mesmas estejam restritas a quem pode pagar. Um péssimo princípio.

Espero sinceramente que ainda possam vir a tempo de emendar a mão e solucionar esta questão do valor a pagar pela inscrição. Porque se o timing é desastroso, saber que é pago, é ainda pior. Ainda assim, espero que este tipo de conferências possa ganhar hábito em Guimarães e que se tornem num futuro próximo num excelente espaço para discutirmos o presente e o futuro do nosso clube, porque são uma boa ideia sem qualquer dúvida.

Agora, uma coisa é certa, espero que mais esta manobra não desvie os vitorianos do essencial que é tratar do futuro, já. Começando bem antes do dia 26 de Novembro!

A voz do Leitor

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AS CONTAS

Opinião de: Paulo Silva

Deixo abaixo um pequeno texto com uma análise que tento que seja o mais simplista possível, de forma a que os associados do VSC possam aferir da gravidade das contas do VSC, bem como as razões que levam a que as contas do VSC tenham atingido tal ponto de descalabro que deixam o nosso clube à beira do abismo… Se juntarmos a actual situação desportiva com a situação financeira actual, o nosso clube encontra-se efectivamente numa situação muito crítica e que caso nada seja feito, temo que culmine numa autêntica tragédia.

Assim, para que não existam dúvidas relativamente a esta questão e à efectiva situação financeira do nosso clube, deixo aqui algumas notas às contas para que sirvam de reflexão a todos aqueles que gostam do clube e para que tenham uma noção mais concreta da nossa actual realidade:

1. O Passivo REAL do clube é de 13,64 Milhões de Euros e não os 15,11 Milhões de Euros falados. Isto porque de facto, existe uma rubrica considerada no Passivo que não representa efectivamente uma “dívida”, mas sim uma obrigação contabilística de registar os Subsídios recebidos pelo clube no Passivo. Esta rubrica (Diferimentos) representa Passivo apenas teórico, já que não representa nenhuma obrigação de pagamento efectiva. Essa rubrica é em Junho de 2011 de 1,48 Milhões de euros, quando em Junho de 2010 era de 2,14M€ (decréscimo de 660 mil euros)…. Apesar de ser uma boa notícia, já que implica que o nosso Passivo (exigível, ou seja, com obrigação efectiva de pagamento) não seja tão alto quanto se pensa (apesar de ser incrivelmente elevado), traz ao de cima outra realidade “chocante”:

O Passivo REAL (ou seja, excluindo essa rubrica meramente contabilística) aumentou na última época desportiva 725 mil euros (de 12,92M€ para os 13,64 M€) e não 54 mil euros conforme nos pretendem transmitir. Com isto quero dizer que de facto a nossa dívida (real e que mais dia menos dia temos que pagar) aumentou num ano de receitas fantástica o montante de 725 mil euros!!!!!

Acresce a isto o facto de o Passivo Exigível Corrente (entenda-se dívida a liquidar a curto prazo) ter aumentado (excluindo novamente a tal rubrica de diferimentos) no último ano de 10.86 M€ para os 12,84 M€, ou seja, quase 2M€!!! o que representa um acréscimo de 18.2%!!!! Este acréscimo deve-se essencialmente ao seguinte:

- Aumento da dívida bancária de curto prazo em cerca de 900 mil euros (passagem de dívida de longo prazo para curto prazo)

- Aumento da dívida ao Estado em 500 mil euros!!!!

- Aumento de Outras Contas a Pagar de 800 mil euros!!!!

- Diminuição da dívida a fornecedores de 130 mil euros (mantendo-se estas dívidas no entanto muito próximo dos 2 M€!!!)

2. Apresentamos Receitas extraordinárias de 7,25 M€ de venda de jogadores e aquisição de jogadores de 1,75M€. Daqui resulta um resultado entre compras e vendas de passes de jogadores de 5,5M€ que obviamente deviam ter sido traduzidos, pelo menos em parte, na redução do passivo em montante substancial.

3. A dívida à Banca ronda os 8 M€, de onde resulta o pagamento de juros anuais de mais de 800 mil euros….. Aqui se pode verificar o quão importante era a liquidação de parte desta dívida, que teria um efeito muito positivo nas contas do clube.

4. Os custos com pessoal aumentaram num ano mais de 2M€!!!!, o que é de facto insustentável e totalmente injustificável.

5. A dívida ao Estado ascende a mais de 2M€!!!! Tendo aumentado 500 mil euros. Isto é facilmente perceptível pelo atraso constante no pagamento das obrigações perante o Estado. Aliás parte da dívida está a ser paga (????) em planos prestacionais.

6. A dívida a fornecedores ascende a 2M€, tendo-se mantido praticamente igual…

7. Estamos em constante incumprimento perante o Estado, o que por si só demonstra a grande dificuldade económica e financeira do VSC.

8. Como se justifica o crescimento dos custos a um nível geral de forma tão exagerada??

9. O VSC necessita de ter 61 funcionários!!!!! Extra jogadores??? Porquê?

10. Em 2 anos esta Direcção conseguiu apresentar Resultados Líquidos Negativos de cerca de 3M€!!!!! Isto demonstra um total desfasamento entre os consecutivos orçamentos que se apresentam e a realidade do VSC

Questões que deveriam ser respondidas e esclarecidas aos associados:

. Como é possível o vice presidente para a área financeira afirmar poucos dias antes da apresentação das contas que “achava?!?!? que o Passivo tinha decrescido cerca de 1M€” e na prática cresceu 725 mil euros!!!!! É só uma diferença de 1,75M€….. Para que serve o Vice para a área financeira se comete uma gafe destas??? Sem falar da gafe dos 4M€ da Liga Europa, que não mais parece do que preparar já uma desculpa para os resultados catastróficos que se prevêem para esta época desportiva….

. Qual a perspectiva de resultados para o final da presente época? Qual o Passivo expectável? Qual o resultado expectável??

. Como vão fazer face às necessidades financeiras do clube até final da época?

. Existem algumas receitas previstas? Se sim, quais?

. Porque aumentaram os custos com pessoal em 2.14M€??? 29%!!!!!!! Não tivemos cá o Cristiano Ronaldo….

. Porque aumentaram os FSE´s em 687 mil euros???? Crescimento de 17%!!

. Porque se gastaram 764 mil euros em acções de prospecção, transferência e empréstimo de jogadores?? A que dizem respeito?

. Porque não foram utilizados as receitas extraordinárias para abater ao Passivo??

. Se num ano em que tivemos receitas extraordinárias de 7,25M€ tivemos um resultado negativo de 2M€, qual será o resultado este ano???

Estas dúvidas precisam de ser esclarecidas pela Direcção, já que como é evidente as suas respostas não são perceptíveis no Relatório de Contas.

Notas adicionais:

- Temo que actualmente a nossa dívida seja ainda maior. Nas últimas 2/3 semanas entraram 3 novos processos na conservatória, com penhoras associadas, contra o VSC levados a cabo pela Segurança Social e Finanças pelo não cumprimento (mais uma vez) das nossas obrigações.

A nossa situação financeira é neste momento mais grave que a desportiva. Perante a análise do nosso panorama, estamos efectivamente à beira do abismo.

Perante este cenário e num ano em que apresentamos o maior orçamento de sempre pergunto – Qual será o Resultado Líquido no final da época??? Qual será o Passivo nessa altura? Arrisco-me a dizer que a não ser que surja outro negócio Bébé (que não me acredito), no final da presente época o nosso Passivo ascenderá a valores muito próximos dos 20M€!!!!, o que para um clube com a nossa dimensão é catastrófico….

Apesar disso não me parece que o chumbo das contas seja o melhor caminho a seguir. Efectivamente as contas são estas e terão que ser aprovadas mais dia, menos dia. A questão que se coloca é – como é possível ter chegado a estes números????

Espero ter sido útil e que exponha esta dura realidade num espaço que grande parte dos vitorianos consulta com regularidade.

Segunda-feira, Outubro 24, 2011

Vitória visita as Aves na Taça

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Deslocação curta para o Vitória na 4ª eliminatória da Taça de Portugal. O Vitória defrontará o Desp. Aves, fora de casa. O Aves é actualmente o 9º classificado da Liga Orangina e é orientado pelo ex-jogador do Vitória Paulo Fonseca.

Domingo, Outubro 23, 2011

Momento difícil

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Não há como escondê-lo. Em termos financeiros, e depois da época em que o Vitória mais lucrou em transferências, inclusive com uma venda recorde como a de Bebé, os dirigentes apresentarão na próxima sexta-feira um prejuízo de 2 milhões de euros e um aumento (mais um) do passivo do clube. É nestas alturas que é importante lembrar as declarações do actual presidente do Vitória em 2007, quando dizia e passo a citar:
"Vou encontrar o Vitória quase falido (...) passivo do clube situa-se entre os 8 e 9 milhões de euros." [Emílio Macedo, Fevereiro 2007, Conferência de Imprensa]
É caso para perguntar. Se o Vitória com 8 ou 9 milhões de euros de passivo era um clube quase falido, o que será agora com 15 milhões de euros?

Será interessante lembrar, também, que nesse mesmo ano, uns meses depois, o mesmo Emílio Macedo dizia:
"Nestes 3 anos de mandato que ainda nos falta cumprir, poderemos, de uma forma rigorosa, diminuir ou quase acabar com esse mesmo passivo." [Emílio Macedo, Setembro 2007, Gazeta do Futebol]
Afinal, Emílio Macedo deixará o Vitória, seguramente com um passivo mais alto do que aquele que encontrou quando chegou. Além disso, é preocupante pensar que, se num ano em que o Vitória fez praticamente 7 milhões de euros em transferências, o passivo aumento e o prejuízo foi tão elevado, o que se poderá esperar do próximo relatório e contas, após um ano em que o Vitória apresenta o seu orçamento mais alto da história e em que Luciano Baltar já veio dizer que no orçamento há já um buraco de 4 milhões de euros, pelo facto do Vitória não ter chegado aos oitavos-de-final da Liga Europa e ainda não foram conseguidos os 4 milhões orçamentados em transferências??

Em mandato e meio, volta a ficar evidente que não há qualquer estratégia financeira que permita uma redução do passivo e já nem mesmo as transferências salvam a face. O Vitória continua a aumentar o peso da sua estrutura sem que isso tenha real impacto no aumento da profissionalização e continua incapaz de diminuir outras despesas que o tornam, por esta altura, ainda mais complicado de gerir.

A isto, junta-se nesta fase a situação desportiva. A falta de liderança, aliada à ausência de um qualquer projecto desportivo, leva-nos, sem surpresa, à situação actual. O Vitória continua a ser um clube altamente vulnerável, capaz do melhor e do pior em pouco espaço de tempo e ninguém vislumbra qualquer projecto de médio-longo prazo capaz de nos devolver o Vitória que todos ambicionámos.

O actual último lugar do campeonato, com apenas 4 pontos, é apenas uma consequência de um Vitória que vive à deriva e que vai perdendo - perigosamente - o que resta da sua identidade (notando-se até pelo afastamento dos vitorianos). Relembre-se que, no ano fatídico da descida, o Vitória à 8ª jornada tinha mais 3 pontos do que tem actualmente!

Já por várias vezes o escrevi, acho até que já me devia ter cansado de o escrever, mas julgo que mais do que nunca é preciso que os vitorianos repensem no caminho que querem para o nosso clube. A situação é crítica. E nenhum de nós quer voltar a reviver sofrimentos passados. O Vitória precisa mais do que nunca de ganhar uma nova vida, antes que seja tarde demais e isso passa, necessariamente, por eleições antecipadas, mas acima de tudo pelo aparecimento das forças vivas da cidade, não para revanchismos saloios, mas para todos juntos voltarmos a erguer o clube.

Sábado, Outubro 22, 2011

Cada vez mais afundados...

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Olhanense 1-0 VITÓRIA

@Record

Confesso que já nem sei o que dizer mais, ou pelo menos, por onde começar. Depois de uma semana em que se ficou a conhecer - com a transparência possível - o falecimento total da política financeira da actual direcção, eis que o fim-de-semana nos reservou mais um episódio do contínuo definhamento da política desportiva do clube.

A grande dificuldade em marcar voltou hoje a ficar bem evidente. Uma equipa que, fora de portas e só na primeira parte, tem quatro ocasiões claras de golo em apenas 22 minutos e não concretiza nenhuma, arrisca-se a, mais tarde, lamentar-se de tanta incapacidade ofensiva. Foi o que aconteceu.

Principalmente quando a isto junta os erros do costume. Mais um lance na grande área, mais um com bola na mão/mão na bola, árbitro sem dúvidas e o resultado do costume (há de facto momento em que tudo acontece). E o lance pesou e de que maneira. Quer na exibição do Vitória, quer na exibição de João Paulo que após esse lance teve vários momentos de desacerto incrível.

Depois do golo, o Vitória foi um deserto de ideias e se na primeira parte ainda se tinha visto algum futebol, na etapa complementar, apenas se viu um futebol atabalhoado, confuso, afunilado e, de novo, pouco objectivo. Além disso, sobraram os erros da defensiva que poderiam ter custado mais algum dissabor, enquanto que do outro lado Fabiano ia agravando a crise desportiva vitoriana, ao negar o golo da igualdade, que seria obviamente justo diante de uma equipa que fez ainda menos que o Vitória.

Este é mais um episódio de um momento muito complicado em Guimarães. A equipa não se encontra e afunda-se na tabela classificativa. Os jogadores somam episódios que denotam uma clara falta de liderança no clube, seja com entrevistas profundamente escusadas nestas alturas, seja com atitudes deixadas em campo ora numa substituição ou simplesmente nas suas próprias exibições. A juntar a tudo isto, Rui Vitória continua apanhado na teia de amadorismo da estrutura do futebol profissional, à qual se junta a sua própria incapacidade para reagir/agir (e já agora, até substituir).

Creio que adiar decisões apenas servirá para contribuir para o adormecimento generalizado e está mais do que na altura do Vitória acordar. E esta é, também, uma semana decisiva para isso. O Vitória precisa de acordar antes que seja tarde e antes que se repita o passado não muito longínquo. E isto só se consegue, se todos assumirem as suas responsabilidades, principalmente os principais responsáveis por esta "caricatura de Vitória".

Futuro...à lupa

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Esta semana e por razões de falta de tempo, a rubrica surge tardiamente. Ainda assim, aqui fica em versão reduzida, até porque a semana anterior foi de Taça de Portual e por isso nem todas as equipas jogaram e não temos informações do desempenho de todos os atletas. Voltaremos por isso na próxima semana com uma versão mais alargar. Aqui ficam no entanto as análises dos nossos colaboradores, desta semana:

O Portimonense jogou frente ao Benfica, no Algarve tendo sido eliminado a competição, num encontro transmitido na televisao. Ainda assim e tal como nos conta o nosso colaborador Ruben Miquelio, Rafa voltou a estar em destaque:

O Rafa voltou a ser das melhores unidades do Portimonense. A equipa apresentou-se num esquema ultra-defensivo tentando contrariar o poderio do Benfica, fechando todos os espaços no seu meio-campo. Rafa esteve sempre abnegado no cumprimento das funções defensivas, tendo ainda sido o elemento que por mais vezes procurou sair no contra-ataque. O facto de estar bastante desapoiado na frente dificultou-lhe a tarefa, mas ainda assim nota para a melhor oportunidade de golo do Portimonense que foi criada precisamente pelo avançado emprestado pelo Vitória.

No Penafiel, o nosso colaborador Júlio Silva, refere-nos que o central Paulo Oliveira emprestado pelo Vitória voltou a ser um dos melhores em campo. Enquanto que no Trofense, Dinis e Crivellaro voltaram a ser titulares na eliminação frente ao Belenenses. O primeiro saiu aos 85 minutos, enquanto que o brasileiro saiu já durante o prolongamento. Já Fábio Fortes, voltou a não sair do banco de suplentes.

Finalmente, ficamos esta semana com a análise individual do nosso colaborador César Marques do Blogue do Lousada sobre a prestação dos jogadores vitorianos no embate diante do Coimbrões, que valeu a qualificação da equipa lousadense para a próxima eliminatória.

CILMAR: Saltou do banco aos 41 minutos, fruto da lesão precoce de Costa e logo deu trabalho aos contrários, numa assistência fenomenal para Oseías estoirar a rasar o poste. Idolatrado pelo público da casa, tornou-se na coqueluche da equipa diante a massa associativa lousadense e uma vez mais, esteve em bom plano, fazendo uso da sua velocidade para conduzir rápidos ataques à baliza contrária.
 
RAFA: Estreou-se a titular esta temporada na posição de médio defensivo. Em face da lesão do central, regrediu ao eixo do terreno. Nunca deu "asas" a grandes veleidades, muito concentrado e eficaz a recuar atrás, a fazer a dobra e, como é seu habito, ajudou a equipa a sair para o ataque.

FILIPE: Novamente titular, esteve mais remetido a tarefas defensivas devido às ausências de vulto no último sector da equipa. Adaptado à direita, teve de cumprir na integra, os requisitos de um verdadeiro lateral e...conseguiu. Não deixou créditos em mãos alheias, atacou e defendeu de forma fiável e com muita atenção ao jogo.

DANY: Não saiu do banco de suplentes.

Sexta-feira, Outubro 21, 2011

Tratemos do futuro

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Quando, após 24 anos de regime autoritário, estritamente presidencialista (admitamos que este tipo de regime encerra em si, genericamente, quase sem excepção, coisas boas e coisas más), ouvi muitos consócios meus dizer que, a partir dali, tudo ficaria muito mais simplificado, que quando as coisas não estivessem, na sua óptica, nos conformes, seria muito mais fácil mudar de Direcção. Confesso que temi, confesso que receei pelo futuro do clube. Os meus temores, os meus receios, volvidos, afinal de contas, poucos anos ainda, infelizmente concretizam-se num cenário que está à vista de todos.

Depois de Pimenta, veio Vítor Magalhães. Com ele o Vitória ganhou, claramente, um novo fôlego. Instalou-se um fervor clubista como há muito não se via, cresceu assombrosamente o número de associados e na primeira temporada essa mudança para melhor ficou sublinhada com o apuramento para as competições europeias, que nos anos anteriores não havia sido almejado. Só que essa fase de comunhão (nunca absoluta nem perfeita, é verdade, porque os cancros do pior que a herança de Pimenta havia deixado nunca foram completamente extirpados) teve curtíssima duração. Vítor Magalhães cometeu erros crassos – desde logo um que até hoje ainda não foi devidamente esclarecido (a saída de Manuel Machado) – e pagou caro por eles, ficando indelevelmente marcado pela trágica descida do clube à 2ª Liga. Vítor Magalhães deixou rapidamente de 'servir'. Compreensivelmente, admito eu, uma vez que um clube como o Vitória, depois de aparentemente se ter reerguido, nunca por nunca devia ter passado por esse vexame da despromoção.

Emílio Macedo foi (é ainda) o protagonista seguinte. Os seus primeiros tempos na presidência criaram, curiosamente também, um ambiente de comunhão e paz. Porque foi, já com ele, apesar dos méritos deixados pelo antecessor (equipa e treinador), que o Vitória regressou heroicamente à Liga. Na temporada seguinte, criou-se a ideia de estarmos, finalmente, perante o líder certo, quando o clube garantiu sensacionalmente o terceiro lugar e, com ele, uma presença histórica na pré-eliminatória da Liga dos Campeões. Entretanto, Emílio Macedo já ia cometendo erros de gestão criticáveis por minorias ou maiorias, mas os resultados, essa incontornável âncora, ajudavam-no a prosseguir a missão. Na época passada, depois de ter resgatado o regresso de Manuel Machado, Emílio Macedo voltou a ter sucesso (para muitos relativo) em termos de resultados, com a obtenção de novo apuramento para a Liga Europa e com o regresso, 23 anos depois, a uma final da Taça de Portugal. Entretanto, continuou a cometer erros de gestão criticáveis por minorias ou maiorias.

Na temporada em curso, a âncora está perdida, afundou-se, não se sabe se irremediavelmente. Os maus resultados não ajudam Emílio Macedo e, como era expectável, tudo agora é objecto de ferozes críticas, ao ponto de haver quem esteja disposto a derrubar a Direcção, precipitando desse modo eleições antecipadas. Para muitos (ou apenas alguns - depende sempre do ângulo de visão porque a marcação de uma Assembleia Geral Extraordinária só precisa de 120 assinaturas num universo de 25 mil sócios) chega. Emílio Macedo já não serve.

Não pretendo aqui analisar pormenorizadamente se as críticas são justas, sustentadas, admissíveis, ou não. Admito, contudo, genericamente, que partilho completamente de algumas delas e não entendo outras. Mas o que verdadeiramente entendo que deve merecer a nossa reflexão é o evitarmos este frenesim, este descontrolo emocional que se apodera dos sócios vitorianos sempre que a conjuntura de resultados não é favorável, sob pena de passarmos a ser um clube que trucida e traga sistematicamente os seus dirigentes; sob pena de sermos um clube onde os nossos primeiros inimigos somos nós próprios; ao invés de cuidarmos daquilo que objectivamente é o mais importante: criar uma discussão verdadeiramente válida sobre o que deve ser o futuro do Vitória. É especialmente isso que faz falta ao nosso clube, mais do que a frenética e estéril discussão sobre protagonistas. A minha preocupação dominante é tentar perceber se, com essas ideias assertivas e destituídas de segundas intenções, ainda vamos a tempo de salvar o clube - dos números do passivo, depois do melhor ano de sempre com encaixes financeiros resultantes de transferências, depreende-se que a falência não é uma miragem - evitando doá-lo aos chineses. Para o peditório dos fait-divers não tenho troco. Para participar, modestamente, num género de fórum público vitoriano, numa discussão aberta, honesta e objectiva sobre o futuro que pretendemos para o nosso clube, isso sim. Seguramente.

por Abel Sousa