quinta-feira, janeiro 26, 2012

Estrangeiros


Um estudo recente realizado pelo Observatório do Futebol, concluiu que das 500 equipas analisadas dos principais campeonatos europeus, oito emblemas lusos ocupam os 10 primeiros lugares do “ranking” com mais jogadores extra-comunitários.

Neste estudo, Porto e Vitória ocupam as duas primeiras posições, de entre cinco centenas de equipas estudadas, cada uma com 64% de jogadores extra-comunitários nos seus planteis.
De resto, mais seis equipas portuguesas acompanham Porto e Vitória. Nesta lista composta por Braga (63), Marítimo (60), U. Leiria (58,3), Nacional da Madeira (53,8), Benfica (52) e Sporting (48,1), o pleno só não foi conseguido pela intromissão do Inter de Milão (59,3) e Catania (48,3).

Ora, estes números demonstram que uma das críticas apontadas a esta direção tem razão de ser, quando uma quantidade significativa de jogadores estão emprestados a outros clubes e outros ainda cortam em definitivo o vínculo porque no plantel principal não cabem, devido à aquisição de estrangeiros de qualidade duvidosa que nunca se chegam a afirmar ao serviço das cores vitorianas.

Quando num clube como o Vitória, onde existem centenas de atletas na formação, com condições ímpares para o seu crescimento como jogadores e não se consegue aproveitar um único para o plantel principal, algo está mal.

Começa logo pelo investimento feito nos jovens jogadores que não terá retorno significativo para o clube; As demissões mais recentes de dois diretores, fruto das más opções na gestão da calendarização de torneios são outro dos exemplos; Os resultados da equipa de juniores, que esta temporada corre o risco de não ser apurada para a fase seguinte, ainda mais um; A saída de Manuel Machado, por não concordar com a politica de contratações; As mais recentes declarações de Nuno Assis quando diz que “nesta equipa há jogadores que não sabem lidar com a pressão dos sócios. Quase temos de andar com eles ao colo”.
São o pior do que ultimamente se tem feito no Vitória.
Tudo isto somado só poderia dar nos resultados que estão à vista e que levaram à total rutura dos associados com a actual direção.

Direção que tarda em tomar uma das medidas mais acertadas para bem do clube, a sua renúncia ao cargo. Mesmo assim, aguardo pacientemente pelo dia 31 de Janeiro para ver em que consistirá o plano de reestruturação prometido pela direção, fazendo votos que seja realmente o início da solução para os problemas atuais, e que a seguir seja devolvida a palavra aos sócios.

Por Ricardo Lopes

1 Comentários:

José Silva disse...

Boa noticia:

Passamos de acabar jogo com 5 médios mais defensivos a apenas 2 convocados.

Má noticia:

Mais uma vez, um titular passa a não convocado por opção!!!

Noticia +-

Parece que o targino lá se vai mais uma vez. Se é por causa do pouco aproveitamento em campo, tudo bem. Agora se é por dar um chutinho na bola... lá vem os 2 pesos e 2 medidas do ano passado. Uns podem andar ao soco... outro não podem dar um pontapé na bola.

Há coisas do c...

27/1/12 19:08