quinta-feira, janeiro 05, 2012

Podemos acreditar?


“Quero voltar a ser feliz no D. Afonso Henriques”. Assim escrevia a Sandra Fernandes, vitoriana, colega de curso e amiga nas redes sociais, na ressaca da derrota de terça-feira para a Taça da Liga. A Sandra resumia ali, de forma simples, a angústia pela qual milhares de vitorianos passavam naquele momento. A derrota demasiado pesada somava apenas uns gramas à carga com que os adeptos tiveram que se deparar nas semanas de interregno do campeonato.

É difícil enumerar os problemas que os vitorianos têm conhecido quase diariamente. Os maus resultados desportivos (no futebol e nas modalidades amadoras) são o mais visível (e o que toca mais na alma dos adeptos) de todo o desnorte que perpassa pela estrutura vitoriana. A ausência de Nilson no último encontro, as demissões no futebol jovem, os atrasos nos pagamentos de vencimentos são notícias demasiado más para o universo de um clube habituado a altos voos.

As declarações do presidente do clube acerca das dívidas do clube e a promessa de milhões em Fevereiro não podem ser olhadas com seriedade. Com as contas chumbadas, esta é apenas uma manobra desesperada da direcção para tentar manter-se agarrada ao poder. E vamos ver a que custos. E a forma como o Vitória é gerido como um feudo de uns quantos é ainda mais visível na recente entrevista do presidente da mesa da Assembleia-Geral. Os estatutos (ou seja, a lei do clube) são apenas um mero pormenor que não obstaculiza a intenção desta pandilha em continuar a desgovernar o Vitória.

Mas há algo ainda mais grave: A forma como este contexto de catástrofe tem afectado o ânimo dos vitorianos. As bancadas despidas no encontro de terça-feira são a ilustração mais triste para o que se está a passar. Os vitorianos estão a perder a paixão com que discutiam o seu clube, mantendo-se amorfos perante a forma catastrófica como a instituição é gerida. E isso é o que de mais preocupante se passa. Porque uma massa associativa amorfa é o melhor caminho para fazer aprovar decisões que possam piorar ainda mais a situação vivida actualmente.

É necessário um abanão no Vitória. A sugestão de eleições antecipadas feita por Luís Cirilo há dias parece-me absolutamente ajustada, num momento em que a actual direcção separa mais do que une a família vitoriana. Só assim será possível encontrar novas energias. E só assim é possível cumprir o desejo da Sandra – que é o de nós todos – que as horas passadas nas bancadas do estádio do Rei voltem a ser felizes.

Por Samuel Silva

3 Comentários:

João Pedro Magalhães disse...

Boa tarde, agradecia que colocasse um post relativamente a concentração de sabado no complexo as 10h.
Obrigado

5/1/12 12:50
maraja disse...

RICARDO ERA UMA BOA CONTRATAÇAO JULGO QUE ELE E O JOAO PAULO SERIAM EXCELENTES PARA O VITORIA !

5/1/12 17:15
José Silva disse...

http://vitoriasc.pt/noticias_detalhe.php?id_noticia=3848

Traduzido para português:

Estamos a cagar para a vontade dos sócios.


PS: O que vai o VSC ceder em troca do dinheiro que vêm?

5/1/12 18:23