sexta-feira, fevereiro 17, 2012

As eleições como oportunidade de futuro


A 14 dias da data limite para a entrega de candidaturas às eleições no Vitória ainda há muito por clarificar. Dos vários nomes propalados apenas dois ou três devem de facto avançar, sendo que parecem para já certas as candidaturas de Luís Cirilo e de Pinto Brasil. Nesta altura, todos os outros nomes – Manuel Almeida, Pedro Xavier e demais fantasmas - parecem não reunir condições para avançar para um lugar que, pese embora seja apetecível, assusta.

Mas até 1 de Março, ainda muito se vai falar. Falo do fantasma da Costa da Caparica com mais sede de protagonismo que se conhece. Ele que até já assumiu não ter capacidade para voltar a assumir a liderança do clube. O auto intitulado «pai» do Vitória, que abandonou o «filho» que tanto diz amar nos últimos muitos 7 anos, continua ainda assim a fazer o habitual folclore que, vá-se lá saber porquê, ainda têm fãs – cada vez menos é certo – pelo berço. Como não será candidato, nem nunca esteve para ser, o mito vai manter-se e daqui a três anos o disco vai voltar a tocar com a ajuda do amigo do costume, se ainda estiver empregado em algum jornal desportivo. E é pena que não se queira sujeitar a novo veredicto dos sócios. Provavelmente porque sabe que seria o seu fim.

Voltando ao que realmente importa, os verdadeiros candidatos têm nesta altura de se preocupar mais com os milhões que são precisos já, do que propriamente com os 19 do passivo. Até ao final da época será necessária uma engenharia financeira capaz de remediar, se não der para liquidar, os ordenados em atraso a atletas e funcionários e as dívidas ao estado que ameaçam a simples inscrição nas várias competições.

Certa parece-me a necessidade de se avançar com a constituição de uma Sociedade Anónima Desportiva. Só dessa forma, algum investidor – ou vários - optará por deixar por cá os euros que tanto precisamos. Só dessa forma o clube pode verdadeiramente profissionalizar-se e catapultar para os patamares que ambicionámos. Como é óbvio a constituição de uma SAD não é por si só o remédio para todos os nossos males, mas de uma vez por todas desmistifique-se aquilo que para muitos ainda é um verdadeiro monstro, mesmo que não saibam bem porquê. Comecemos a pensar o futuro do Vitória com a cabeça e não apenas com o coração. Não basta gritar que “o Vitória é nosso”, é preciso ver muito mais além. O futebol não é o mesmo de há vinte anos e se não conseguirmos perceber isso continuaremos a “mandar” no clube, mas a caminho do abismo.

Até lá resta pedir à actual direcção que tudo faça para minimizar os estragos. Não só com o futebol profissional, como com as restantes modalidades. As últimas notícias que revelaram que a direcção demissionária decidiu deixar de pagar o combustível e mandou retirar a «Via Verde» das carinhas e autocarros que transportam as várias equipas pelo país são muito graves. Foi a actual direcção que quis assumir a gestão das várias modalidades, pelo que está obrigada a assumir até ao fim essa responsabilidade que erradamente chamou a si.

Por Pedro Cunha

5 Comentários:

José Silva disse...

"Sempre dissemos que nunca tínhamos nada a esconder. As contas são públicas e todas as informações serão prestadas, mas, para tal, têm mesmo de ser candidatos" Milo

São públicas para todos ou só para os candidatos??? Afinal como é esta transparência??!!!

17/2/12 04:10
Joaquim José Sousa disse...

Não percebo porque é que se quer impingir a S.A.D. aos sócios do Vitória. Se existe alternativa à S.A.D. que passa pela constituição de uma Sociedade Desportiva Unipessoal por Quotas, o que garante 100% do capital social para o Vitória, para quê insistir num modelo de gestão que só dá prejuízos. Veja-se o caso do Sporting, que está em falência técnica, do Beira-Mar, que vê a sua S.A.D. ser contestada pelos associados e pelos prejuízos acumulados no Benfica e no Porto. Só a S.A.D. do Braga apresenta lucros. Para já! Porque duvido que assim continue a suceder.
Repito, se existe alternativa à S.A.D. para quê, enganar os sócios do Vitória? Para que os que se querem servir do clube, entrem para presidentes? Cuidado, muito cuidado se pensam atirar areia para os olhos dos vitorianos. Já estamos fartos de vigaristas que só se aproveitaram do nosso clube. Haja transparência e seriedade.
Vitória para sempre, mas sem S.A.D. !

José Sousa

17/2/12 14:02
Rui Rodrigues disse...

não percebo a necessidade de se darem ideias ou contestarem opiniões com insultos e calunias. tem tanto direito o jose sousa de ser contra a sad como outros de serem a favor. em que é que os defensores da sduq são mais sérios que os defensores da sad?
até hoje sem sad tivemos presidentes que nos puseram assim.pimenta,vitor magalhaes,milo. haja lá calma e discutam-se as ideias que para badalhoquice já bastam as declarações do dias pereira

17/2/12 14:51
Joaquim José Sousa disse...

Sr. Rui Rodrigues:

Com o devido respeito, não sei se se refere à minha pessoa quando fala em badalhoquices. Mas essa, não é de certeza a forma de exprimir as minhas opiniões. Penso que para haver calúnia ou insulto, terá que haver um caluniado ou um insultado e não caluniei, nem insultei ninguém. Apenas digo que existem pessoas que pretendem liderar o Vitória, apresentando a S.A.D. como única alternativa. E isso é preciso dizer aos sócios, com toda a clareza. A S.A.D. não é a única alternativa ao actual modelo de gestão do Vitória. Não defendo nenhum dos actuais candidatos, se é isso que pretende insinuar. Para mim, o melhor candidato, já nem sequer o é.
Acredito que os sócios do Vitória têm direito a um cabal esclarecimento sobre as vantagens da constituição de uma S.A.D.
Uma coisa é certa e segura, com a S.A.D. o Vitória só consegue, na melhor das hipóteses controlar 51% do capital da S.A.D. e com outro tipo de modelo, assegura-se que o controlo do clube, por parte dos associados do Vitória, jamais ficará em causa.
Cumprimentos.

José Sousa

17/2/12 17:28
vip-franca disse...

Ah cronicas difíceis de entender, talvez por uma certa rivalidade, idade jovem ou a falta de experiencia na vida. Tudo isso leva a uma irresponsabilidade que pode ser fatal para o desenvolvimento que qualquer instituição ou empresa.
Enfim: Respeito mas lamento.

18/2/12 09:22