quinta-feira, abril 19, 2012

Competência e cabecinha no lugar


Com os destinos do clube entregues para o próximo mandato, muito trabalho haverá a fazer pelos novos órgãos sociais, ao nível da reorganização e gestão. Acrescentaria ainda alguma imaginação para solucionar problemas urgentes.

Ora, a tarefa não se adivinha fácil, tanto mais que há que assegurar com dignidade o resto da temporada, quando me refiro a dignidade é pelo menos o sexto lugar.
Para isso será preciso o mais urgente possível cumprir as obrigações salariais, o que me parece não estar fácil.

Por isso mesmo preocupa-me o facto dos tão propalados investidores interessados na marca Vitória ainda não terem dado um ar da sua graça, independentemente de a SAD ainda não estar constituída, já que na melhor das hipóteses, e a correr tudo dentro da normalidade, só lá para o final do ano poderá estar oficializada. O que a mim, sinceramente, me deixa algumas reticências…

Outra das coisas que me preocupa é que todo este, aparente, impasse tire a lucidez aos responsáveis vitorianos ao ponto de caírem na tentação de negociarem direitos televisivos referentes aos próximos anos a preços de saldo com o intuito de conseguirem adiantamento de verbas, é sempre o caminho mais fácil, ou mesmo hipotecarem futuras promessas para resolver problemas imediatos de tesouraria.
Porque o Vitória não é só futebol, uma palavra para o que se pretende fazer com as modalidades. A mim, pessoalmente, faz-me um pouco de confusão os atletas da formação terem de pagar para representar o clube, mas isso será certamente assunto para outras “núpcias”.

Por Ricardo Lopes

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