sexta-feira, junho 08, 2012

Vamos a eles, Portugal!

Esta sexta-feira, é dia de pontapé de saída do Euro 2012. Amanhã, entra em campo a nossa selecção frente à Alemanha, naquilo que se espera ser o início de uma grande caminhada de Portugal. Em vésperas de Portugal começar o campeonato da Europa, fomos perceber a opinião de quem seguiu de perto o estágio em Óbidos, sobre as possibilidades de Portugal seguir em frente. Fica, por isso, o artigo de opinião do jornalista do sítio zerozero.pt, Álvaro Gonçalves, em exclusivo para o VIMARANES, a quem agradecemos desde já o contributo.


Opinião de: Álvaro Gonçalves*

Estamos a poucas horas da estreia de Portugal no Campeonato da Europa 2012. Esta é a altura em que as pessoas que durante um ano são capazes de dizer que um jogo de futebol é algo parvo, ou que consiste apenas em 22 mecos atrás de uma bola, se tornam especialistas da modalidade de um momento para outro.

É normal tal acontecer e durante um mês, ou pelo menos durante o tempo que a seleção portuguesa conseguir ter estadia na Polónia e Ucrânia, seremos todos farinha do mesmo saco porque, no fundo, ninguém é indiferente ao futebol, principalmente em fases finais de competições em que a seleção está presente, quer liguemos ao futebol durante todo o ano, ou apenas de forma esporádica.

Nasci em 1987 e costumo dizer que a minha geração é privilegiada. Desde 1996, Portugal apenas falhou uma grande competição, o Mundial de 1998. Mas desde 2000 que está presente em todas as outras e apenas por uma vez não fez boa figura. Foi no Mundial 2002 e só aí é que não passou a fase de grupos. Tão mau só em 1986 e eu nem sequer era nascido.

Longe vão os tempos em que Portugal participava esporadicamente numa fase final e fazia um brilharete. Aconteceu no Mundial 66 (3º lugar) e posteriormente no Euro 84 (meias-finais). 18 foi o número de anos que a seleção portuguesa esteve alheada dos grandes palcos. 18 anos!! Impensável nos dias de hoje esperar tanto tempo.

Na fase de qualificação para o Euro 2008 apenas nos apurámos na última jornada e com um empate a zero com a Finlândia. No apuramento para o Mundial 2010 tivemos que ir ao play-off contra a Bósnia e para o Euro 2012 a história repetiu-se. Nas três situações parecia que tinha caído o Carmo e a Trindade. É assim que se percebe como nós, portugueses, nos tornámos exigentes com a seleção.

Uma exigência sem regra, sem medida certa e, por vezes, sem lógica. Umas vezes aliamos essa exigência a um otimismo descontrolado, como nas situações em que consideramos Portugal favorito a uma competição, sabendo que nunca ganhou nenhuma e, acima de tudo, sabendo como perdeu aquela que esteve mais perto de conquistar (quem não se lembra de 2004 e das duas derrotas com a Grécia no espaço de 15 dias?). Noutras deixamo-nos contagiar pelo triste fado português, pelo pessimismo que o caracteriza e achamos que vamos só fazer figura de corpo presente porque não temos hipótese e nos damos por derrotados logo à partida.

Infelizmente, vejo a maioria dos portugueses a optar pela segunda hipótese em relação ao Euro 2012. Posso estar enganado, mas é a impressão que me dá. A esses, não tendo obviamente nada contra eles porque cada um é livre de expressar a sua opinião, só tenho a dizer que não consigo pensar como eles.

Os resultados da seleção desde que me lembro de ver futebol não me permitem ser tão pessimista. Recordo-me, por exemplo, do Euro 2000 e verifico que a Inglaterra e a Alemanha só tinham que decidir entre si os dois primeiros lugares do grupo. Pois bem, acabaram por ter que decidir os dois últimos porque as seleções «fraquinhas» de Portugal e Roménia seguiram para os quartos-de-final.

É verdade que desde aí Portugal nunca tinha calhado num grupo tão difícil como agora. Alemanha (para mim a melhor seleção do mundo, neste momento), Holanda e Dinamarca são adversários bem complicados e que para quem gosta dos números pode sempre refugiar-se neles e dizer que estão à nossa frente no ranking da FIFA.

Mas sabemos que os rankings valem o que valem e que dentro do campo é que conta. E aí nós temos um dos melhores defesas do mundo, um médio que é campeão da Europa de clubes e um avançado que é um dos dois melhores jogadores do mundo. Há seleções que têm mais e melhor? Há certamente.

Há seleções que fizeram melhores resultados do que Portugal nos últimos jogos particulares? Sem dúvida alguma. Mas sem qualquer otimismo irrealista afirmo que a seleção portuguesa pode perfeitamente passar aos quartos-de-final. Aliás, estou convicto de que vai passar, sabendo, também, que se isso não acontecer não me chocará.

Por Álvaro Gonçalves, jornalista do sítio zerozero.pt

2 Comentários:

David J. Pereira disse...

Olá!

Podemos fazer uma troca de links entre blogues por favor?

O meu é: http://davidjosepereira.blogspot.pt/

Muito Obrigado!

Depois passem pelo meu a confirmar a troca, para eu também adicionar o vosso blogue aos meus links.

8/6/12 23:13
Amadeu disse...

Força Daniela Pinto!

9/6/12 14:03