sexta-feira, julho 06, 2012

As emoções vão (re)começar

Publiquei ontem este artigo de opinião no jornal O Povo de Guimarães.

A temporada 2012/13 volta a tornar Guimarães num caso bem especial no panorama do futebol português. Exceptuando Lisboa e o Funchal, só o Berço consegue colocar, no principal patamar do futebol nacional, duas equipas do concelho. Em vésperas de se tornar Cidade Europeia do Desporto, Guimarães e o futebol vimaranense estão, definitivamente, na moda. Infelizmente esta “moda” não vem carregada de sinais de arrojo e/ou vitalidade e as restrições financeiras obrigam a uma delineação criteriosa da próxima época. É precisamente nestas alturas que o “produto” nacional mais deve ser considerado, não só por se tornar mais barato, mas por não dever nada a muito do “produto” estrangeiro em circulação. E o Vitória é um caso claro de um clube que viveu tempo demais fora da órbita real e está agora obrigado a apertar o cinto e a encontrar um rumo diferente. Não temos, por isso, assistido ao desvario de contratações a peso que se tornou um hábito nos últimos anos até se chegar ao ponto em que se colocou em causa a sobrevivência do clube. Esta será então uma pré-época em que o maior reforço será a paciência. Que deverá ser disponibilizada em quantidades assinaláveis a um público exigente, que está hoje desligado como nunca esteve do seu clube. Até porque esta inversão de rumo será difícil. No arranque e pelo caminho. Mas será, provavelmente, a única solução para recuperar o clube, sem loucuras nas contratações e uma aposta de risco na qualidade dos jovens que formamos. De volta à ribalta do futebol está o Moreirense. Uma casa pequena custará menos a arrumar, e Vítor Magalhães tem-no provado. Depois de uma queda a pique desde que deixou a 1ª Liga, ei-los de regresso ao convívio com os grandes. O trabalho de consolidação dos últimos anos e a manutenção de uma estrutura que deu bons resultados fazem antever que este Moreirense poderá conseguir a tranquilidade que procura, tentando fortalecer-se como clube de primeira.

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