quinta-feira, dezembro 13, 2012

A história repete-se

 
 
Esta semana ficamos a saber oficialmente da saída do vice presidente para o futebol, Luís Cirilo, do cargo que ocupava na estrutura vimaranense. Sinceramente não me surpreendeu, nem sequer me apanhou de surpresa. A junção à atual direcção durante o período eleitoral, desistindo de um projecto próprio, para dar corpo a um outro, acabou por defraudar as expectativas de muitos associados que viam na figura de Luís Cirilo uma esperança para o futuro.
 
Ora, o pouco tempo que durou esta união, apesar das justificações oficiais, acabou por dar razão àqueles que nunca acreditaram nela e que de certa forma se sentiram “traídos”. Justificações também assumidas pelo próprio e que são as politicamente correctas para este tipo de situações.
 
Este enredo, curiosamente, faz parte de um filme já rodado por diversas vezes, dando origem a uma candidatura futura, o que pessoalmente neste caso não acredito. Mas que começa a ser uma constante, lá isso é verdade. E Júlio Mendes, será que acreditava numa união até ao final do mandato? Ou apostou num casamento por conveniência para este acto eleitoral, isto, fazendo fé que era conhecedor da irreverência daquele que seria o seu homem forte para o futebol.
 
Quanto a Luís Cirilo, terá de ser respeitada a sua “vontade”, mas que não ficou bem na fotografia nas últimas horas ainda como vice presidente, isso não ficou, com o devido respeito. Espera-se portanto que rapidamente seja encontrado o sucessor para o cargo, e que acima de tudo, tenha o perfil ideal para estar à altura do lugar que o espera porque os sócios andam fartos de incompetência.
 
Mesmo com a equipa de futebol, sem grandes exibições, correspondendo minimamente ao que se lhe poderia exigir, o reboliço financeiro continua, os investidores teimam em não aparecer, a venda de acções ficou aquém das expectativas e os sócios mantêm-se afastados do D. Afonso Henriques. A verdade é que o Vitória está a passar a pior fase da sua história, e, não há meio de ver as coisas melhorarem continuando a incógnita em relação à eficácia da solução SAD.
 
Por Ricardo Lopes

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