quarta-feira, janeiro 02, 2013

Dores de cabeça



O mês de Janeiro promete muitas dores de cabeça para Rui Vitória e Luiz Felipe. Os dois treinadores serão obrigados a muita imaginação para irem compondo as suas equipas e, ao mesmo tempo, não deixarem cair os vários objectivos da temporada.
 
A equipa principal vitoriana entra agora numa altura muito atribulada, com 6 jogos só este mês e vários jogadores "perdidos" - transferidos momentaneamente para a CAN (El Adoua, Soudani e N'Diaye) ora transferidos de forma definitiva (Toscano e Defendi). A deslocação ao Cidade de Barcelos abre as hostilidades, numa altura em que o curto plantel do Vitória será sujeito a dois jogos por semana, e com duas competições a eliminar pelo meio. Dependendo do resultado de hoje do rival diante da Naval, Rui Vitória perceberá desde logo o grau de importância do encontro com a própria equipa da Figueira Foz, um dos próximos dos vitorianos e aí optar por uma gestão de plantel diferente, embora a escassez de opções também não dê grande possibilidade de escolha.
 
Os encontros com Marítimo, Rio Ave e Sporting, todos de grau de dificuldade acrescido, sendo que os dois últimos são em deslocações consecutivas, também se revelam importantes para aquilo que poderá ser o percurso do Vitória no actual campeonato. E, se pelo meio colocarmos aquele que é para já - no exagero próprio de uma opinião pessoal - o encontro mais importante da época, o desafio com o rival bracarense, assim se percebe àquilo que estará obrigada a equipa de Rui Vitória.
 
Para além disso, a necessidade de recorrer a jovens do Vitória B para colmatar outras ausências, será também um enormíssima dor de cabeça para o treinador Luiz Felipe. A equipa secundária vitoriana atravessa um período complicado no campeonato muito próximo já dos lugares de aflição e com duas derrotas consecutivas "nas costas". Seguem-se agora duas deslocações complicadas a Oliveira de Azeméis e Covilhã e uma recepção ao Sporting B ainda antes do dia 20 de Janeiro e de seguida encontros com Atlético e Marítimo B. Ou seja, 5 jogos só este mês.
 
O início de 2013 é pois uma grande dor de cabeça para Rui Vitória e Luiz Felipe e, desde logo, um hino à gestão dos seus plantéis sem comprometer objectivos de uma e de outra formação. Se a isto adicionarmos as dificuldades financeiras do clube que colocam em causa um eventual reforço dos plantéis, percebe-se que os tempos que se avizinham poderão não ser fáceis. E, mesmo com todas as limitações financeiras que existem, dificilmente o Vitória poderá atravessar este período sem retoques nos plantéis, para pelo menos conseguir que os dois Vitória consigam alcançar os objectivos a que se propuseram. Seguir em frente nas Taças (principalmente na de Portugal, face às circunstâncias do sorteio), terminar o campeonato numa posição tranquila - Vitória A - e manter o Vitória B nos escalões profissionais para não terminar com um projecto importante para o futuro do clube.


Foto: ABola

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