sábado, janeiro 12, 2013

Um coração do tamanho do mundo!



Ponto prévio. O coração desta equipa merecia mais. Mais do que um empate penalizador da única equipa que quis jogar e ganhar e mais, mais adeptos nas bancadas - de novo abaixo dos 8 mil espectadores. Mas e porque é importante dizê-lo, os que lá estiveram fizeram de tudo para empurrar a jovem equipa vitoriana para o empate, depois de um jogo esforçado, mas em que os comandados por Rui Vitória nunca perderam a cabeça. 

Infelizmente, um erro madrugador deixou o Marítimo cedo na frente e obrigou a equipa vitoriana a correr atrás do prejuízo. Fê-lo sem o deslumbre do jogo passado em Barcelos, mas fê-lo com qualidade e critério. Circulando a bola, tentando pelo chão e pelo ar, mas esbarrando na defensiva contrária e no guardião adversário. Com menos perigo na primeira parte mas com total sufoco na etapa complementar.

A expulsão justa de Márcio Rosário deixou os insulares ainda mais entregues à sua sorte, ao anti-jogo e à falta de desportivismo tão habitual no futebol português. A justiça, perdão, a meia-justiça acabou por surgir pela cabeça de um dos mais perdulários. Baldé nas alturas atirou de cabeça para o golo do empate que deixou os vitorianos de sorriso rasgado.

Justo? De maneira alguma. Este Vitória, esta equipa, estes adeptos mereciam mais. A equipa mostrou de novo um coração enorme que a faz acreditar que é sempre possível chegar ao golo, tal como o fez com o Estoril, a Académica ou o Beira-Mar. E os aplausos no final da partida dos adeptos vitorianos demonstram bem que também eles gostaram do que viram, também eles perceberam que a equipa fez o que pôde e deu o que tinha para ser feliz. E é assim que se ganham equipas. É assim que se começou "a ganhar" o jogo importante de quarta-feira. 



Foto: ABola

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