quinta-feira, março 21, 2013

Modalidades, sim!


Numa das últimas Assembleias Gerais, a Direcção do Vitória colocou na mão dos sócios a manutenção do ecletismo no clube. A implementação da quota modalidade – que fica a um euro por mês, mas quem pretender adquirir tem de a pagar desde o início da época – seria então uma forma de perceber se os associados apoiam as modalidades ou não. Não faço ideia quantos aderiram, mas parece-me inegável que há base de apoio que justifica a sua manutenção. Mas a melhor resposta veio de dentro do clube, das próprias modalidades. Com o Voleibol na final da Taça e no quarto lugar do Campeonato e com a recente conquista da Taça de Portugal por parte do Basquetebol que ainda poderá lutar pelo título na Liga, as duas mais importantes secções - pelo menos as que mais sócios mobilizam no seu apoio – disseram sim. Categoricamente!
 
A conquista no último domingo do basquetebol, diante do superfavorito e rico Benfica, deve ser exemplo para todo o clube. De humildade, de raça, de vontade e de gestão. É sempre ingrato individualizar quando quem ganha é toda uma equipa, mas parece-me inegável que há alguns nomes que se destacam nesta secção. Desde logo o de António Lourenço, o “pai” da modalidade em Guimarães, mas também o de Pedro Guerreiro – de quem se diz ser o próximo timoneiro com a saída do primeiro, e o de Fernando Sá. Este último personifica aquilo que considero ser a imagem de um verdadeiro Conquistador.
 
O voleibol pode, já este sábado, conquistar também a segunda Taça de Portugal na história da modalidade. Um feito que será complicado de alcançar, já que pela frente estará um Fonte do Bastardo repleto de nomes com qualidade e experiência. Do nosso lado, a irreverência e o forte apoio dos vitorianos pode fazer pender a balança. Assim se espera. Que Allan Cocato, o eterno capitão, possa segurar novamente o caneco, agora ao leme de uma formação mais pobre na folha salarial, mas rica em coração, garra e abnegação. Lá estarei em Coimbra, como estive em Santo Tirso, Lisboa, Peso da Régua e Póvoa de Varzim, para aplaudir quem luta e quem dignifica o nosso emblema.
 
Não poderia deixar de, numa semana onde voltamos a ser notícia pelos piores motivos, abordar mais um castigo aplicado pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol. Se é verdade que este órgão parece apenas ver os jogos do Vitória - ignorando os o terror que outros vão semeando semana após semana -, não pode servir de desculpa para o triste espectáculo que alguns vitorianos vão proporcionando. Os quase 80 mil euros gastos em multas pelo mau comportamento do público, penalizam ainda mais um clube que, como todos sabem, ou deviam saber, passa por tremendas dificuldades. Se não conseguem perceber o quanto prejudicam o clube, resta-me a esperança que rapidamente percebam que o vosso lugar não é no D. Afonso Henriques. Deixem-no para quem acredita que o futebol é para ser vivido em clima de festa. Com rivalidade, naturalmente, mas sem violência gratuita.
 
 
Por Pedro Cunha

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