sexta-feira, março 15, 2013

Orgulho de ver esta equipa a jogar


O Vitória alcançou na passada segunda-feira um importante triunfo em Setúbal que permitiu aos comandados de Rui Vitória ascender, pela primeira vez esta época, aos lugares europeus. Até aqui, nada fora do comum, pois o Vitória faz parte de um lote restrito de equipas portuguesas com um vasto currículo de participações europeias. No entanto, há um pormenor a ressalvar: O clube foi obrigado a uma reestruturação profunda devido às suas debilidades económicas que trouxe obviamente consequências, sendo uma delas o desinvestimento do plantel principal. 

Para os arautos da desgraça que no início preconizavam a descida do Vitória, só lhes quero dizer “que la chupen y sigan chupando", como uma vez disse Maradona aos seus críticos. As meias-finais da Taça e a tranquilidade no campeonato, bem como a eventual presença numa competição europeia no próximo ano é uma chapada de luva branca a muita gente, ficando só o lamento de o facto da comunicação social nacional não dar tanta importância, ainda por cima, tratando-se de um plantel maioritariamente constituído por jovens que pisaram pela primeira vez esta época os palcos da primeira liga. 

Que orgulho me dá ver o Tiago Rodrigues a assumir a batuta do meio-campo, tão novo e parece que anda nisto há anos. Que alegria me dá ver aquela velocidade estonteante do Ricardo e a sua qualidade técnica apuradíssima para apenas um jovem de 19 anos. Vejam só a maturidade do Paulo Oliveira no eixo defensivo, impressionante! Luís Rocha, suplente de Kaká na equipa B, quem diria, dá cartas a titular pela formação principal. O Baldé, dispensado pelo Sporting, hoje decide partidas com a camisola do Vitória. E o Kanu? Bem, esse é craque. O André David, o jovem treinador do Tourizense, com qual tenho uma boa relação de amizade, já tinha boas referências sobre Kanú, e na altura em que este assinou pelo Vitória, foi perentório: “Henrique, o teu clube não se vai arrepender de ter contratado o Kanu”. 

 O plantel, no seu conjunto, merece os rasgados elogios, mas a figura deste dá-se pelo nome de Rui Vitória, que é hoje um treinador com provas dadas no futebol português. Embora em situação complicada na tabela classificativa, a equipa B, que forneceu vários jogadores à equipa A, também merecia outra sorte. O seu “timoneiro”, Luiz Felipe , também contribuiu para o Vitória da primeira Liga, e oxalá que os próximas partidas lhe corram de feição. 

Acho que, desde que sou adepto do Vitória, nunca fiquei tão orgulhoso desta equipa. Engraçado porque já vi o Vitória com melhores planteis, jogadores com currículo e boa experiência futebolística e que mesmo assim desceram de divisão ou lutaram para não descer, bem como já vi esses atletas a falharem as competições europeias... 


Por Henrique Daniel Silva

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