quinta-feira, abril 11, 2013

Uma época "agridoce"


 
Não fiquei surpreendido com a saída de Luiz Felipe do comando técnico da Vitória B. Penso que já era espectável que tal acontecesse, fruto dos maus resultados alcançados que colocaram a equipa, a escassas jornadas do final do campeonato, em último lugar na tabela classificativa. Não vou aqui tecer qualquer comentário nem pondo em causa o profissionalismo do Luiz Felipe, uma vez que não me parece justo avaliar as competências de um treinador quando nem sequer vi um terço dos jogos da equipa B.
 
O que mais interessa salientar é o efeito negativo que a equipa B pode causar se os seus verdadeiros propósitos, a manutenção, não for alcançada. Matematicamente é possível encontrar uma saída, mas não se vislumbra uma tarefa fácil para o novo treinador que vier assumir o cargo deixado por Luiz Felipe. Descer de divisão pode não comprometer o projecto que o Vitória tem alicerçado para o futuro, mas cria claramente um retrocesso e torna esse projecto ainda mais moroso. É certo que o Vitória está a recompor-se financeiramente, e a equipa principal está a presentear-nos com uma época acima da média, com quase uma final da Taça garantida, mas a equipa B também não pode ser menosprezada. Competir numa segunda divisão nacional, não é a mesma coisa que competir numa liga profissional, até porque as “regras do jogo” mudam na próxima temporada, com a extinção das terceiras divisões nacionais, o que tornará a segunda divisão nacional uma competição “regional” com equipas recém-promovidas da distrital.
 
Portanto, é impensável um projecto de uma equipa B cair nestas divisões inferiores. Fica extremamente difícil atrair os jovens valores para um plantel que disputa um campeonato regional e a este problema, acresce o facto de o nível competitivo ser inferior ao da segunda liga. A equipa A, que tem beneficiado com o apoio “incondicional” da B, pode até sair prejudicada. Esperemos que não! Oxalá que consigamos dar a volta por cima, mas neste momento as coisas estão difíceis. Ai se estão…
 
 
Por Henrique Daniel Silva

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