sábado, janeiro 11, 2014

"Querida, encolhi os miúdos" (3-0)

 
 
É um título de um filme da década de 80 e que bem pode servir de resumo daquilo que se viu ontem no estádio municipal da cidade vizinha. Doeu. Não "apenas" a derrota, mas o modo como a mesma aconteceu. Um Vitória sem chama, com total falta de comparência na primeira parte (alguém viu a equipa?) e que quando parecia transfigurado no segundo tempo, acabou por ver o adversário resolver o jogo.
 
Por mais que custe escrever, nada há a dizer sobre a justiça da derrota, tal a exibição vitoriana. Aliás, até o sector que melhores indicações tinha dado esta temporada, esteve absolutamente desinspirado com alguns erros primários que até o próprio treinador e os jogadores admitiram. Como não?
 
Mas, voltemos ao título. Perante um adversário que tinha menos 4 pontos e jogava bem mais neste jogo do que o Vitória, pedia-se uma equipa mais autoritária. Jogando o jogo pelo jogo e muito menos encolhida no terreno de jogo. Seja pela equipa escolhida por Rui Vitória, tenha sido pela dinâmica que a própria equipa não conseguiu impor no jogo ou até pela pressão do dérbi, a verdade é que os "miúdos" vitorianos não foram capazes de se soltarem das amarras e tentar aquilo que o Vitória ainda não tinha sido capaz, ganhar no novo municipal daquela cidade. Equipa encolhida e demasiado curta que na primeira parte pouco ou nada fez. E que quanto tentou a reacção na segunda parte, fruto das alterações ao intervalo acabou por acumular erros que tudo deitaram a perder.
 
O Vitória foi uma sombra do que já fez esta temporada e perante um rival, essa falta de inspiração ainda custa mais, evidentemente. Mas, há algo que nestas alturas e apesar do sentimento de desilusão dos vitorianos, é preciso reter. Foi "apenas" uma derrota que não impede que o Vitória se mantenha à frente do adversário e no 5º lugar e que não apaga a excelente primeira volta feita pelos vitorianos.
 
Há noites assim. Em que as coisas saem menos bem. A todos, sem excepção. Mas esta equipa é a mesma que já nos deu tantas alegrias esta época e que, estou certo, continuará a dar já na próxima sexta-feira. Em Olhão, tenho a convicção que a postura será outra e que por esta altura o balneário vitoriano já estará pronto para dar uma boa resposta.
 
Apesar da desilusão, esta equipa continua a ser o meu orgulho. 7 portugueses no "onze" inicial e 5 jogadores formados no Vitória. Isso continua a valer muito mais do que "qualquer" acidente de percurso.

Nota ainda para os adeptos. Ontem, os "melhores em campo". Como tantas vezes. Apesar dos "apesares".
 
Em frente, Vitória!

1 Comentários:

Jorge Araújo disse...

O Titulo do texto é acertado.
De facto , foi um Vitória pequeno, encolhido e frouxo aquele que se viu.

No entanto, penso que Rui Vitória desta vez não esteve bem.

A aposta em Freire e no limite em Rocha e Tomané , são completamente legítimas, como seria se também estivesse Crivellaro no onze inicial. A máxima do "equipa que ganha não se mexe" apenas não serviu para o criativo brasileiro.

Mas não, o Mister teve demasiado respeito pelo adversário da 15ª jornada, e lançou um teimosamente desapontante André Santos, que fez uma exibição a roçar o indecente, dando Rui Vitória, 45 minutos de avanço como todos vimos.

Passou-se uma mensagem á equipa de receio, e a ordem seria para ver no que daria o jogo. Com 3 médios de combate, mais dois extremos colados aos pouco ofensivos laterais, e um ponta de lança brigão como é Tomané, mas que nem sempre o miúdo pode resolver as coisas a favor assim a partir do nada como fez em arouca momentos depois de duas ocasiões claras de golo dos locais, marcando na primeira ocasião que dispôs.

As exibições de Addy, Tiago Rodrigues, Malonga, André Santos, e agora Maazou são fracas, más, preocupantes diria.

11/1/14 16:53