terça-feira, fevereiro 04, 2014

Uma vez mais, Machado (1-2)



O início não foi bom, o final foi ainda pior. Cedo se percebeu que este Nacional iria ser um osso duro de roer, principalmente depois da grande penalidade que Claudemir converteu. O Vitória nunca esteve tranquilo no jogo e mesmo na melhor fase do desafio, em que chegaria à igualdade pelo "homem-golo" Tomané, a "intranquilidade" pairava no ar.
 
Defensivamente a equipa esteve sempre muito exposta e isto perante um adversário que faz das transições rápidas o seu ponto forte, nunca é sinal positivo. Rui Vitória também surpreendeu com a chamada à titularidade de Kanu e a colocação de Moreno no meio-campo com Leonel Olímpio no banco. Percebe-se a justificação do treinador quando disse que pretendia responder ao jogo rápido do Nacional com um central também ele mais rápido mas cedo se percebeu que a opção não seria a melhor (curiosamente ainda esta semana em declarações à imprensa Fernando Meira dizia que Kanu nunca seria um central) e, pior ainda, quando Kanu voltou a sofrer uma lesão muscular.
 
Curiosamente, e tirando o facto do Vitória ter "queimado" uma alteração, a verdade é que a equipa melhor com Olímpio no "miolo". Foi um Vitória mais forte no meio-campo e também por isso mais capaz. O golo de Tomané ainda fez levantar os cerca de 7500 vitorianos presentes, mas a equipa iria voltar a sentir muitas dificuldades no segundo tempo.
 
Demérito vitoriano claro, mas também muito mérito do Nacional e da leitura de jogo de Manuel Machado. Faltava força ao Vitória e sobrava espaço nas costas da defesa para que o Nacional fizesse aquilo que tanto gosta.
 
Percebeu-se rapidamente, tal como noutras alturas, que há jogos que não podendo ganhar, o empate é o mal menor, principalmente diante de adversários directos. O Vitória não o conseguiu. E o Nacional acabou por aproveitar. Num deslize de Douglas, é verdade, mas pouco depois de Douglas ter sido também herói a evitar um golo dos madeirenses.
 
Uma derrota que custa mas que de maneira alguma põe em causa os objectivos vitorianos. É preciso levantar a cabeça e conseguir em Setúbal, os três pontos que ontem fugiram.
 
 
 
Foto: Lusa

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