sexta-feira, abril 18, 2014

Para memória futura


Não sei se Emílio Macedo será expulso de sócio. Não sei sequer se continuará a pagar as quotas do clube do qual foi presidente durante um mandato e meio e vice-presidente em parte de um outro. Não sei aliás se isso lhe fará qualquer diferença. Sei apenas que a história não se apagará e que Emílio Macedo será, para sempre, um dos piores presidentes que o Vitória SC já teve (se não mesmo o pior, mas isso a história vai encarregar-nos de dizer). Sei ainda que foi durante a sua direção que o Vitória foi colocado em risco de sobrevivência. E sei também que, muito provavelmente, Emílio Macedo seguindo os passos dos seus antecessores, nunca mais voltará às bancadas do D. Afonso Henriques, em casa ou fora de portas, para sofrer ou gritar pelo Vitória.

E tudo isto é importante para memória futura, dois anos depois de um momento de viragem no Vitória. Para que nunca esqueçamos de onde viemos e para onde nos atiraram. E, essencialmente, para percebermos que muito do que passamos agora teve origem nesse passado que continua a pôr em causa o nosso presente e os nossos sonhos. Como prevíamos, fácil era bater no fundo, mas difícil é voltar a reerguer o clube. E para isso, há ainda um longo caminho a percorrer, mesmo que às vezes os triunfos fortuitos o pareçam esconder, a exemplo do que não raras vezes aconteceu no passado recente.

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