sábado, setembro 27, 2014

Contas aprovadas - o que mudou?



Numa assembleia-geral pouco concorrida, o relatório e contas foi aprovado por larguíssima maioria, em mais uma reunião magna onde a direcção vitoriana apresentou nova redução do passivo do clube. E sobre esta assembleia-geral creio que as notas a retirar são poucas. Esteve aliás bem o presidente do Vitória quando comparou a realidade que encontrou há 2/3 anos e a necessidade do Vitória, em plena "feira afonsina" daquela altura de vender "sandes de leitão" para fazer face aos problemas de tesouraria, e a realidade com que hoje nos deparamos com uma redução tão acentuada do passivo do clube nos últimos anos.

E, discordando-se num ou noutro ponto da actual direcção a verdade é que é importante percebermos de onde viemos e onde chegamos hoje. Há sensivelmente 3 anos, vivíamos um  dos momentos mais negros da nossa história, em que sob a liderança de Emílio Macedo da Silva caminhávamos apressadamente para o abismo, com inúmeros alertas, que muitos fizeram questão de fingir não ouvir

Hoje temos também a obrigação moral de reconhecer o trabalho e a dedicação de quem nos tirou e continua a tentar tirar do buraco para onde nos lançaram, sem que nada tivéssemos feito para o impedir. Reduzir o passivo do clube em cerca de 40%, inverter por completo o rumo do despesismo, apostar de forma declarada e arriscada naquilo que é no fundo a nossa maior virtude, a nossa formação, não pode merecer apenas um braço no ar, sem que reconheçamos que aquilo que está a ser feito é um verdadeiro “milagre”, mas não operado com base na fé mas antes no excelente trabalho da actual equipa directiva. 

Os obstáculos estão longe de terem desaparecido, mas é justo reconhecer que se hoje aqui estamos a festejar os 92 anos da nossa história com o clube num bom momento desportivo e mais do que isso, com o clube a apresentar um caminho de êxito total do ponto de vista financeiro, há 3 anos estivemos tão perto de permitir que o desvario e a incompetência pusessem termo à nossa verdadeira paixão. 

Não sei se quem cometeu tais atropelos chegará um dia a ser responsabilizado, mas sei pelo menos que não será esquecido, da mesma forma que o trabalho da actual direcção neste mandato não o deverá ser, mesmo que hoje tenham sido poucos aqueles que testemunharam, no pavilhão do Vitória, mais um exercício financeiro que nos tenta colocar no trilho correcto. 

Esta tarde foi aliás realizada a última assembleia-geral ordinária do mandato da actual direcção. E, também por isso e enquanto associado, gostaria de deixar aqui sublinhado o meu reconhecimento ao seu trabalho. Assumindo, sem rodeios que, se em dado momento franzi o sobrolho e coloquei algumas reservas quanto à sua capacidade de reerguerem o nosso clube, hoje aqui estou para reconhecer o seu mérito e a sua competência. Que continuem a merecer estes elogios no futuro, por todos nós, que amamos este clube.

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