domingo, janeiro 25, 2015

O futebol não pode ser isto! (2-2)



Ponto prévio. As equipas jogam com as armas que têm e, quando em situação difícil na tabela ainda mais. O Vitória pode queixar-se essencialmente de si, por ter entrado talvez a achar que tudo seria bem mais fácil do que realmente foi. Por ter mesmo, talvez e mesmo que involuntariamente, achado que perante o último a receita seria a mesma que a aplicada a Nacional e Académica. Tudo isto é verdade. Contudo há mais verdades para além de todas estas.

É que mesmo acordando tarde, o Vitória fez mais do que o suficiente para ganhar. E mais do que isso, o Gil Vicente merecia ter saído penalizado com a derrota. Porque aquilo que assistiu na segunda parte do encontro de sábado foi a negação do futebol. O Gil Vicente simplesmente abdicou de jogar, agarrando-se ao anti-jogo e ao seu guarda-redes. Ultrapassando mesmo os limites do razoável e prejudicando o futebol. 

Este Gil é do Minho. É um clube com um estádio com boas condições e uma terra de boa gente. Mas aquilo que provocou ontem em mim, e certamente em muitos adeptos do futebol, foi revolta. E a noção clara de que equipas que simplesmente abdicam de jogar futebol, não merecem competir na primeira liga. Mesmo com todas as limitações.

Salvou-se, o coração da equipa vitoriana que, encostada às cordas, teve de ir buscar todas as suas forças para evitar o vexame. Conseguiu o empate e até poderia ter ido mais além. Fica, contudo, o amargo de boca por dois pontos perdidos no D. Afonso Henriques perante o último classificado. Mas fica também mais uma lição. É preciso encarar todos os jogos da mesma forma e desde o seu início. 

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