sexta-feira, fevereiro 06, 2015

Recandidatura natural



Olhei desconfiado para a constituição da lista encabeçada por Júlio Mendes, há três anos. Não o vou esconder, porque o escrevi. Olhei com desconfiança para algumas das promessas e para a forma como a lista foi construída. Três anos volvidos, admito que me enganei. 

Júlio Mendes e seus pares realizaram um trabalho que só pode ser considerado notável quer na vertente desportiva, quer financeira. O Vitória, que tão próximo esteve do abismo, é hoje um clube bem mais tranquilo, ainda que longe de estar a salvo de todos os problemas que a gestão incompetente anterior provocou ao clube.

O Vitória encetou ao longo dos últimos anos uma árdua luta contra o tempo. Contra o tempo que, acima de tudo, deixamos passar sem que não fizéssemos o suficiente para evitar o desvario de Emílio Macedo da Silva e quem o acompanhou. 

Para além da brutal redução do passivo do clube, o Vitória voltou a recuperar o seu prestígio e hoje tem um rumo desportivo no qual os vitorianos se revêm. Um rumo que assenta no aproveitamento da sua formação e naquilo que é, no fundo, a essência deste clube: o espírito conquistador.

Claro que numa altura de balanço, é importante não esquecer ninguém. Toda a estrutura da formação do clube, dirigentes e técnicos, os treinadores e atletas do futebol profissional, todo o corpo dirigente e administração da SAD do clube e também toda a massa associativa do Vitória. Porque todos, directa ou indirectamente, contribuíram para os últimos três anos em que o Vitória voltou a ser Vitória.

Se houve erros? Se numa ou noutra situação faria diferente? Porventura sim. Mas, o maior de todos os erros seria meu, se não fosse capaz de reconhecer o enorme mérito da actual direcção do Vitória em tudo o que foi feito de bom nestes últimos três anos. 

Perante tudo isto, a recandidatura de Júlio Mendes e da sua direcção é apenas um epílogo natural. Bem como a reafirmação da confiança por parte dos seus associados, uma consequência óbvia do bom trabalho realizado. 

Mas, atenção. Não raras vezes, o sucesso foi o nosso principal inimigo. E por isso, é fundamental, que os próximos três anos de mandato sejam encarados com humildade e exigência. E mais do que isso, com a motivação de fazer ainda melhor. Porque o Vitória merece!

2 Comentários:

Amadeu disse...

A sério Carlos?

8/2/15 21:48
Vimaranes disse...

E pelos vistos deve ter sido essa também a análise dos vitorianos, tendo em conta que teremos uma lista única. Tenho a certeza que o trajecto não foi perfeito, mas tenho também a convicção de que há um balanço positivo.

8/2/15 22:30