quarta-feira, junho 10, 2015

O novo timoneiro



A responsabilidade é grande. Não só a de treinar pela primeira vez o Vitória na primeira liga e também nas competições europeias mas também a de suceder a um treinador que deixou uma marca tão forte como Rui Vitória.

A opção recaiu sobre um treinador da casa, profundo conhecedor do clube e parte fundamental num projecto que se alicerça nos jogadores da equipa B. A poucos dias do início dos trabalhos, dificilmente a estrutura encontraria um treinador tão conhecedor do plantel, como Armando Evangelista. E mais do que isso, num clube onde o projecto assenta essencialmente no aproveitamento de jovens jogadores e jogadores de escalões secundários, porque não dar uma oportunidade a um treinador que mostrou qualidades ao longo dos últimos dois anos? A um treinador que ajudou no processo de evolução de muitos dos jogadores que são hoje reconhecidamente valores seguros no futebol português?

Haveria opções de menor risco? Provavelmente. Haveria treinadores com maior experiência? Também é verdade. Mas como em tudo na vida, a experiência só se poderá ter, depois das oportunidades dadas. E, pelo trabalho realizado nos dois últimos anos, Armando Evangelista terá feito por merecer esta oportunidade.

Claro que esta opção acarreta riscos. Mas cabe-nos dar também uma oportunidade, tal como muitas vezes reivindicamos aos jovens jogadores e acreditar que um treinador que já foi campeão nacional de juniores pelo Vitória enquanto jogador, que já treinou as camadas jovens, que treinava agora a equipa B, fez por merecer esta oportunidade na lugar mais alto da estrutura técnica.

Ao novo treinador, resta-nos desejar-lhe sorte. A sorte de Armando Evangelista, será também a nossa. E tenho a profunda convicção de que se lhe forem dadas condições, Armando Evangelista pode demonstrar que é capaz de triunfar como é nosso desejo. Triunfar numa cidade que normalmente é "má mãe e boa madrasta" não é fácil, eu sei, mas esta aposta na continuidade, é mais uma demonstração de que o projecto Vitória continuar a fazer sentido, quer na aposta de jogadores, quer na aposta de jovens treinadores. 

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